Em chapa pró-Dilma, suplente faz campanha para Aécio

Por Brasil Econômico I Gilberto Nascimento* |

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Santa Catarina é símbolo dos comitês suprapartidários que devem marcar a disputa presidencial deste ano

Brasil Econômico

Os próprios partidos políticos têm tratado Santa Catarina como um símbolo dos comitês suprapartidários que devem marcar a disputa presidencial deste ano. O senador Paulo Bauer (PSDB) é candidato ao governo e divide a chapa com o deputado Paulo Bornhausen (PSB), que disputa o Senado. Bauer faz campanha para o presidenciável Aécio Neves (PSDB) e Bornhausen para Eduardo Campos (PSB).

A situação é ainda mais peculiar no palanque do governador Raimundo Colombo (PSD), que busca a reeleição. Oficialmente, tanto ele quanto o candidato ao Senado, Dário Berger (PMDB) apoiam a renovação do mandato da presidente Dilma Rousseff. O primeiro suplente de Berger, no entanto, é Paulo Gouvêa Costa (DEM), aliado dos tucanos no plano nacional.

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A expectativa do comando da campanha de Aécio Neves espera que Costa faça campanha para o tucano, mesmo que Berger e Colombo estejam com Dilma. Existem dúvidas, no entanto, se ele poderá fazer um material em que aparecem os nomes dos três candidatos juntos. Para evitar problemas legais, a orientação é para que seja feita a distribuição casada de material, um da campanha nacional e outro da estadual.

A dúvida sobre a confecção de panfletos de campanha é parecida no Rio, onde existe um grupo de peemedebistas favoráveis a Aécio Neves, apesar do governador Luiz Fernando Pezão (PMDB) ser oficialmente um defensor da eleição de Dilma. Neste caso, pelo menos, o candidato ao Senado, o vereador Cesar Maia (DEM), é oficialmente aliado dos tucanos. Vale lembrar que no Estado, PT e PSB também dividem palanque: Lindbergh Farias (PT) ao governo e Romário (PSB) ao Senado.

Lula contém ciúme de petistas no Rio

Depois de muita lamentação, petistas fluminenses já estão mais resignados com as agendas da presidenta Dilma Rousseff no Rio de Janeiro. Ela se encontrará hoje, mais uma vez, com o governador do Estado, Luiz Fernando Pezão (PMDB), candidato à reeleição. O nome do calmante para os correligionários fluminenses de Dilma atende pelo nome de Lula, um cabo eleitoral mais visto que a própria presidente. O ex-presidente entra para valer na campanha do senador petista Lindbergh Farias, adversário de Pezão na disputa pelo Palácio Guanabara, assim que começar o programa eleitoral de rádio e TV, no dia 19 de agosto.

Agenda cheia

Nesta quinta-feira (24), Dilma visita um estaleiro em Angra e as obras do Parque Olímpico, na capital. À noite, se reúne com Pezão e integrantes do PMDB numa churrascaria na Baixada Fluminense. É o movimento "Dilmão" (Dilma + Pezão) em reação ao "Aezão", do governador com Aécio Neves (PSDB).

Infraero consegue suspensão de leilão em SP

A juíza federal Regilena Emy Fukui Bolognesi suspendeu liminarmente o leilão do prédio onde estava sediada a Vasp, no aeroporto de Congonhas (SP), o segundo mais movimentado do País. Com a falência da companhia aérea, a justiça estadual paulista havia determinado o leilão do imóvel para o pagamento de dívidas trabalhistas. A Infraero, autora da ação, argumenta que o imóvel, de cerca de 15 mil metros quadrados, faz parte do terreno do sítio aeroportuário e pertence à União.

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Aécio Neves vai, mas não volta

O presidenciável tucano Aécio Neves deixou para o coordenador de sua campanha, o senador Agripino Maia (DEM-RN) a missão de responder perguntas sobre a construção de um aeroporto em Cláudio (MG), em terreno desapropriado de sua família. O candidato fez um pronunciamento sobre o assunto e ficou de responder às perguntas depois. Não voltou.

“A coincidência daquela morte foi estranha e serviu de estímulo para que muitos se recusassem a falar, a comparecer. É o medo. Isso é muito significativo”

José Carlos Dias, da CNV, sobre a reação de torturadores da ditadura à morte do coronel Paulo Malhães, colaborador da comissão

*Leonardo Fuhrmann (interino)

Colaborou: Eduardo Miranda

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