Divergências entre Campos e Marina estão superadas, diz coordenador de campanha

Por Wanderley Preite Sobrinho - iG São Paulo | - Atualizada às

compartilhe

Tamanho do texto

Em entrevista ao iG, Carlos Siqueira diz que desacordos foram inflados pela imprensa e que, após costura de palanques, candidato e vice estão em sintonia com programa de governo

Escolhido por Eduardo Campos para coordenar sua campanha presidencial ao lado da vice Marina Silva, o primeiro-secretário nacional do PSB, Carlos Siqueira, recebeu o iG em sua sala no comitê central, inaugurado na segunda-feira (21) na zona sul de São Paulo. Responsável por equacionar semelhanças e diferenças do candidato e da vice - tratados igualitariamente na campanha -, ele garante que as divergências entre os dois, "exageradas pela imprensa", limitaram-se à política de alianças nos Estados, assunto já superado.

No comitê central: Partidários apresentam Campos e Marina como 'o novo' e comparam Aécio a Dunga

Mosaico Político: Pessebistas evitam menção à coligação com tucanos em São Paulo

Avessa a coligações estaduais que contradissessem a postura da campanha nacional de fazer oposição ao PSDB e PT, Marina só aceitou na última hora que o partido de Campos se aliasse à campanha de reeleição do tucano Geraldo Alckmin em São Paulo.

Siqueira contemporiza as desavenças afirmando que desacordos, naturais dentro de partidos, são ainda mais comuns em coligações. “Já superamos isso e partimos para o programa de governo, e sobre esse assunto não há divergência alguma entre Eduardo Campos e Marina Silva”, assegura.

O coordenador garante que o PSB não passa por crise de afirmação ideológica e que, por isso mesmo, preocupar-se com a cor dos partidos com quem se coliga “é coisa menor”. “Nossa política de aliança com o PSDB existe em vários lugares, com o PT em vários lugares também. Não temos nenhum problema em fazer alianças porque conhecemos as diferenças culturais e geográficas do País. Não estamos preocupados com coisas menores, que não nos levarão a lugar algum."

Horário Eleitoral

Mesmo com 1 minuto e 49 segundos no horário eleitoral gratuito, Siqueira acredita que Campos pode vencer a eleição em razão da “clara vontade do eleitor” de mudar o governo. Para isso, ele se vale de uma comparação comum a quem tem menos tempo de televisão em campanhas. “Se fosse em 1989, o Ulisses Guimarães teria ganhado de Fernando Collor. Ele tinha maior tempo, bancada, governadores, e mesmo assim ficou em quarto lugar.” Candidata à reeleição, a presidente Dilma Rousseff (PT) terá 11 minutos e 48 segundos para expor suas propostas na televisão, enquanto o tucano Aécio Neves contará com 4 minutos e 31 segundos.

Coordenador de Aécio: ‘Bolsa Família é patrimônio brasileiro’, diz senador José Agripino

Coordenador de Dilma: Vamos reeleger Dilma e trazer Lula de volta em 2018’, aposta Rui Falcão

Mesmo com o tempo mirrado na TV, a coordenação da campanha espera conseguir mostrar porque, afinal, Campos é “o novo”. “Gradativamente vai ficando clara as posições do candidato. Tem a mídia espontânea, teremos agenda diária a partir do dia 4 de agosto, depois 45 dias de TV e a presença dos candidatos pelo País. E o perfil do Campos é claramente diferente. Ao final do processo, o eleitor vai dizer com quem mais se identifica.”


compartilhe

Tamanho do texto

notícias relacionadas