Até 19 de agosto, ex-líder terá agenda forte no Estado para tentar diminuir rejeição dela no maior colégio eleitoral do País

A ordem na campanha da presidente Dilma Rousseff é investir pesado em São Paulo, principal colégio eleitoral do País, com mais de 30 milhões de eleitores. A estratégia ganhou ênfase nesta semana, após a identificação em pesquisas eleitorais da alta rejeição da presidente, principalmente no Estado, que tem 22,4% dos eleitores brasileiros.

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Os planos da campanha incluem uma agenda forte de eventos com a participação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva . Ele é considerado o pilar da estratégia do PT para melhorar o desempenho de Dilma em São Paulo.

Os petistas decidiram que, até o início da campanha na TV, em 19 de agosto, as agendas do ex-presidente se fixarão prioritariamente em solo paulista. Só após o início da propaganda eleitoral é que Lula se dedicará a eventos de campanha em Estados das regiões Norte e Nordeste, como estava previsto anteriormente.

Além de levantar Dilma em São Paulo, Lula também tem a tarefa de tentar salvar a candidatura do petista Alexandre Padilha ao governo que apresenta nas pesquisas cerca de 4% das intenções de voto. Lula já tem agendada uma caminhada em São Bernardo do Campo, no próximo domingo, na posse da nova diretoria do Sindicato dos Metalúgicos.

Já com a presidente, a primeira agenda de campanha está marcada para o dia 31 de julho, quinta-feira, quando Lula e Dilma participarão da plenária da Central Única dos Trabalhadores (CUT), em São Paulo. Na semana seguinte, Dilma participará, ao lado de Lula, de outro grande comício reunindo mais quatro centrais sindicais: UGT, CGTB, UST e CTB.

Pesquisa Datafolha, divulgada na semana passada, apontou que os eleitores que rejeitam a presidente em todo país somam 35%. Ao observar somente o Estado de São Paulo, esse percentual sobe para 47%. Já na capital, a rejeição à presidente foi identificada ainda maior: 49%.

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Consulta feita pelo Instituto Sensus corroborou a alta rejeição de Dilma no país. Ela aprece com 42,4% de rejeição, à frente de Aécio, com 25,3% e de Eduardo Campos, com 25,2%. A pesquisa Sensus, no entanto, não aponta o percentual de rejeição por Estados.

Além de escalar Lula, nesta semana, o PT também tomou a decisão de transferir para São Paulo a administração da página do partido nas redes sociais com o objetivo de arregimentar a militância. O partido investirá em posts que divulguem ações do governo e critiquem pontos fracos da administração de Geraldo Alckmin , como a crise no abastecimento de água em São Paulo.

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Para alguns petistas, além da rejeição à presidente se apresentar alta em São Paulo, preocupa também o fato de o governador tucano apresentar bom desempenho, apesar da falência do sistema de abastecimento de água da metrópole.

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