Pessebistas evitam menção à coligação com tucanos em São Paulo

Por Brasil Econômico - Gilberto Nascimento |

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No comitê central, Campos cita postulante a vice em São Paulo, mas não menciona candidatos majoritários na chapa paulista

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A coligação que o comando do PSB paulista fechou para apoiar a reeleição do governador Geraldo Alckmin (PSDB) e a candidatura de José Serra ao Senado não empolgou a todos os postulantes do partido nas eleições proporcionais.

Segunda: Partidários apresentam Campos como 'o novo' e comparam Aécio a Dunga

Wanderley Preite Sobrinho/iG São Paulo
Eduardo Campos conversa com eleitora após inauguração do Comitê Central em São Paulo (21/7)

Cenário: Erundina isola vice de Alckmin e rouba cena em evento de Campos e Marina

Assim como fazem os candidatos da Rede, grupo liderado por Marina Silva, já há material de divulgação dos pessebistas com as fotos do presidenciável Eduardo Campos e da ex-ministra, que é sua vice, mas sem destaque para a chapa estadual. A Rede era favorável à candidatura própria, mas enfrentou a resistência dos comandos do PPS e do PSB, defensores do apoio aos tucanos no Estado. Não dá nem para dizer que os nomes foram escondidos por uma decisão meramente eleitoral: Serra e Alckmin lideram as últimas pesquisas de intenção de votos.

Datafolha: Com 54% das intenções de voto, Alckmin seria eleito no 1º turno

Na segunda-feira (21), na inauguração do comitê central de sua campanha, em São Paulo, Campos apresentou o presidente estadual do partido, o deputado Márcio França, como candidato a vice-governador. O presidenciável não citou os demais candidatos majoritários na chapa paulista.

Coube ao presidente nacional do PPS, deputado Roberto Freire, fazer as únicas menções a Serra e Alckmin. Ele defendeu a necessidade de união das oposições em um eventual segundo turno para evitar a reeleição da presidente Dilma Rousseff. Quem tirou proveito da situação foi o vereador paulistano Laércio Benko - candidato ao governo pelo PHS, partido sem representação na Câmara dos Deputados. Ele anunciava a sua candidatura e de Fernando Luca (PRP) ao Senado como a única chapa no Estado que apoia integralmente a candidatura de Campos a presidente.

Campos anuncia apoio ao Saúde+10

Durante a inauguração, foi anunciado que Eduardo Campos apresentaria suas propostas para a saúde. Na verdade, ele aderiu à campanha Saúde+10, do Movimento Nacional em Defesa da Saúde Pública, que existe desde 2012 e defende a aplicação mínima de 10% do orçamento federal para a saúde. Atualmente, as prefeituras são obrigadas a gastar 15% com essa área e os governos estaduais, 12%. O candidato falou também sobre sua preocupação com a fiscalização dos planos médicos privados e a humanização do atendimento. Ele defendeu também a universalização da educação integral e o passe livre no transporte público para os estudantes.

Sobrou para Padilha

Em meio a críticas ao governo federal de boa parte dos presentes, o presidente do Conselho Federal de Medicina, Roberto d’Ávila, focou seus ataques ao ex-ministro Alexandre Padilha, candidato petista ao Palácio dos Bandeirantes. Acusou Padilha de ter um comportamento midiático e eleitoreiro.

Saudade dos tempos do 'apagão'

Se alguém desconhecesse a economia brasileira e os estragos provocados pelo racionamento de energia em 2002, sairia da palestra de Adriano Pires, diretor do Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE), na segunda (21), durante o congresso de eficiência energética, com a certeza de que o problema trouxe ganhos ao País. Possível colaborador do programa de energia do candidato do PSDB à presidência, Aécio Neves, ele também faz parte do corpo de especialistas do Instituto Millenium.

Contra a intervenção na economia, mas...

Pires não poupou críticas ao governo petista, o qual classificou como intervencionista e centralizador. "Se pudesse, controlaria até as nossas horas de sono”, disse o superintendente da ANP durante o governo FHC. Apesar da acusação de intervencionista, ele defendeu um tratamento diferenciado nos tributos cobrados em equipamentos que produzam eficiência energética.

“Já está explicado. Tudo foi feito com a mais absoluta transparência e correção. Aliás, como sempre faço.” Aécio Neves, presidenciável (PSDB), sobre o gasto de R$ 14 milhões do governo de Minas, durante sua gestão, em um aeroporto não homologado em Claudio (MG), em terras desapropriadas de sua família.

*Leonardo Fuhrmann (interino)

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