Paulo Skaf recebe veto de delegados a ex-secretário de Geraldo Alckmin

Por Brasil Econômico - Gilberto Nascimento |

compartilhe

Tamanho do texto

Segundo um dos consultores do peemedebista na campanha, candidato assumiu compromisso de não entregar pastas a quem tenha exercido cargo de confiança no governo do PSDB

Brasil Econômico

Candidato ao governo paulista, o empresário Paulo Skaf (PMDB) teria aceitado o veto dos policias civis ao ex-secretário de Segurança Pública Antônio Ferreira Pinto. A informação foi divulgada por Abrahão José Kfouri Filho, antigo delegado-geral e ex-presidente da Associação dos Delegados do Estado. Segundo ele, o candidato se comprometeu a, caso eleito, não nomear Ferreira Pinto para a secretaria.

Leia mais:
Skaf comandará seu programa sobre segurança pública

Vice na chapa de Skaf, o criminalista José Roberto Batochio (PDT) também teria participado da conversa. Kfouri alega que só aceitou o convite para ser um dos consultores do peemedebista para a elaboração do programa de governo depois de o candidato assumir o compromisso de não entregar a pasta a quem “exerceu cargo de confiança” no atual governo tucano.

Em uma carta publicada em grupos fechados de delegados da polícia paulista, Kfouri fala a colegas “justificadamente temerosos” de que pessoas “prejudiciais” aos interesses dos delegados poderiam ter “voz ativa” em um eventual governo Skaf. Ele relata a preocupação com três integrantes da equipe de campanha do peemedebista, “especialmente uma delas”, possivelmente se referindo a Ferreira Pinto.

Kfouri destaca ainda que Batochio é seu amigo, foi advogado da associação de delegados, defendeu a aprovação da PEC-37 (que tentava dar exclusivamente aos policiais o poder de fazer investigações criminais) e “não morre de amores pela PM e pelo MP”. O delegado aposentado faz críticas às condições de trabalho e à política de segurança pública do governador Geraldo Alckmin (PSDB), candidato à reeleição, e retrata “disputas corporativas constantes” entre as duas polícias.

Negativa oficial
A assessoria do presidente licenciado da Fiesp desconhece a carta escrita por Kfouri e afirma que Skaf não discute, no momento, nomes para um eventual governo. O único convite feito pelo candidato foi para que o ex-presidente do Banco Central Henrique Meirelles assuma a secretaria da Fazenda em caso de vitória do peemedebista.

Relação difícil
Procurador de Justiça, Ferreira Pinto foi oficial da PM antes de ingressar no Ministério Público. Em sua gestão, ele teria retirado o poder de apuração das organizações criminosas que atuam no Estado da Polícia Civil e passado para a Rota, apesar da falta de atribuição legal dos militares para fazer investigações.

Leia também:
PMDB oficializa Paulo Skaf como candidato ao governo de São Paulo
Para aliado PCdoB, PT subestimou candidatura de Paulo Skaf
Datafolha: com 54% das intenções de voto, Alckmin seria eleito no 1º turno

Assessor na Fiesp
Depois que deixou o cargo no primeiro escalão do governo de Alckmin, Ferreira Pinto se tornou assessor estratégico de Paulo Skaf na Presidência da Fiesp para assuntos relativos à segurança pública. Agora, ele é candidato a deputado federal e participa das discussões sobre o programa de governo do peemedebista.

Divisão na bancada da bola do PT
Colegas de PT e no conselho do Corinthians, o deputado federal Vicente Cândido e o ex-presidente do clube Andres Sanchez, candidato a uma vaga na Câmara, estão afastados. Foi Cândido quem convenceu Andres a se filiar ao PT em 2009. No ano seguinte, o dirigente corintiano apoiou a eleição do parlamentar. Ambos eram tidos como aliados do magnata russo Boris Berezovsky e de Kia Joorabchian. Os estrangeiros investiram no Corinthians via MSI, durante a gestão de Alberto Dualib.

Amizade com Del Nero afastou corintianos
Mais do que a disputa por uma cadeira na Câmara, o que separou os dois foi a briga pelo poder no futebol. Cândido é hoje um dos vice-presidentes da Federação Paulista de Futebol e sócio em um escritório de advocacia do presidente da entidade, Marco Polo Del Nero, que assume o comando da CBF em abril do ano que vem e se tornou inimigo de Andres.

"A equipe do FMI terá grande satisfação de trabalhar com o time dos Brics responsável por este projeto"
Christine Lagarde, presidente do Fundo Monetário Internacional (FMI), sobre o Novo Banco de Desenvolvimento (NBD) criado para financiar projetos de infraestrutura em países emergentes

*Leonardo Fuhrmann (interino)

compartilhe

Tamanho do texto

notícias relacionadas