Galvão Bueno, palpite furado e política: os candidatos comentam a Copa nas redes

Por iG São Paulo | - Atualizada às

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Diversão para a maioria, a Copa também é política para quem sonha em se eleger este ano. Confira como alguns candidatos se comportaram durante o maior evento das redes sociais

Maior evento das redes sociais em todos os tempos, a Copa do Mundo no Brasil respondeu por nada menos do que 3,3 bilhões de posts só no Facebook. Diversão para a maioria, a Copa também é política para alguns, especialmente aos que esperam se eleger nas eleições deste ano.

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Para saber como o meio político acompanhou a Copa nas redes, o iG conferiu a conta de alguns candidatos. Teve provocação a Galvão Bueno, apoio a Neymar e muitos, muitos palpites. Confira alguns deles:

Famosa no Facebook especialmente em razão da fake Dilma Bolada, a candidata à reeleição presidencial Dilma Rousseff só falou em Copa do Mundo nos últimos tempos. No Facebook, ela lembrou que a Copa no Brasil atraiu R$ 30 bilhões para a economia e publicou recortes de jornais que se "renderam à #CopaDasCopas".

Serra acompanhou a abertura da Copa no Itaquerão e tuitou foto. Foto: Twitter/ReproduçãoPaulo Skaf (PMDB) convocou colegas ilustres de partido para "acertar" o resultado do jogo. Foto: Twitter/ReproduçãoCandidato ao governo no Paraná, Roberto Requião falou pouco sobre a Copa, mas resumiu tudo com seu tuite. Foto: Twitter/ReproduçãoO governador e candidato à reeleição, Pezão falou em "gosto amargo na boca". Foto: Twitter/ReproduçãoCandidato ao Senado, Gilberto Kassab também foi ao Itaquerão. Foto: Twitter/ReproduçãoAlckmin falou pouco sobre a Copa no Twitter, mas tirou foto com Pelé e com a mulher, Lu, em jogo no estádio. Foto: Twitter/Reprodução

No Twitter, ela postou até a carta de apoio enviada aos jogadores da seleção e a Neymar depois de sua contusão no jogo contra a Colômbia. Os últimos posts se concentraram em pedir reformas no futebol. Em um deles, alfinetou o PSDB, que, na década de 1990, cogitou rebatizar a Petrobras. "Os que queriam transformar a Petrobras em Petrobrax, desvirtuam, agora, nossa posição de apoiar a renovação do nosso futebol", disse ela. Para chegar a outro assunto, é preciso rolar o scroll do mouse 34 tuites abaixo. 

Principal rival de Dilma na corrida presidencial, Aécio Neves tuitou apenas 16 vezes. O candidato do PSDB só começou a utilizar a rede social na tarde de ontem (14), quando admitiu estar "aprendendo" a utilizar a ferramenta.

Já no Facebook, o tucano respondeu a presidente sobre a polêmica envolvendo a “Futebras": "A presidente Dilma nos informou hoje, pelo Twitter, que não vai criar a ‘Futebras’. Talvez isso entristeça alguns de seus companheiros, mas traz enorme alívio para milhões de brasileiros. Afinal, seria a 14ª estatal criada pelo governo do PT, a sétima só no seu governo. Os cofres públicos agradecem!"

Post sobre a Copa, apenas antes do jogo contra Holanda, dia 12, quando desejou sorte a quem, no final, terminou responsabilizado pelo fracasso do time: "Força Seleção, Felipão, Parreira e Comissão Técnica: a torcida vai jogar junto!".

Terceiro colocado nas pesquisas de intenção de voto para a eleição presidencial, Eduardo Campos (PSB) parece ter pouca intimidade com as redes. Tanto no Twitter quanto no Facebook, o presidenciável foi econômico ao falar da Copa. Suas contas são utilizadas principalmente para fazer campanha. No microblog, ele tuitou apenas um "Força, Neymar", seguido por este: "Já passou da hora de colocar um fim na violência. Inclusive no futebol."

Twitter/Reprodução
Candidato ao governo no Paraná, Roberto Requião falou pouco sobre a Copa, mas resumiu tudo com seu tuite

Já no Facebook, o tema serviu para fazer política. "O Brasil está na semifinal da Copa do Mundo. Mas, em um 'Torneio Mundial de Educação', nosso desempenho deixa muito a desejar", escreveu ele sobre 55º lugar ocupado pelo País no quesito "leitura".

Candidato ao Senado por São Paulo, Gilberto Kassab (PSD) primeiro buscou colar sua imagem à abertura do evento. “Resultados positivos da Copa em SP mostram que ações de minha gestão para construir Arena Itaquera foram acertadas”, escreveu ele no microblog. Como praticamente todo mundo, palpitou sobre Brasil e Alemanha e depois lamentou. “Boa sorte à Seleção contra a ótima Alemanha. Grupo tem união, talento, + garra e seguirá adiante! #VaiBrasil #RumoAoHexa #SelecaoBrasileira”, empolgou-se. “Nada deu certo para a nossa seleção hoje. Parabéns à Alemanha!”, escreveu logo depois.

Padrinho político de Kassab, mas rival na corrida pelo Senado este ano, José Serra (PSDB) foi o político mais atuante no Twitter durante os jogos. Ele comentava jogada, discordava de alterações e arriscava: “Se o time jogar como no primeiro tempo [contra a Colômbia], venceremos a Alemanha. Daí para a final!”.

Um dos mais ativos no Twitter, o governador e candidato à reeleição em São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), falou pouco sobre futebol, se limitando a parabenizar os vencedores, como a Alemanha. Mas ele não perdeu a chance de tirar uma foto com Pelé, que lhe autografou uma camisa da seleção. Na véspera da abertura da Copa, ele mandou um abraço a quem se saiu mal da Copa: "Boa sorte ao Brasil e meu abraço especial ao Felipão! #VaiBrasil #Copa2014".

Segundo colocado nas pesquisas pelo governo paulista, Paulo Skaf (PSB) tuitou foto dele com o vice-presidente Michel Temer e com o governador do Rio, Luiz Fernando Pezão. "Somos pé quente." Embora bastante ativo nas redes, ele quase não palpitou durante os jogos. No dia 17 de junho, preferiu relacionar a Copa a si mesmo: "Vendo a seleção imagino que o hepta – o hexa virá agora – pode ter um jovem do projeto Atleta do Futuro do Sesi-SP. #Skaf #MudançaDeVerdade".

Já o rival petista ao mesmo cargo, o ex-ministro da Saúde Alexandre Padilha, apostou na vitória brasileira na semifinal afirmando que a Copa "deu xô ao complexo de vira-lata" do brasileiro. Três tuites depois, o lamento: "Triste com a seleção. Brasil e brasileiros saem MAIS fortes c/a #CopaDasCopas. Agora é planejar p/MAIS futebol em 2018 e #MaisMudança em 2014".

No Rio de Janeiro, Pezão, governador e também candidato à reeleição, quase não falou de futebol. Quando arriscou... “O Brasil vai jogar, torcer e ganhar por esse garoto. #ForçaNeymar”. Já seus principais rivais ao Palácio Guanabara passaram pelos jogos quase como se eles não tivessem acontecido. O petista Lindberg Farias não escreveu nenhum alinha sobre a Copa, enquanto Antony Garotinho (PR) usou sua conta no Facebook para lamentar a derrota do Brasil na semifinal e prometer ingresso mais barato no Maracanã. “Meu primeiro ato como governador será reestatizar o Maracanã, que foi reformado com dinheiro público e dado de graça ao Eike Batista.”

Na Bahia, o candidato à sucessão do petista Jaques Wagner, Rui Costa, repetiu nas redes a hashtag #CopaDasCopas inúmeras vezes, mas foi comedido nos palpites. Quanto tentou algum... "Bora, Brasil! Pra cima da Alemanha! E com o reforço de Dante, nosso baiano camisa 13." Aliado dos ACM no Estado, Paulo Souto (PSD) também palpitou pouco. No dia 4 de julho disse que a raça do Brasil o deixava “perto do hexa”. Depois, apostou em 2X1 para o Brasil contra a Alemanha, “uma vitória que vai espantar a insegurança da ausência de Neymar e nos levará ao hexa no domingo!”

Twitter/Reprodução
Candidato ao Senado, Gilberto Kassab também foi ao Itaquerão

Palpiteiro foi o ex-ministro da Justiça Tarso Genro, que tenta se reeleger governador do Rio Grande do Sul. Ele comentou bastante durante os jogos, principalmente para criticar a oposição, que teria semeado "terror antes da Copa, torcendo que ela fracassasse". Contra a Alemanha, o último pitaco, "dois a um": "Depois do meu último palpite contra a Alemanha me aposento como palpiteiro ferrado. Mas... vamos lá Brasil!"

Rival de Genro no pleito, a senadora do PP Ana Amélia Lemos, preferiu torcer postando fotos no Twitter. Uma delas foi publicada com a legenda “torcida australiana assiste jogo do BRASIL na Praça Otavio Rocha em POA!” Na outra, a imagem é da lua: “No intervalo do jogo a lua surge linda no céu de Porto Alegre! Força Brasil!”

Já em Brasília, o governador Agnelo Queiroz (PT), que tenta a reeleição, foi só otimismo para o jogo do Brasil no estádio brasiliense Mané Guarrincha, pela seminfinal. "Brasília receberá a seleção brasileira com muito carinho, como recebemos um filho quando perde o jogo na escola." Depois da partirda, sobrou só para os jogadores: "Perdemos no campo, com um futebol que não é o futebol brasileiro, mas a torcida de Brasília deu um show de alegria, incentivo e civilidade!"

Enquanto isso, o rival Luiz Pitiman (PSDB) usou seu Twitter basicamente para divulgar sua agenda de campanha. Exceção para o "rumo ao bronze" e para mais otimismo após o vexame em Brasília: "Não desistimos. Por isso, não fomos derrotados. O Brasil merece agora a vitória fora dos campos! #AquieCopa?".

Beto Richa (PSDB), governador do Paraná, tuita o dia inteiro, mas preferiu escrever pouco sobre os jogos no Brasil. Ele soltou apenas um "que venha a Alemanha!!!!" e depois desejou "fé" e "força" a Neymar. Ainda sobre o assunto, um retuite da cantora Ivete Sangalo: "Minha torcida é pra vc dentro e fora de campo. Deus está ao seu lado e tudo ficará bem!"

Principal adversário de Richa, o senador peemedebista Roberto Requião também foi comedido sobre a Copa em sua conta no Twitter, mas um único retuite foi suficente: Uma foto do Galvão Bueno e Ronaldo Fenômeno com a seguinte legenda: "Atenção: hoje na #globolixo o último episódio de 'Deby e Loyd' a derrota!"

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