Uma missa será celebrada às 11h30 e o enterro deve acontecer à tarde, no cemitério do Araçá, na região do Pacaembu

Amigos e parentes prestam última homenagem ao político Plínio de Arruda Sampaio
Marcos Bezerra/Futura Press
Amigos e parentes prestam última homenagem ao político Plínio de Arruda Sampaio

O corpo do ex-deputado federal Plínio de Arruda Sampaio é velado na Paróquia São Domingos, em Perdizes na zona oeste de São Paulo, na manhã desta quarta-feira (9). Plínio morreu aos 83 anos, nesta terça-feira (8) após ficar internado por mais de um mês para tratar um câncer ósseo no hospital Sírio Libanês, na região central da capital. 

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Parentes e amigos prestam a último homenagem ao ex-promotor que ficou conhecido nacionalmente em 2010 ao disputar as eleições presidenciais. Uma missa de corpo presente será celebrada às 11h30 e o enterro deve acontecer à tarde, no cemitério do Araçá, na região do Pacaembu.

Formado em Direto pela USP (Universidade de São Paulo), Plínio foi promotor público no início da carreira profissional e professor na Fundação Getúlio Vargas. Desde 2012, atuou como presidente de honra da Associação Brasileira de Reforma Agrária (ABRA), ONG fundada na década de 1960 dedicada à causa no País.

Sua entrada na política se deu antes de completar 30 anos, em 1959, quando trabalhou como coordenador do Plano de Ação do governo de São Paulo antes de ser eleito pela primeira vez deputado federal, em 1962, pelo Partido Democrata Cristão (PDC). Dois anos depois, foi um dos primeiros a ter seus direitos políticos cassados pelo Ato Institucional Nº 1 do então recém-instaurado Regime Militar no Brasil.

Plínio
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Plínio

Exilou-se no Chile e nos EUA - onde fez mestrado em Economia Agrícola na Universidade Cornell - antes de retornar ao País em 1976, quando passou a protagonizar a luta contra a ditadura e em prol da anistia aos condenados políticos pelo regime.

Na mesma época, ingressou no MDB (Movimento Democrático Brasileiro), formado por opositores do regime militar, no qual permaneceu por dois anos antes de se juntar a Luís Inácio Lula da Silva para fundar o PT (Partido dos Trabalhadores). Foi ativo durante o movimento Diretas Já, pelo fim da ditadura, e, em 1986, voltou a ser eleito deputado federal por São Paulo. Em abril deste ano, recebeu homenagem simbólica na Câmara dos Deputados pela cassassão de seu mandato 50 anos atrás.

Insatisfeito com os rumos do partido, em 2005, Plínio deixou o PT para se juntar ao PSOL, pelo qual foi candidato a governador no ano seguinte e à presidência da República nas eleições de 2010.

Nos últimos anos, Plínio escreveu livros como Desafios da Luta pelo Socialismo, lançado em 2002, e "Capitalismo em Crise", de 2009. É também dele o prefácio do livro "Por que Ocupamos?", escrito por Guilherme Boulos, coordenador e principal figura do Movimento dos Trabalhadores Sem-Terra (MTST).

Plínio deixa a mulher, Marieta, e seis filhos.


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