Com Haddad em baixa, PT aposta em Marta para ajudar Padilha

Por Brasil Econômico - Gilberto Nascimento |

compartilhe

Tamanho do texto

Apesar da elevada rejeição em bairros de classes média e alta, ex-prefeita possui popularidade considerável na periferia de SP

Brasil Econômico

Com o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, com baixos índices de aprovação nas pesquisas, o PT deve apostar na ministra da Cultura, Marta Suplicy, para tentar melhorar os índices de intenção de voto do ex-ministro Alexandre Padilha na disputa ao Palácio dos Bandeirantes. A estratégia, por enquanto, é priorizar a região metropolitana da capital paulista.

Leia:
Duração do “efeito Copa do Mundo” divide governistas e oposição

Apesar de ter uma elevada rejeição em bairros de classe média e alta, a ex-prefeita conta com uma popularidade considerável na periferia, principalmente em razão de projetos de sua gestão, como os CEUs (Centros Educacionais Unificados) e o Bilhete Único. A estratégia é agregar nesta primeira fase o eleitorado mais tradicional do partido, aumentar o número de pessoas que conhece o candidato e ligá-lo aos principais líderes petistas.

Além da capital do Estado, o PT administra outras cidades importantes na região, como Guarulhos, São Bernardo, Santo André, Osasco, Mauá e Embu das Artes. Os prefeitos dessas cidades e os ministros paulistas do governo federal terão papel importante nesta primeira fase. Haddad tem sido pressionado, inclusive publicamente, para divulgar melhor as iniciativas de sua gestão.

Segundo aliados do prefeito, a dificuldade é parte do próprio estilo de Haddad, tido como avesso à publicidade. Na convenção estadual do partido, o ex-presidente Lula, durante seu discurso, chegou a se dirigir diretamente ao prefeito para sugerir mais ações para reverter a baixa aprovação da gestão paulistana. “É preciso falar o que a gente está fazendo. Se deixar para os adversários divulgarem, eles só vão falar mal”, explicou Lula, depois de fazer elogios a Haddad.

E de Martinha
Um dos primeiros atos da campanha de Alexandre Padilha será a refiliação do sindicalista Cícero Firmino Martinha, dos Metalúrgicos de Santo André. Secretário do Trabalho da cidade, ele estava no PDT e deve levar para o PT outros 30 líderes sindicais e de movimentos populares da região.

Volta para casa
Fundador do PT em 1980, o sindicalista havia se desligado do partido no final da década seguinte e depois ainda passou pelo PSB. O apoio dos pedetistas ao candidato a governador Paulo Skaf (PMDB), presidente licenciado da Fiesp, foi um dos motivos do rompimento de Martinha com o PDT.

Leia também:
Com apoio tímido de Skaf, Dilma precisa de crescimento de Padilha em SP
Adversários e até aliados ainda não creem na disputa entre Serra e Kassab
Com liminar, petista afastado se prepara para retomar campanha

PT tranquilo
O presidente nacional do PT, Rui Falcão, confirmou que o partido vai recorrer da decisão judicial que suspendeu o afastamento do deputado estadual Luiz Moura (SP). O dirigente petista não acredita que a anulação da convenção, prevista na liminar, ameace as demais candidaturas petistas no Estado.

PDT não quis dança das cadeiras
A saída do PDT da chapa que apoia a reeleição do governador do Rio, Luiz Fernando Pezão (PMDB), provocou uma correria nos demais candidatos à sua sucessão. Vagas já ocupadas em outras coligações chegaram a ser oferecidas aos pedetistas, mas eles preferiram seguir ao lado do peemedebista, mesmo em um apoio informal. O argumento oficial é a velha e boa relação com Pezão, que era do PDT quando foi prefeito de sua cidade natal, Piraí, no Sul do Estado.

O mais querido entre os ex-filiados
O argumento pode até valer no caso de Pezão, mas é bom lembrar que o ex-prefeito Cesar Maia (DEM) – candidato ao Senado que provocou o rompimento com o PMDB -, o ex-governador Anthony Garotinho (PR) – que tenta voltar ao cargo – e o presidente do PMDB fluminense, Jorge Picciani - tido como artífice da exclusão do PDT da chapa - também já foram pedetistas. Pelo jeito, deixaram menos saudades.

“Falta diálogo. Tem gente que fala em nova política, mas pratica a velha”  Raimundo Pimentel – deputado estadual (PSB-PE), ao declarar apoio à candidatura a governador do senador Armando Monteiro (PTB).

*Leonardo Fuhrmann (interino)

Leia tudo sobre: brasil econômicofernando haddadmarta suplicypt

compartilhe

Tamanho do texto

notícias relacionadas