Com liminar, petista afastado se prepara para retomar campanha

Por Brasil Econômico - Gilberto Nascimento |

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Suspenso por suposta ligação com facção criminosa, deputado estadual Luiz Moura conseguiu na Justiça medida para pleito

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O deputado estadual paulista Luiz Moura continua sua briga com o PT para garantir o direito de disputar a reeleição. Depois de apelar sem sucesso à Justiça Eleitoral, ele conseguiu uma liminar na Justiça comum que lhe permite entrar na disputa. O juiz Fernando Oliveira Camargo afirma que o partido suspendeu a filiação do parlamentar sem que ele fosse sequer ouvido em uma sindicância interna. Para o magistrado, a situação não é prevista no estatuto do partido. A suspensão também excluiu Moura da chapa de candidatos. Apesar de não ter sido citado até o fim da tarde de ontem, o partido já anunciou que vai recorrer da decisão. Os petistas alegam que ela é uma questão interna, sobre a qual a Justiça não deveria se manifestar.

O diretório paulista do PT tomou a decisão depois de o secretário de Comunicação do governador Geraldo Alckmin (PSDB) ter afirmado que o deputado teria participado de uma reunião em uma cooperativa de transportes na qual estavam também integrantes de uma facção criminosa. Moura confirmou que havia ido, mas negou ligação com os suspeitos. Nos anos 1990, o parlamentar chegou a cumprir pena por assaltos à mão armada cometidos no Paraná e em Santa Catarina. Moura admite ter cometido crimes no passado, mas garante estar regenerado. Agora, com a expectativa de ter a candidatura mantida, sua equipe faz uma reunião nesta terça-feira (8) para decidir os próximos passos. Além da própria campanha, o grupo trabalha pela eleição do vereador paulistano Senival Moura (PT), irmão de Luiz, que disputa uma vaga na Câmara dos Deputados.

Nem briga afasta Lupi de Pezão
A briga com o presidente do PMDB do Rio, Jorge Picciani, não deve afastar o PDT do governador Luiz Fernando Pezão (PMDB), candidato à reeleição. Os pedetistas perderam a indicação do vice – o deputado Felipe Peixoto foi substituído pelo senador Francisco Dornelles (PP) – por insistirem na candidatura avulsa de Carlos Lupi ao Senado. O PMDB decidiu apoiar o ex-rival Cesar Maia (DEM), o que provocou problemas não só com Lupi, mas também com o prefeito da capital, Eduardo Paes (PMDB), antigo aliado e hoje adversário de Maia. Lupi se mantém fiel à reeleição de Dilma e viu na articulação com o DEM uma forma de fortalecimento do grupo dentro do PMDB fluminense favorável ao tucano Aécio Neves.

PDT vai insistir
Alijado da vice, o deputado estadual Felipe Peixoto anunciou que não disputará cargo nenhum na eleição deste ano. No PDT fluminense, no entanto, existe uma expectativa de que ele retome a candidatura a federal. O parlamentar não escondeu o abatimento com a disputa que acabou com sua substituição.

Manuela disputa 2014 de olho em 2016
A deputada federal Manuela D’Ávila (PCdoB-RS) divulgou um vídeo para explicar a sua decisão de não disputar a reeleição. Ela vai disputar uma vaga na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul. Apesar de não falar claramente sobre o assunto, seu seria ficar mais tempo em Porto Alegre, para disputar novamente a Prefeitura em 2016. Vereador na capital gaúcha, o judoca João Derly é uma aposta do partido para a disputa de uma vaga na Câmara dos Deputados.

Judoca usa até WhatsApp para fazer campanha
Bicampeão mundial de judô, João Derly foi o segundo vereador mais votado na capital gaúcha na eleição de 2012. Uma das apostas do candidato é no acesso da população, especialmente os jovens, a ele. Além das redes sociais, como o Twitter e o Facebook, ele divulga também o número do seu WhatsApp, aplicativo de mensagens pelo celular.

“É revoltante porque só ocorre com quem tem capacidade econômico-financeira ou poder político grande” 
Janice Ascari, procuradora regional da República em São Paulo, sobre a situação do senador cassado Luiz Estêvão (DF), condenado pelo STJ e articulador da candidatura ao governo de Brasília de José Roberto Arruda (PR), também acusado de corrupção

*Leonardo Fuhrmann (interino)

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