Para aliado PCdoB, PT subestimou candidatura de Paulo Skaf

Por Brasil Econômico - Gilberto Nascimento |

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Teria sido esse o motivo para a campanha petista não ter formado a alardeada "maior aliança da história do partido"

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Para o presidente do PCdoB em São Paulo, o ex-ministro Orlando Silva, o PT pode ter subestimado a candidatura de Paulo Skaf (PMDB) ao Palácio dos Bandeirantes. Por isso que a campanha do ex-ministro Alexandre Padilha (PT) ao governo paulista não teria conseguido formar “a maior aliança da história petista no Estado” nem atrair um nome do agronegócio para ser vice - duas metas alardeadas pelo próprio Padilha. O PT confirmou, na terça-feira (1º), o sindicalista e ex-deputado Nivaldo Santana (PCdoB) como companheiro de chapa do ex-ministro. A vaga iria para o PR, que preferiu a primeira suplência na candidatura à reeleição do senador Eduardo Suplicy (PT).

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Vice aquático
Os petistas sugeriam o deputado Milton Monti (PR) como vice, mas o PCdoB também exigia presença na chapa. Com a escolha do PR e a pressão do PCdoB, os petistas cederam o posto de vice a Nivaldo. Dizem que a experiência dele como sindicalista na Sabesp ajuda no debate sobre a crise hídrica em São Paulo.

Serra era o nome de consenso no PSDB
O ex-governador José Serra desistiu de concorrer à Câmara dos Deputados e assumiu a candidatura ao Senado, principalmente por causa de dificuldades para um consenso entre os partidos aliados na escolha de outro nome para a vaga. O PSDB avaliou ainda que Serra daria muito mais envergadura à chapa do governador Alckmin, diminuindo o espaço na aliança do concorrente de Aécio Neves à presidência, Eduardo Campos, do PSB, partido ao qual é ligado o vice de Alckmin, Marcio França. Serra estava animado com pesquisas que lhe davam vantagem sobre o petista Eduardo Suplicy, apesar de seu recall em relação às últimas candidaturas estar abaixo do esperado, segundo analistas. Ele queria garantia dos partidos da aliança de que não lançariam outros nomes ao Senado.

Os aliados assumiram esse compromisso. A reviravolta aconteceu depois de conversas entre Serra, Aécio, Alckmin e o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e de uma reunião final na noite de segunda-feira no Palácio dos Bandeirantes. Nesse encontro, estavam Alckmin, o ex-governador, o deputado José Anibal (que deve ser um dos suplentes de Serra) e o presidente do PSDB no Estado, Duarte Nogueira.O ex-prefeito paulistano Gilberto Kassab, presidente do PSD, havia dito que só concorreria ao Senado porque seu antigo aliado Serra havia lhe garantido que não disputaria o mesmo posto. Diante da nova posição do tucano, Kassab afirmou que essa decisão não afetará sua candidatura. Mas alguns aliados creem que não será fácil para o pessedista enfrentá-lo. O argumento de Kassab para prosseguir é que esperou pelo tucano até o último dia. Notório notívago, Serra só se decidiu na última noite.

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Novato deve herdar espólio de Maluf
O deputado e ex-governador Paulo Maluf tem dito a seus correligionários que o herdeiro de seu espólio político em São Paulo deve ser Guilherme Ribeiro, presidente da Juventude do PP em São Paulo. Ribeiro deixou recentemente a chefia de gabinete da Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano de São Paulo (CDHU) para concorrer a deputado federal. É filho de Jesse Ribeiro, secretário-geral do PP no Estado.

“Será o resgate da liturgia, que precisa ser observada. As instituições crescem quando proclamam valores e a necessidade de manter o alto nível”
Marco Aurélio Mello, ministro do STF, sobre a aposentadoria de Joaquim Barbosa e a posse de Lewandowski na Presidência

*Com Leonardo Fuhrmann

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