Luiz Fernando Pacheco avaliou investigação como positiva, pois pode ajudar a provar que ele apenas defendia seu cliente

A Polícia Federal abriu inquérito para investigar o advogado do ex-deputado José Genoino, Luiz Fernando Pacheco, nesta terça-feira (1º). A investigação atende à Procuradoria da República no Distrito Federal e foi motivada por pedido do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, que acusou Pacheco dos crimes de desacato, calúnia, difamação e injúria.

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No dia 11 de junho, durante uma sessão da Corte, Barbosa mandou seguranças da Corte retirarem o advogado do plenário. Na ocasião, Pacheco usou a tribuna do Supremo para pedir urgência na apreciação do recurso de seu cliente dizendo que casos de presos teriam prioridade na Corte. A Procuradoria-Geral da República chegou a se manifestar favoravelmente ao pedido. 

Visivelmente irritado com a situação, Barbosa mandou a segurança do STF retirar o advogado do púlpito, constrangendo os demais ministros. O presidente do STF alegou que o advogado estava "abusando de sua autoridade".

Segundo Pacheco, a abertura da investigação ajudará a esclarecer os fatos. “Achei bom. O inquérito é um instrumento para provar que apenas e tão somente clamei pelos direitos de meu constituinte [Genoino], sem cometer crime algum”, afirmou.

Na ocasião, ao subir à tribuna e interromper um julgamento para cobrar de Barbosa a liberação do recurso, Pacheco foi questionado pelo presidente: “Vossa Excelência vai pautar [a Corte]?”. O advogado respondeu: “Eu não venho pautar. Venho rogar à Vossa Excelência que coloque em pauta, porque há parecer do procurador-geral da República [Rodrigo Janot] favorável à prisão domiciliar deste réu, deste sentenciado. Vossa Excelência, ministro Joaquim Barbosa, deve honrar esta Casa e trazer aos seus pares o exame da matéria."

Após dizer duas vezes “eu agradeço a vossa excelência”, na tentativa de cortar a palavra de Pacheco, Barbosa determinou a retirada do advogado do plenário. “Eu vou pedir à segurança para tirar este homem”, disse o presidente do STF.

Ao ser abordado pelos seguranças, o advogado protestou: “Isso é abuso de autoridade!” Barbosa ainda retrucou, dizendo que “quem está abusando de autoridade é Vossa Excelência. A República não pertence à Vossa Excelência, nem à sua grei (grupo). Saiba disso.”

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* Com Agência Brasil

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