Palanques dão vantagem a Dilma nos cinco maiores colégios eleitorais do País

Por Luciana Lima e Marcel Frota, iG de Brasília | - Atualizada às

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Presidente tem endosso de 9 das 17 principais candidaturas nos cinco estados com maior número de eleitores; oposição diz acreditar que qualidade compensará vantagem governista

A contar pelas costuras de palanques estaduais nos cinco maiores colégios eleitorais do país, a presidente Dilma Rousseff conseguiu construir o maior número de alianças. Das 17 principais candidaturas colocadas nos estados de São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Bahia e Rio Grande do Sul, 9 delas estão no campo governista. Somados, esses cinco estados detêm mais da metade do eleitorado brasileiro (53,5%). Somente nos três maiores estados do Sudeste - São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro – o campo governista conseguiu costurar sete candidaturas aos governos locais, quatro no Rio de Janeiro, duas em São Paulo e uma em Minas Gerais.

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Já o candidato tucano, Aécio Neves, tem cinco candidaturas que defenderão seu nome nos cinco maiores estados do país, sendo que, em São Paulo, o tucano terá que dividir o palanque para a reeleição do atual governador do Estado, Geraldo Alckmin, com o pernambucano, Eduardo Campos (PSB). Dilma, por sua vez, terá que dividir palanques no Rio de Janeiro. Ao oferecer a vaga para a disputa ao Senado para o deputado Romário, o petista Lindbergh Farias, candidato ao governo do estado, também cede palanque para Campos. Já o atual governador Luiz Fernando Pezão (PMDB), que disputará a reeleição, cederá palanque para Aécio e Dilma.

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Com Lula, PT realiza convenção que homologou a candidatura de Dilma. Foto: Ricardo Stuckert/Instituto LulaCom Lula, PT realiza convenção que homologou a candidatura de Dilma. Foto: Ricardo Stuckert/Instituto LulaCom Lula, PT realiza convenção que homologou a candidatura de Dilma. Foto: Ricardo Stuckert/Instituto LulaCom Lula, PT realiza convenção que homologou a candidatura de Dilma. Foto: Ricardo Stuckert/Instituto LulaLula e Dilma em convenção do PT que homologou a candidatura da presidente à reeleição. Foto: Ricardo Stuckert/Instituto LulaDurante a convenção, Lula afirmou que a militância tem de saber “de cor e salteado” tudo o que foi feito nos últimos 12 anos . Foto: Ricardo Stuckert/Instituto LulaConvenção nacional do PT homologa candidatura de Dilma à reeleição. Foto: Wilson Lima/iG BrasíliaConvenção nacional do PT homologa candidatura de Dilma à reeleição. Foto: Wilson Lima/iG BrasíliaConvenção nacional do PT homologa a candidatura de Dilma à reeleição. Foto: Wilson Lima/iG BrasíliaConvenção nacional do PT homologa a candidatura de Dilma à reeleição. Foto: Wilson Lima/iG BrasíliaConvenção nacional do PT homologa a candidatura de Dilma à reeleição. Foto: Wilson Lima/iG Brasília

Pelas alianças construídas, Eduardo Campos foi o candidato com maior dificuldade de inserção no Sudeste. Além dos palanques divididos que Campos construiu em São Paulo e no Rio, em Minas Gerais, o pernambucano terá a candidatura socialista do ex-deputado federal e ex-prefeito de Juiz de Fora Tarcísio Delgado com poucas chances de vitória. Dilma terá em São Paulo, além do palanque petista liderado pelo ex-ministro da Saúde, Alexandre Padilha, o apoio do peemedebista Paulo Skaf.

Vantagem relativa

Enquanto petistas comemoram a quantidade de palanques fechados, os tucanos fazem questão de ressaltar que as candidaturas de oposição nos estados apresentam maior robustez. “Tem que avaliar direito porque o quantitativo não significa ser mais forte”, disse Antônio Imbassahy (BA), líder da bancada tucana na Câmara. “No contexto nacional temos palanques mais robustos, conseguimos as melhores alternativas. Como o próprio Aécio disse, fechamos o plano A em 90% dos estados”, disse o deputado.

“Conseguimos uma aliança ampla não só no Sudeste, mas em todas as regiões, com palanques fortes”, disse Alberto Cantalice, vice-presidente nacional do PT.

No Nordeste, região que era considerada como um grande obstáculo ao tucano, alianças fechadas com o DEM e com o PMDB permitiram que Aécio abocanhasse uma importante fatia dos palanques. No caso da Bahia, por exemplo, quarto colégio eleitoral brasileiro, com 7,1% dos eleitores do país, Aécio conseguiu fechar uma frente ampla, com apoio do prefeito de Salvador, Antônio Carlos Magalhães Neto, para a eleição do ex-governador Paulo Souto (DEM) ao governo do Estado.

Dilma ficará com o palanque liderado por Rui Costa (PT), costura feita pelo governador Jaques Wagner. Já o PSB lançará a candidatura da senadora Lídice da Mata (PSB) como palanque para Eduardo Campos. No Ceará, diante da opção de Dilma de, preferencialmente, caminhar com o grupo político liderado pelo governador Cid Gomes (PROS) e seu irmão Ciro, o peemedebista Eunício Oliveira abriu o palanque para Aécio Neves ao se coligar com o PSDB e dar a vaga para a disputa ao Senado para Tasso Jereissati. Os tucanos comemoraram muito não apenas o acordo com Eunício, mas falam com empolgação do acerto no Maranhão, Piauí e Rio Grande do Norte, estados em que o PSDB teve dificuldades em fechar suas alianças.


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