Em alta com o Planalto, PSD de Kassab oficializa hoje apoio a Paulo Skaf

Por iG São Paulo |

compartilhe

Tamanho do texto

Decisão aproxima ainda mais Kassab do PT e o afasta do tucanato, responsável por sua ascensão política ao lançá-lo vice-candidato a prefeito de Serra nas eleições de 2004

Nem PT nem PSDB. O PSD do ex-prefeito de São Paulo Gilberto Kassab vai apoiar o peemedebista Paulo Skaf na campanha para governador nas eleições deste ano em São Paulo. A oficialização se dará na sede do partido na capital, no centro da cidade, nesta segunda-feira (30).

Leia também: Kassab agrada Dilma e Serra e decide apoiar Skaf em São Paulo

Beto Nociti/Futura Press
Dilma recebeu o apoio do PSD de Kassab para sua reeleição este ano

Além de Kassab, Skaf promete aparecer na convenção do PSD para agradecer o apoio. Na ocasião, o peemedebista deve comentar o tamanho da participação dos novos aliados em seu governo em caso de vitória no dia 4 de outubro.

Kassab, que já disse não pretender se candidatar, colocou o nome do ex-presidente do Banco Central Henrique Meirelles à disposição de Skaf, que pode lhe oferecer o posto de vice ou uma vaga para disputar o Senado.

Lua de mel

A decisão de entregar seus 90 segundos do horário político a Skaf agradou em cheio o PT, que na semana passada recebeu o apoio do PSD à reeleição da presidente Dilma Rousseff. Distante do candidato petista no Estado - o ex-ministro da Saúde Alexandre Padilha -, Kassab quase entregou seu apoio a Geraldo Alckmin (PSDB), que tenta a reeleição.

Mais: Kassab ocupa espaço deixado por Quércia e é o cacique da vez em SP

Para aumentar seu tempo na TV, o tucano ofereceu ao antigo desafeto a vaga de vice em sua chapa. Diante da demora em receber a resposta de Kassab, Alckmin concedeu o posto ao PSB e ofereceu ao ex-prefeito a opção de se candidatar ao Senado, proposta recusada já na sexta-feira (27), quando o nome de Skaf foi referendado.

Mesmo sem a adesão de Kassab a Padilha, o PT sai feliz dessa disputa, já que seu principal objetivo em 2014 – depois de reeleger Dilma – é derrotar o PSDB em São Paulo, há 20 anos no Palácio dos Bandeirantes.

Futuro: Agora aliado a Skaf, Kassab decide não disputar a eleição deste ano

Para a cúpula petista, as candidaturas de Skaf e de Padilha têm potencial de tirar votos de Alckmin, forçando o segundo turno. Com a decisão, Kassab se aproxima mais do PT e se afasta do tucanato, responsável por sua ascensão política ao lançá-lo candidato a vice-prefeito de José Serra (PSDB) no pleito de 2004.

Pesquisa Datafolha do dia 7 de junho coloca Alckmin em primeiro lugar nas intenções de voto, com 44%, seguido por Skaf (21%) e Padilha (3%). Com a adesão do PSD, o peemedebista terá 5 minutos e 46 segundos na propaganda eleitoral.

compartilhe

Tamanho do texto

notícias relacionadas