Alckmin terá palanque com 15 partidos em São Paulo

Por Vasconcelo Quadros |

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Com PSB, coligação tucana é a maior do País e supera o arco partidário em torno da candidatura da presidente Dilma

O PSDB de São Paulo realizará neste domingo (29) a convenção que homologará a recandidatura do governador Geraldo Alckmin e a ampla aliança que se formará em torno dele. O tucano conta com 15 partidos - entre eles o PSB, que indicará o vice cujo candidato deverá ser o deputado federal Márcio França.

A coligação tucana paulista é a mais ampla do país, superando inclusive o arco partidário formado em torno da candidatura da presidente Dilma Rousseff, que reúne oito partidos em torno do PT. O governador paulista é o político mais bem sucedido do país do período da pré-campanha.

“Pouca gente percebeu que o Alckmin aglutinou em São Paulo as oposições contra o governo federal”, observa o deputado Roberto Freire (PPS-SP), aliado do ex-governador de Pernambuco, Eduardo Campos, do PSB, na eleição presidencial, e do governador paulista em São Paulo.

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Segundo ele, a operação que colocará o candidato do PSDB, Aécio Neves, e Eduardo Campos num mesmo palanque em São Paulo foi articulada pessoalmente por Alckmin, que cedeu a vaga de vice ao PSB. A jogada afastou da aliança o PSD do ex-prefeito Gilberto Kassab, que na sexta-feira anunciou apoio ao candidato do PMDB, Paulo Skaf. Alckmin havia se empenhado pessoalmente em atrair Kassab, que vai apoiar Dilma.

Médico de formação e um eficaz operador nos bastidores, o cacife conquistado pelo governador como articulador contraria a imagem que dele se fez na política onde, pelo estilo simples - sem frases de efeito ou lances espetaculares -, chegou a ser apelidado de “picolé de chuchu” na campanha presidencial de 2006.

“O governo Alckmin é muito bem avaliado. Ele transmite confiança, fala a verdade e é objetivo. Não se utiliza de imagens falsas para aparentar popularidade”, afirma o deputado Duarte Nogueira, presidente do PSDB paulista.

Nogueira diz que o PT não conseguirá colar em Alckmin o selo da “fadiga” por causa das duas décadas de predomínio tucano em São Paulo e nem o desgaste pela falta d’água. “Fadiga só existe quando há retrocesso na administração. Alckmin faz um governo de permanente renovação”, afirma o presidente do PSDB.

Alckmin entrou para a política pelas mãos do ex-governador Mário Covas, de quem ele foi secretário e vice-governador. Sempre que se deparava com um problema que poderia gerar crise no governo, Covas recorria ao conciliador Alckmin. “Quando a demanda é séria, chamo o Geraldinho”, disse Covas numa entrevista, usando o apelido carinhoso com que tratava seu vice-governador.

Aos 62 anos, o governador paulista foi vereador e prefeito em Pindamonhangaba (sua terra natal), deputado estadual, deputado federal, vice-governador e governador por três vezes. Sua chegada ao Palácio dos Bandeirantes se deu com a morte de Covas, em março de 2001. No ano seguinte, ele conquistou o primeiro mandato integral, do qual se desincompatibilizou em 2006 para disputar a presidência da República na eleição em que foi vencido por Lula. Voltou ao governo em 2010.

A última pesquisa sobre as intenções de voto para governador em São Paulo apontam Geraldo Alckmin como favorito. Divulgada no último dia 7, a pesquisa do Datafolha deu a Alckmin 44% das intenções, contra os 29 dos principais adversários somados _ Paulo Skaf (PMDB), 21%; Gilberto Kassab (PSD), 5%; e, Alexandre Padilha (PT), 3%.

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