Aécio elogia coligação de 15 partidos formada por Alckmin

Por Vasconcelo Quadros |

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Entre eles está o PSB de Eduardo Campos, que indicará o deputado federal Márcio França, ex-prefeito de São Vicente, como vice

Futura Press
Geraldo Alckmin durante convenção que o oficializou candidato ao governo do Estado de SP neste domingo (29)

O candidato do PSDB à presidência, senador Aécio Neves disse que a oficialização da chapa do governador Geraldo Alckmin, ocorrida em convenção realizada neste domingo (30), une o partido.

“Agora somos um só corpo e uma só voz”, disse o presidenciável, alertando que a disputa nacional será difícil. “Não teremos facilidade nessa caminhada”, disse Aécio. Segundo ele a costura política realizada pelos tucanos tornou São Paulo o reduto em que se decidirá a eleição presidencial.

Alckmin nega crise do tucanato paulista em convenção que o oficializou candidato

“Aqui se decide hoje o futuro do Brasil”, afirmou o tucano, elogiando as decisões do governador, que montou uma coligação de 15 partidos, entre eles o PSB de Eduardo Campos, que indicará o deputado federal Márcio França, ex-prefeito de São Vicente, como vice. Aécio deverá anunciar nesta segunda-feira seu candidato a vice, que deverá se um paulista. O nome mais cotado na bolsa de apostas tucana neste domingo era o do senador Aloysio Nunes Ferreira, mas a ex-ministra do Supremo Tribunal Federal (STF), Ellen Gracie também está no páreo.

Entenda: Alckmin terá palanque com 15 partidos em SP

Derrotado nas duas últimas eleições - a presidencial de 2010, e pela prefeitura paulistana em 2012 -, o ex-governador José Serra decidiu disputar uma vaga de deputado federal, abrindo mão do Senado. A candidatura ao Senado, que terá apoio dos demais partidos da coligação, está entre o secretário de Energia do governo estadual, José Anibal e o deputado federal Mendes Thame e será decidida pelo voto de 22 integrantes do diretório. A coligação de Alckmin aglutina as oposições em São Paulo e dará palanque a Aécio e Eduardo Campos.

A convenção

Aclamado por cerca de mil convencionais neste domingo, Alckmin fez um discurso pregando união, reforçou a característica de São Paulo como locomotiva econômica - “um PIB de 800 bilhões de dólares, equivalente a duas Argentinas” - e pregou a descentralização do poder.

Disse que para um país de dimensões continentais é contraditório centralizar as decisões em Brasília. “Precisamos de uma República na prática”, afirmou.

Sem citar o PT, que vai investir numa campanha pregando o esgotamento da gestão tucana - há duas décadas no comando do Estado -, disse que fará um governo de inovação permanente.

“Vamos falar a verdade, realizar em vez de discursar, fazer em vez de falar”. O governador disse não permitirá a vitória dos adversários. “Eles não vão semear a discórdia e o caos em São Paulo”, disse. Alckmin não citou nomes, mas partiu para o ataque, classificando seu governo como experiente e honesto e tratando os adversários como espertos arrogantes e demagogos.

“São Paulo vive uma constante jornada. Aqui não tem atalho e nem a esperteza. A esperteza corrói a confiança”, cutucou.

Alckmin gastou a maior parte do tempo do discurso falando da história de São Paulo e das realizações do governo. Reforçou a plataforma de segurança afirmando que o governo tucano conseguiu reduzir os índices de homicídio, baixando de 35 para 10,4 a taxa de mortes por 100 mil habitantes. Segurança, crise prisional e a crise no abastecimento d’água deverão ser os temas mais explorados pela oposição.

Segurança

Numa alusão a corrupção, Aécio disse que os petistas viram na chegada ao poder uma oportunidade de ascensão econômica e social dos integrantes do partido. O presidenciável afirmou que um eventual governo tucano fará o resgate da saúde, educação e da segurança pública, sobre a qual pretende apresentar um plano nacional para corrigir a “omissão criminosa” do governo federal diante da violência nos estados.

O ex-governador José Serra foi mais incisivo nos ataques ao PT. Disse que os petistas são oportunistas, fazem terrorismo eleitoral e satanizaram jornalistas que criticam o governo. “Há uma lista negra de jornalistas”, disse Serra. Segundo ele, o PT nunca foi socialista. “O PT é autoritário”, afirmou.

A única referência a decisão do ex-prefeito Gilberto Kassab, que abandonou o PSDB para se aliar ao candidato do PMDB, Paulo Skaf, foi feito pelo candidato a vice de Alckmin, Márcio França.

“Que bom que escolheram outros caminhos!”, ironizou França.

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