Na convenção que oficializou sua candidatura, Campos baseou seu discurso em ataques à polarização entre tucanos e petistas

O PSB confirmou oficialmente a candidatura à presidência da república de Eduardo Campos de sua vice Marina Silva na convenção nacional do partido realizada na manhã deste sábado (28) em Brasília.

Eduardo Campos baseou seu discurso em ataques à polarização entre tucanos e petistas nas eleições. Campos procurou se apresentar como a terceira via e disse que as eleições deste ano não podem significar uma disputa “entre o passado e o passado”.

“Os que governaram este País nos últimos 20 anos querem nos convencer de que usando os mesmos métodos vão chegar a resultados importantes. Isso não acontecerá. Os mesmos caminhos levam sempre aos mesmos lugares”, disse Campos. O candidato também tentou passar uma imagem de unidade entre ele e Marina Silva depois dos embates nos estados para definição de alianças.

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Toda convenção foi marcada por certa pressa tanto dos políticos como dos militantes: ninguém queria perder o jogo do Brasil contra o Chile pelas oitavas de final da Copa do Mundo. Em certo momento, enquanto Marina terminava seu discurso, Eduardo Campos pediu a ela que resumisse o currículo dele para apressar o fim da convenção. Ela riu e continuou.

Marina também se esforçou para desfazer a imagem de divergências entre eles e definiu as notícias divulgadas sobre os impasses nos Estados como “servidas em uma bandeja de discórdia”.

“A crise que se achava que existia, nunca houve”, disse ela, que fez questão de lembrar sua trajetória política dela com Chico Mendes na defesa dos seringueiros da Amazônia e da história de Eduardo Campos ao lado do avô Miguel Arraes (morto em 2005), para garantir água no sertão do Nordeste.

Marina também fez referência ao governo petista e tucano. Em relação a Fernando Henrique Cardoso, disse que ele teve compromisso com a estabilização da moeda e que depois Lula foi eleito com a promessa de distribuir renda. Segundo a ex-senadora, as bases da política de Lula estavam na “Carta aos Brasileiros” e que, no caso da candidatura socialista, eles pretendem reeditar a ideia com o título “Carta dos Brasileiros” que contemplará iniciativas populares que já estão em curso sobre a reforma política.

Na convenção, com o intuito de passar a ideia de modernidade, a campanha apresentou um jingle em ritmo de rap, com o seguinte refrão: “Coragem para mudar o Brasil, eu vou com Eduardo e Marina.”

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