Kassab agrada Dilma e Serra e decide apoiar Skaf em São Paulo

Por Wanderley Preite Sobrinho - iG São Paulo | - Atualizada às

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Presidente do PSD desiste de candidatura própria e se alia ao PMDB, abrindo caminho para que Serra se candidate ao Senado

O presidente nacional do PSD e ex-prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, decidiu nesta sexta-feira (27) apoiar a candidatura do peemedebista Paulo Skaf para o governo de São Paulo, depois de meses em dúvida sobre a quem entregar os 90 segundos de seu programa eleitoral gratuito. A decisão é um balde de água fria no governador Geraldo Alckmin (PSDB), que na quarta-feira (25) chegou a oferecer a Kassab a vaga ao Senado em sua chapa de reeleição.

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Pesquisa Datafolha de dia 7 de junho coloca Alckmin em primeiro lugar nas intenções de voto com 44%, seguido por Skaf (21%) e Padilha (3%). Com a adesão de Kassab, o peemedebista terá 5 minutos e 46 segundos na propaganda eleitoral.

Se por um lado a decisão frustra o governador, ela agrada dois de seus principais aliados. De um lado, a presidente Dilma Rousseff, com quem Kassab fechou aliança também na quarta-feira durante a convenção nacional de seu partido. Na avaliação de petistas, as candidaturas de Skaf e de Alexandre Padilha (PT) em São Paulo têm potencial de tirar votos de Alckmin, forçando o segundo turno.

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A decisão também coloca fim à tensão entre Kassab e o ex-governador José Serra (PSDB). É que, diante do convite de Alckmin, Kassab tiraria do padrinho político a chance de disputar o Senado, desejo pessoal de Aécio Neves, candidato tucano à Presidência e que precisa de um puxador de votos em São Paulo.

A escolha por Skaf também sepulta a ideia de o PSD lançar candidato próprio - o ex-presidente do Banco Central Henrique Meirelles, que chegou a colocar seu nome para avaliação do partido.

Em coletiva de imprensa, Kassab não revelou os termos da adesão, só adiantou que não irá disputar as eleições este ano. "A decisão dos nomes que vão compor a chapa será do Skaf."

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