Com apoio tímido de Skaf, Dilma precisa de crescimento de Padilha em SP

Por Brasil Econômico - Gilberto Nascimento |

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Bom resultado em território paulista é tido como fundamental para reeleger presidente nas eleições que ocorrem em outubro

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Dentro do comando do PT já existe uma preocupação com as dificuldades da campanha do ex-ministro Alexandre Padilha ao Palácio dos Bandeirantes. Um bom resultado em São Paulo é tido como fundamental para ajudar a reeleição da presidente Dilma Rousseff, além da própria importância da disputa no maior colégio eleitoral do País, dominado pelos tucanos há pelo menos 20 anos.

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No discurso, Padilha tem falado em formar “a aliança mais ampla da história do PT paulista”, mas, na verdade, conseguiu até agora atrair apenas o PP, PR e PCdoB. Além disso, convive com o bom desempenho do empresário Paulo Skaf (PMDB) nas pesquisas de intenção de voto, que alimenta boatos de que a presidente poderia dar as costas ao petista e investir no aliado do vice-presidente Michel Temer.

Arlindo Chinaglia (PT-SP), líder do Governo na Câmara dos Deputados até o mês passado, é um dos mais contundentes em negar essa possibilidade. “É uma hipótese que não faz sentido. É preciso cuidado para não especular demais e pensar de menos”, diz. Chinaglia lembra que os dois candidatos só foram escolhidos pelo PT por contarem com o aval do ex-presidente Lula e ambos precisarão de Lula como cabo eleitoral.Por isso, na avaliação dele, não existe qualquer possibilidade de Dilma abandonar Padilha.

Skaf, por outro lado, já demonstrou que seu apoio à Dilma será tímido. O presidente licenciado da Fiesp tem procurado se apresentar como uma terceira via entre o PT e o PSDB, do governador Geraldo Alckmin, candidato à reeleição. E, nessa estratégia, deixa claro que o seu palanque é do vice Michel Temer, mas o de Dilma é o de Padilha.

Missão quase impossível
Apesar de a missão ter sido considerada praticamente impossível, o presidente do Senado, Renan Calheiros, assumiu o desafio de tentar fazer o PTB recuar no apoio a Aécio Neves. Renan foi conversar, sem sucesso, com o presidente nacional do partido, Benito Gama, e o senador Gim Argelo (DF).

Jogos no Itaquerão à noite complicarão o Metrô
Moradores da zona leste de São Paulo se mostram preocupados com o funcionamento do Metrô na região durante jogos do Corinthians no Itaquerão à noite, no meio da semana. Nos dias úteis, entre 17h e 21h30, os trens do metrô e também da CPTM já partem superlotados do centro de São Paulo em direção à área. A avaliação é de que torcedores do Corinthians vindos de outras regiões com destino à arena não conseguirão entrar nos trens nesse horário. O trânsito nas duas vias que dão acesso ao estádio - a Marginal Tietê e a Radial Leste - também é intenso no horário e a viagem de carro ou ônibus pode levar mais de duas horas.

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Campos e Lindbergh tinham um pré-acordo
O acordo entre o PT e o PSB no Rio surpreendeu muita gente. Mas poucos sabiam que já havia uma conversa, iniciada meses atrás, entre o candidato do PSB à Presidência, Eduardo Campos, e o senador Lindbergh Farias, candidato a governador no Rio pelo PT. Os dois sempre mantiveram boas relações. Lindbergh buscou inicialmente o apoio do PSB. Não havia conseguido, mas as portas não se fecharam.

Campanha de Lindbergh se dividiu sobre possível apoio de Crivella
A campanha de Lindbergh Farias ao governo do Rio estava dividida sobre a conveniência de o adversário Marcelo Crivella (PRB) desistir da disputa, conforme sugestão apresentada pelo ex-presidente Lula. Uma parte achava interessante buscar o apoio de Crivella. Outra, considerava positivo o fato de o candidato do PRB dividir os votos evangélicos de Anthony Garotinho (PR). Esse grupo também avaliava que, sem o conservador Crivella, seria mais fácil Lindbergh conquistar votos de setores mais à esquerda, como artistas e intelectuais.

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Carlos Lupi, presidente nacional do PDT, ao lançar sua candidatura avulsa ao Senado pelo Rio de Janeiro

*Com Leonardo Fuhrmann

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