Petistas cobram informações sobre corrupção nas obras da Copa

Por Brasil Econômico - Gilberto Nascimento |

compartilhe

Tamanho do texto

Líder do partido quer saber quais são as denúncias existentes e os servidores públicos supostamente envolvidos em cada uma

Brasil Econômico

O líder do PT na Câmara dos Deputados, Vicentinho (SP), deve enviar um requerimento de informações ao TCU (Tribunal de Contas da União) e à CGU (Controladoria Geral da União) sobre investigações de corrupção envolvendo as obras da Copa do Mundo. Ele quer saber quais são as denúncias existentes e os servidores públicos supostamente envolvidos em cada uma delas. O pedido é uma sugestão do ex-presidente Lula. Os petistas pretendem mostrar que, apesar do sobrepreço em algumas das construções, não há suspeitas mais concretas de corrupção, principalmente envolvendo recursos públicos federais. O objetivo é usar as informações para rebater as acusações da oposição sobre casos de mau uso do dinheiro gasto para a realização do evento.

Mais: Dilma terá de conviver com o“Volta Lula”, avalia petista

A avaliação é que, com a Copa em andamento, o caos anunciado por setores da oposição não ocorreu, ao menos até agora, apesar do atraso em diversas obras. Mas, para garantir um saldo positivo para o governo, será preciso combater também a sensação transmitida a uma parcela da população de que a corrupção e o desperdício de dinheiro dominaram o gasto público. Para Lula, o PT precisa estar preparado para este debate antes da campanha eleitoral. No Senado, o autor do requerimento será Eduardo Suplicy (PT-SP). Ele deve conversar ainda com o líder do partido na Casa, Humberto Costa (PE), antes de apresentar um convite aos ministros Jorge Hage, da CGU, José Eduardo Cardozo, da Justiça, e o diretor da Polícia Federal, Leandro Daiello. Eles devem explicar aos senadores as iniciativas para combater a corrupção e dar transparência ao gasto público para a organização da competição.

Leia também:
Equipe de Eduardo Suplicy já se prepara para enfrentar José Serra
Alianças regionais do PSB desanimam militantes da Rede

Aposta em final contra seleção europeia

Em um encontro com empresários em São Paulo, o ex-presidente Lula se mostrou animado ao falar sobre a Copa. "Já é um sucesso de público, renda e gols. Somente na Arena Fonte Nova (BA) foram marcados 17 gols em apenas três partidas - acho que foi mais do que o registrado em toda Copa dos Estados Unidos (1994)", comentou. O presidente da Coteminas, Josué Gomes, filho de José de Alencar, lhe perguntou se preferia que o Brasil enfrentasse a Argentina ou Holanda na final do torneio. O petista disse que a seleção da Argentina vem surpreendendo negativamente, mostrando-se muito dependente do desempenho de Messi. Para Lula, as seleções que têm mais chances de chegar à final contra o Brasil são a Alemanha e a França.

Coordenador aecista nega ser tucano

Temendo prejuízos políticos para a ONG Afroreggae, da qual é dirigente, o ativista social José Junior, indicado para a coordenação de campanha do presidenciável tucano Aécio Neves, afirmou, em texto enviado a amigos, que não é “de nenhum partido político” e disse respeitar a presidente Dilma e o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo “que durante um dos momentos mais difíceis esteve do meu lado” (quando foi ameaçado de morte por traficantes, no ano passado).

O empenho multipartidário de José Júnior

José Júnior afirmou ainda admirar Eduardo Campos e Marina Silva e prometeu “fazer de tudo para ajudar” políticos de outros partidos, como o senador Eduardo Suplicy (PT-SP) e os deputados Jean Wyllys e Marcelo Freixo (ambos do Psol, do Rio), Manuela DÁvila (PCdoB-RS) e Pedro Paulo Teixeira (PMDB-RJ).

Lupi sincero

Apoiador da candidatura do empresário Paulo Skaf (PMDB) ao Palácio dos Bandeirantes, o ex-ministro Carlos Lupi (PDT) reprovou o jingle do candidato. Sentiu falta de menções ao número do candidato, fundamental para a votação na urna eletrônica.

“O Brasil não oferece mais confiança aos agentes econômicos de que os investimentos serão remunerados. Estão erradas as políticas econômica, monetária e fiscal” – Ciro Gomes, ex-ministro (Pros), em críticas ao ministro da Fazenda, Guido Mantega, antes de anunciar seu apoio à reeleição de Dilma Rousseff

*Com Leonardo Fuhrmann e Patrycia Monteiro Rizzotto

Leia tudo sobre: mosaico político

compartilhe

Tamanho do texto

notícias relacionadas