Com barracas, MTST promete acampar na Câmara de SP até votação do Plano Diretor

Por Ana Flávia Oliveira - iG São Paulo | - Atualizada às

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Integrantes do movimento aumentam pressão sobre legisladores da capital; vereadores dizem estar sitiados na Casa

Com o objetivo de pressionar os vereadores a aprovarem de imediato o Plano Diretor de São Paulo, integrantes do Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST) voltaram a protestar na capital paulista, desta vez na Câmara Municipal da cidade, na região central, nesta terça-feira (24). Enquanto uma comissão acompanhava exaltada a sessão dentro da Casa, do lado de fora ao menos sete barracas foram erguidas pelos cerca de mil sem-teto presentes (segundo balanço da PM), que prometem acampar por ali até a aprovação do plano que estabelece as diretrizes para o planejamento da cidade nos próximos anos. Vereadores criticaram a atitude e afirmaram estar sitiados, sem poder deixar o edifício.

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Barracas de lona que caracterizam ocupações são erguidas em frente à Câmara Municipal de SP

Apesar da pressão, o vereador Andrea Matarazzo (PSDB), presidente da Comissão de Política Urbana para a cidade, afirmou pouco antes do protesto, em sessão ordinária, que acha difícil a votação do plano ainda nesta terça. Ele criticou o movimento: "Este tipo de pressão é contraproducente."

Organizada, uma comissão do MTST acompanha a sessão da Câmara desde o início da tarde, enquanto o grosso do movimento bloqueia totalmente as pistas do Viaduto Jacareí, onde a Câmara está localizada.

Exaltados no plenário, os membros dos Sem-Teto fizeram barulho e pediram aos gritos por agilidade na votação. A atitude os levou a serem repreendidos pelo presidente da Câmara, José Américo (PT), que chegou a ameaçá-los de expulsão caso não respeitassem a sessão.

Em outro momento de exaltação, desta vez positiva, os integrantes da comissão aplaudiram com força o discurso do também petista Arselino Tatto, que pediu para serem abertas discussões a respeito do Plano Diretor. 

Integrantes do MTST se reúnem para protesto em frente à Câmara Municipal de São Paulo, nesta terça-feira (24). Foto: Ana Flávia Oliveira/ iG São PauloIntegrantes do MTST no segundo ato para pressionar pela aprovação do Plano Diretor em menos de uma semana. Foto: Facebook/ReproduçãoIntegrantes do MTST erguem barracas na frente da Câmara Municipal de São Paulo, nesta terça-feira (24). Foto: Facebook/ReproduçãoGrupo ameaça ficar acampado no local até que o Plano Diretor seja aprovado. Foto: Facebook/ReproduçãoIntenção do protesto é pressionar vereadores a votar o Plano Diretor da cidade. Foto: Ana Flávia Oliveira/iG São PauloManifestantes montaram barracas de lona em frente à Casa. Foto: Ana Flávia Oliveira/iG São PauloNúmero de manifestantes foi crescendo ao longo da tarde. Foto: Ana Flávia Oliveira/iG São PauloMovimento quer que área da ocupação Copa do Povo, na zona leste, seja incluída como terreno para construção de moradias populares. Foto: Ana Flávia Oliveira/iG São PauloProtesto tenta acelerar votação do Plano Diretor, que estabelece diretrizes para planejamento da cidade. Foto: Facebook/ReproduçãoSem-teto chegam ao Viaduto Jacareí, onde fica a Câmara Municipal de São Paulo, nesta terça-feira (24). Foto: Facebook/ReproduçãoBarracas de lona que caracterizam ocupações do MTST são erguidas em frente à Câmara Municipal de SP, nesta terça (24). Foto: Facebook/ReproduçãoÉ o segundo protesto do movimento na cidade em apenas uma semana. Foto: Facebook/ReproduçãoManifestantes do MTST se reúnem antes do ato na Praça da República, próxima à Câmara. Foto: Ana Flávia Oliveira/iG São Paulo

Além da votação imediata do texto, com todas as emendas propostas pelo movimento em favor da moradia popular, o MTST reivindica garantias para transformar os terrenos das ocupações Nova Palestina, Faixa de Gaza, Dona Deda e Capadócia, todas na zona sul de São Paulo, e da Copa do Povo, no extremo leste da cidade, em Zonas Especiais de Interesse Social (Zeis).

Mais: MTST volta a protestar contra Plano Diretor de SP

Além das movimentações nas ruas, o MTST já prometeu realizar uma ocupação em terrenos por semana até que o plano seja votado. A última ação do tipo promovida pelo movimento ocorreu na última sexta-feira (20), em uma área de cerca de 200 mil metros quadrados próxima ao Portal do Morumbi, bairro nobre da zona oeste de São Paulo.

Em abril deste ano, militantes do grupo entraram em confronto com a Polícia Militar e a Guarda Civil Metropolitana (GCM) após vereadores suspenderem a votação do plano. Na ocasião, manifestantes chegaram a atear fogo em pneus e lixeiras e a atirar objetos contra janelas da Câmara.

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