Dilma terá de conviver com o“Volta Lula”, avalia petista

Por Brasil Econômico - Gilberto Nascimento |

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Para deputado Arlindo Chinaglia, movimento independe de articulações de parlamentares da base aliada, pois tem um apelo popular grande

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Além dos adversários e das críticas a seu governo, a presidente Dilma Rousseff ainda deve enfrentar seguidas vezes a sombra de seu antecessor, o ex-presidente Lula. A avaliação é do deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP), líder do Governo na Câmara dos Deputados até o mês passado, quando deixou o posto por ter sido eleito vice-presidente da Casa. Para ele, o “volta Lula” é um movimento que independe de articulações de parlamentares da base aliada, pois tem um apelo popular grande.

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“É difícil comparar a liderança da presidente Dilma com a de Lula, ele é um dos principais líderes políticos do País nas últimas décadas”, afirma. Para Chinaglia, o único remédio eficiente contra esse movimento é a decisão de Lula de não ser candidato e suas manifestações em favor da reeleição da presidente.

Chinaglia lembra que o ex-presidente exerce um papel fundamental dentro do PT desde os anos 1980, quando o partido foi fundado. “A esquerda não só brasileira, mas do mundo todo, tinha certeza que o PT não sobreviveria, pois o partido reunia stalinistas, trotskistas, sindicalistas e os movimentos progressistas da Igreja Católica. Só chegamos onde estamos hoje por conta do poder de mediação do Lula”, analisa.

Na opinião do parlamentar, o ex-presidente será decisivo mais uma vez nas eleições deste ano. “Não dá para dizer que ele será um 12º jogador - como se fala de uma torcida forte, que incentiva o tempo inteiro - porque o Lula vai estar dentro de campo”, acredita. “Vai ser difícil alguém repetir a trajetória dele. Há críticas ao PT, ao governo da Dilma e ao tamanho do ministério. Mas o Lula é o grande avalista da reeleição dela”, completa.

PT solidário a Kassab

Líderes do PT consideraram um desrespeito a vaia de militantes, na convenção do partido no sábado, ao ex-prefeito paulistano Gilberto Kassab (PSD). Kassab saiu antes. Dilma tentou chamá-lo de volta, mas não deu tempo. “Não se trata um aliado assim”, disse um petista.

Livro sobre PSDB será lançado em agosto

O Instituto Teotônio Vilela lançará em agosto uma edição revisada e ampliada do livro “De volta ao começo – Raízes de um PSDB militante que nasceu na oposição”, escrito pelo jornalista Raul Christiano, secretário de Cultura de Santos. A primeira edição, com cerca de sete mil exemplares, é de 2003, lançada – quem diria – pela Geração Editorial, de Luiz Fernando Emediato, a mesma editora que lançou “A Privataria Tucana”, de Amaury Ribeiro Júnior, em 2012. Na visão de tucanos, a história do PSDB teria sido contada a partir de uma visão paulista. Por isso, o Instituto Teotônio Vilela colheu agora relatos de militantes de outros Estados para ampliar o trabalho.

Movimentos sociais apoiam Paulinho

Apesar de vive má fase, o jogador Paulinho, da Seleção Brasileira, contou com a torcida de um grupo especial na zona leste de São Paulo: o técnico Jadiel Antonio Miguel, o Ninho, que o revelou, e os jogadores e torcedores do “Relâmpago”, time amador pelo qual jogou no Jardim Helena, bairro de São Miguel Paulista. O “Relâmpago” era apoiado por líderes de movimentos sociais da região, que ajudaram a conseguir patrocínio e recursos para o time participar de um torneio internacional no Chile.

Filho de deputado também jogou no mesmo time

O time do “Relâmpago” revelou ainda Maikon Leite, ex-Santos e Palmeiras, hoje no Atlas, do México. Também jogou lá Pedro Yamaguchi Ferreira, filho do deputado Paulo Teixeira (PT-SP). Ele deixou o futebol, formou-se em Direito, atuou na Pastoral Carcerária e na Pastoral Indigenista, no Amazonas. Pedro morreu em 2010.

“A Aliança do Pacífico não é contra ninguém. Na medida em que podemos encontrar sinergias com o Mercosul e com o Brasil, isso será bem-vindo”

Juan Manuel Santos, presidente reeleito da Colômbia, em visita ao Brasil, sobre a integração da América Latina

*Com Leonardo Fuhrmann

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