PT aposta em comparação de gestões para estancar queda na popularidade de Dilma

Por Wilson Lima e Priscilla Borges - iG Brasília |

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Governo acredita que basta 'apenas mostrar trabalho' para que índices de aprovação da presidente aumentem nos próximos meses. Ministros negam desgaste da imagem de Dilma

Integrantes do PT e do governo apostam que, a partir de agora, a presidente Dilma Rousseff (PT) deve intensificar as comparações com as gestões do PSDB para reduzir os efeitos da queda de popularidade da petista. Apesar da queda de cinco pontos percentuais na avaliação positiva da gestão Dilma apontada pela pesquisa CNI/Ibope, divulgada esta semana, ministros negam que exista algum desgaste que precise ser gerenciado pela campanha.

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Para eles, quando as propagandas eleitorais na TV começarem, os resultados do governo dela serão expostos e o quadro, revertido. Os dados da pesquisa da CNI mostraram que o percentual da população que considera o governo ótimo ou bom foi de 31% em junho. Em março, o índice de aprovação era de 36%. Além disso, a pequisa mostrou que a presidente tem 39% das intenções de votos, contra 21% do senador Aécio Neves (PSDB) e 10% do ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos.

Para o ministro da Casa Civil, Aloizio Mercadante, não existe crise ou desgaste da imagem da presidente Dilma. “Que desgaste? Ela subiu nas pesquisas, houve pequenas variações. O jogo ainda vai começar, por enquanto, ainda é treino. Quando começar o horário de TV é que vamos mostrar o que estamos fazendo e nos superar”, afirmou.

Com Lula, PT realiza convenção que homologou a candidatura de Dilma. Foto: Ricardo Stuckert/Instituto LulaCom Lula, PT realiza convenção que homologou a candidatura de Dilma. Foto: Ricardo Stuckert/Instituto LulaCom Lula, PT realiza convenção que homologou a candidatura de Dilma. Foto: Ricardo Stuckert/Instituto LulaCom Lula, PT realiza convenção que homologou a candidatura de Dilma. Foto: Ricardo Stuckert/Instituto LulaLula e Dilma em convenção do PT que homologou a candidatura da presidente à reeleição. Foto: Ricardo Stuckert/Instituto LulaDurante a convenção, Lula afirmou que a militância tem de saber “de cor e salteado” tudo o que foi feito nos últimos 12 anos . Foto: Ricardo Stuckert/Instituto LulaConvenção nacional do PT homologa candidatura de Dilma à reeleição. Foto: Wilson Lima/iG BrasíliaConvenção nacional do PT homologa candidatura de Dilma à reeleição. Foto: Wilson Lima/iG BrasíliaConvenção nacional do PT homologa a candidatura de Dilma à reeleição. Foto: Wilson Lima/iG BrasíliaConvenção nacional do PT homologa a candidatura de Dilma à reeleição. Foto: Wilson Lima/iG BrasíliaConvenção nacional do PT homologa a candidatura de Dilma à reeleição. Foto: Wilson Lima/iG Brasília


Petistas ouvidos pelo iG, durante a convenção do PT realizada em Brasília neste sábado para homologar a candidatura de Dilma à reeleição, acreditam que, a partir de agora, a presidente terá de apresentar dados. A estratégia deve ser comparar resultados positivos dos últimos quatro anos de governo aos do governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Durante convenção, o partido ratificou a estratégia exibindo dados e comparações nas áreas de política econômica, social, infra-estrutura, entre outras.

Manoel Dias, ministro do Trabalho, também evitou falar em problemas na campanha presidencial e disse que ela nunca esteve “tão animada”. “Os ânimos nunca estiveram tão bem, temos muitos resultados a apresentar. Esse é um governo comprometido com os trabalhadores e eles sabem disso”, afirmou.

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O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, afirmou que o Brasil deve “olhar para o futuro, lembrando das transformações dos últimos anos”. Já a ministra da Secretaria de Políticas para as Mulheres, Eleonora Menicucci de Oliveira, classificou como “fácil” a missão da presidenta para evitar novas quedas nos índices de popularidade. “Basta ela mostrar o que já está sendo feito pelo Brasil. Ela não precisa de absolutamente mais nada”, disse.

Difamação X verdade

As falas dos petistas, a exemplo dos discursos de seus líderes, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a própria Dilma, revelam uma tendência a tratar os argumentos da oposição como um duelo entre mentiras e verdades. O líder do governo na Câmara, Henrique Fontana (PT-RS), disse que a presidenta tem sido alvo de uma “campanha difamatória” e que, a partir de agora, “a verdade virá a tona”.

“Na Copa do Mundo foi a mesma coisa. Antes da Copa, de 200 matérias, 190 eram negativas. Agora, com a Copa em plena realização, de cada 200 matérias, 100 são positivas. Na hora do debate, a verdade vai aparecer”, analisou Fontana.

O vice-presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), faz leitura semelhante e afirma que, além das comparações de políticas públicas entre tucanos e petistas que devem tomar conta do debate, o PT ainda pode relembrar o período de privatizações da era FHC. O líder do PT na Câmara, deputado Vicentinho (PT-SP), segue a mesma linha. “Temos que mostrar as diferenças e, a partir de agora, temos que convocar a militância ao enfrentamento, para que ela faça esse diálogo”, analisou Vicentinho.

Já o governador da Bahia, Jaques Wagner, acredita que o PT não deveria utilizar o disse ser uma estratégia adotada pelo PSDB: "uma campanha incentivada pelo ódio”. “Vamos ganhar a eleição superando o adversário no campo das ideias, não destruindo o adversário”, analisou o governador.

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