'Vencemos o medo com a esperança. Agora, vamos renovar as esperanças do povo para vencer o ódio', diz o presidente do PT

O presidente nacional do PT, Rui Falcão, em convenção neste sábado (21) para homologar a candidatura de Dilma Rousseff à reeleição, fez um discurso de ataque ao adversário tucano Aécio Neve, de ameaça pelo risco de volta ao passado e de defesa das conquistas dos 12 anos de governo petista. E usou o bordão de que “a esperança vencerá o ódio”. “Já vencemos o medo com a esperança. Agora, vamos renovar as esperanças do povo para vencer o ódio, o rancor, o preconceito, o racismo, a violência, o machismo, a homofobia, o fundamentalismo. Vamos derrotar novamente os que se escudam nestas posturas discriminatórias por não se conformarem com a perda de privilégios acumulados e com a participação da cidadania nas decisões do País”, disse Falcão.

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O presidente do partido citou o discurso de Aécio na convenção do PSDB, quando invocou um tsunami para varrer o PT do mapa em convenção tucana: “O cotejo de projetos é tão desvantajoso que um dos nossos adversários invocou um tsunami para nos varrer do mapa, como se no roldão levasse junto o legado dos governos petistas. Antes dele, outros também prometeram acabar com a nossa raça. Acabaram antes: direitistas convictos, subitamente travestiram-se em socialistas de ocasião, ornamentando novos palanques com sua ideologia de museu.”

Falcão afirmou que o PT não permitirá retrocessos e contrapõe o projeto do partido ao dos adversários usando o medo de volta ao passado: “É preciso evitar que nossos adversários escondam tudo o que fizeram, deixaram de fazer e, principalmente, levá-los a revelar quais são, afinal, as medidas ‘impopulares’ que anunciam. Na verdade, mudar a política do salário-mínimo, promover desemprego, provocar choques, cancelar direitos, debilitar o Bolsa Família, cortar subsídios do BNDES e do Minha Casa Minha Vida, como eles deixam entender, têm nome: são medidas antipopulares.”

O petista pede à militância para trazer de volta “o entusiasmo e a paixão da campanha de 1989”, quando o ex-presidente Lula perdeu para Fernando Collor, e critica os que jogam “na torcida do contra, do quanto pior, melhor”. “Enfrentamos nestes quase doze anos um ataque feroz dos que desejam o retorno ao passado. E, agora, a ofensiva aumentou. Juntaram-se, em bloco, a direita de sempre, hostil e truculenta; os neoliberais da herança maldita; setores do grande capital especulativo, que preferem a renda à produção dos empresários que ajudam o País e, no papel de porta-voz, o oligopólio da mídia, que golpeia, falseia, manipula, distorce, censura e suprime fatos no intento de nos derrotar. Arautos do pessimismo, do fracasso e do mau humor, estes agourentos torcem contra o Brasil, como se quisessem levar a crise para a população, que trabalha, progride e aproveita a era de oportunidades inaugurada pelos nossos governos”, disse em seu discurso

Falcão defendeu ainda a urgência de se fazer a reforma política e ainda de promover democratização da mídia, que os oligopólios tentam caracterizar como censura. A militância, em resposta ao discurso, gritava frases contra a 'mídia fascista e sensacionalista".

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