PSB oficializa aliança com PSDB para reeleição de Alckmin e terá vaga de vice

Por Vasconcelo Quadros - iG São Paulo | - Atualizada às

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Deputado Márcio França é o mais cotado para a vaga de vice na chapa tucana. Nome será definido em conversa com Campos

O PSB paulista oficializou nesta sexta-feira (20), em convenção estadual na Assembleia Legislativa, a aliança com o PSDB para a reeleição do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin. O partido do presidenciável Eduardo Campos terá a vaga de vice na chapa tucana ao Palácio dos Bandeirantes e o nome mais cotado é o do deputado Márcio França. A indicação de França será decidida em conversa com Campos na próxima terça-feira. 

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Alice Vergueiro/Futura Press
Campos, ao lado de França, prega união no PSB durante convenção que oficializou apoio a Alckmin

Campos participou do evento e defendeu união no partido. “Houve divergências no entendimento dos companheiros do PSB, mas depois dessa convenção o partido marchará unido”, afirmou o presidenciável. A confirmação da coligação pode abrir uma fissura no acordo firmado entre Campos e a ex-senadora Marina Silva, da Rede Sustentabilidade, que se manifestou contra a aliança em São Paulo e considerou um equívoco o caminho adotado pelos socialistas paulistas.

Sobre as divergências com Marina, França disse que isso já foi absorvido e que o partido tomou uma decisão que foi respeitada pela nacional. O deputado do PSB disse ainda que a presença da porta-voz da Rede Sustentabilidade, Hádia Amorim, no evento do PSB seria uma prova de que as arestas foram aparadas. “Partido que não tem divergência não é partido, mas depois que se toma uma decisão no voto se respeita a decisão”, afirmou França citando, segundo ele, uma frase do próprio Campos.

O PSB era cortejado também pelo PMDB cujo candidato, Paulo Skaf, disputou em 2010 o governo de São Paulo quando ainda fazia parte dos socialistas. Márcio França, presidente estadual, foi o principal responsável pelas negociações com o PSDB e convenceu os 130 integrantes do diretório paulista a aprovar por unanimidade o indicativo de coligação com os tucanos.

Com a decisão, o ex-prefeito de São Paulo Gilberto Kassab, do PSD, que também tentava uma aproximação com Alckmin, ficará sem a vaga de vice na chapa e seguirá sendo cortejado tanto pelo PMDB quanto pelo PT, do candidato Alexandre Padilha. Também presente na convenção representando Alckmin, o secretário da Casa Civil, Edson Aparecido, afirmou no entanto que as conversas com Kassab continuam. "Vamos ver se é possível fazer uma composição na chapa majoritária que pode ser combinada entre os partidos que estão na coligação”, afirmou.

Aparecido defende uma coligação em São Paulo que abrigue PSB e PSD e, nessa composição, Kassab poderia até ficar com a vaga ao Senado. O tucano disse ainda que a entrada do PSB na chapa de Alckmin não vai interferir nos palanques nacionais e que o governador fará campanha para o presidenciável do PSDB, Aécio Neves. Aparecido, no entanto, não descarta a hipótese de Alckmin dividir palanque com Campos no Estado.

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