Serra e Agripino no páreo

Por Brasil Econômico - Gilberto Nascimento |

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Tratamento dispensado por Aécio aos dois na convenção os coloca como nomes fortes na disputa de vice na chapa tucana

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Militantes do PSDB viram na convenção do partido que oficializou a candidatura de Aécio Neves à presidência da República, no sábado 14 em São Paulo, sinais em direção ao possível vice na chapa tucana: o tratamento dispensado pelo senador mineiro ao ex-governador José Serra e ao senador Agripino Maia (DEM-RN) os colocam como dois dos nomes mais fortes na disputa. Serra e Agripino discursaram no evento e Aécio fez questão de ressaltar a atuação dos dois políticos. Serra foi chamado de “pai dos genéricos”. Agripino tem a gratidão dos tucanos por defender o legado do governo FHC “mais até do que o seu próprio partido”, segundo um tucano. A favor de Agripino tem o fato de o PSDB precisar avançar no Nordeste, área em que o PT hoje é mais forte.

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Na convenção, o PSDB procurou mostrar que as rusgas entre Aécio e Serra estariam definitivamente superadas. “Quero saudar o presidente nacional do PSDB e futuro presidente do Brasil”, disse o ex-governador paulista. Serra ainda não anunciou o seu futuro político. Admite ser candidato a deputado ou ao Senado. Nos bastidores, alguns tucanos diziam temer que Aécio, durante seu discurso, respondesse ao presidente nacional do PT, Rui Falcão, que fez alusão a “coisas impróprias” ditas em relação ao senador durante um jogo entre Brasil e Argentina, no Mineirão, em 2008. “Se o Aécio rebatesse, a campanha partiria para um clima de baixaria. Mas ele não aceitou a provocação”, observou um representante do PSDB. O aliado Paulinho, do Solidariedade, no entanto, manteve o clima de beligerância ao afirmar que a presidente Dilma mereceu xingamentos no Itaquerão.

Padrão Fleury

Governador na época do massacre do Carandiru, Luiz Antônio Fleury Filho criticou, durante a convenção que confirmou a candidatura de Paulo Skaf (PMDB) ao Palácio dos Bandeirantes, a segurança pública de hoje. Disse que, na época dele, “não havia moleza para os bandidos”.

Vítimas da violência

No palco peemedebista de sábado estavam presentes os vereadores Ota e Ari Friedenbach (ambos do Pros) e o candidato a deputado federal Márcio Nakashima (PMDB). Em diferentes épocas e com motivações distintas, os três perderam parentes vítimas da violência.

No entanto

Apesar do Pros fazer parte da aliança de apoio a Skaf, Ari Friedenbach compareceu no dia seguinte à convenção do PT, que confirmou a candidatura de Alexandre Padilha a governador. Integrantes do PDT, outro aliado do peemedebista, também marcaram presença.

Lula fala em enfrentar o “ódio da elite”

Durante convenção do PT paulista, o ex-presidente Lula falou em enfrentar o ódio da elite. Usou como exemplo as vaias à presidente Dilma na abertura da Copa, “vindas de pessoas sem calos nas mãos”. Ele citou Getúlio Vargas (“perseguido até ser levado ao suicídio”), Juscelino (movimento contra a posse), Jango (cassação) e ele próprio como alvos de quem não quer a inclusão social. “Ser contra um torneiro grosso como eu, vá lá, mas perseguem ainda a Dilma e o Fernando Haddad”, disse.

Ausente até na inauguração do Museu Pelé

A presidente Dilma Rousseff não esteve na convenção. A justificativa é que ela estaria com gripe e tem uma reunião à noite, em Brasília, com a chanceler alemã, Angela Merkel. Petistas lembram que ela desmarcou até sua ida à inauguração do Museu Pelé – em Santos, no interior paulista – em plena Copa. A ministra do Turismo, Marta Suplicy chegou atrasada por conta deste evento.

“Eles flertaram com o xingamento e depois correram”

Eduardo Jorge, ex-deputado e candidato à Presidência da República pelo PV, sobre adversários que, inicialmente, teriam apoiado ofensas a Dilma

*Com Leonardo Fuhrmann

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