Ao programa Opinião, governador critica o PT do Rio, defende apoio a Dilma, rejeita esconder Sérgio Cabral na campanha e diz que ordem é prender quem interromper trânsito na Copa

Uma no ferro, outra na ferradura: assim tem agido o governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão (PMDB), quando o assunto é PT. Pezão é defensor fiel e solidário da presidente Dilma Rousseff, mas está amuado com o PT fluminense, especialmente o senador Lindbergh Farias, hoje pré-candidato petista ao governo do Rio. Lindbergh não só comandou o desmonte da duradoura aliança com o PMDB no Rio como voltou a atirar pedras contra Sérgio Cabral, de quem Pezão foi vice durante os últimos sete anos – mesma tática que o petista adotou quatro anos atrás, quando tentou sair candidato ao governo.

“Não sou contra candidatura de ninguém, acho natural o PT apresentar uma candidatura”, disse Pezão ao participar do programa Opinião, da TViG. O problema, diz ele, é que “o PT saiu num momento de maior dificuldade do governo. Começou um movimento no auge da crise. Isso magoou”. Criou uma dissidência que abriu feridas difíceis de cicatrizar, reconhece, ao fazer uma campanha “que agride companheiros nossos do interior”.

Pezão foi entrevistado no programa por Tales Faria, vice-presidente editorial e publisher do iG; Rodrigo de Almeida, diretor de jornalismo do iG; Fernando Molica, colunista do jornal “O Dia”; e Américo Martins, superintendente de jornalismo da RedeTV. “O Dia” e RedeTV serão parceiros do iG na realização de debates com os candidatos ao governo do Rio no segundo semestre.

Uma no ferro, outra na ferradura: assim tem agido o governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão (PMDB), quando o assunto é PT. Pezão é defensor fiel e solidário da presidente Dilma Rousseff, mas está amuado com o PT fluminense, especialmente o senador Lindbergh Farias, hoje pré-candidato petista ao governo do Rio. Lindbergh não só comandou o desmonte da duradoura aliança com o PMDB no Rio como voltou a atirar pedras contra Sérgio Cabral, de quem Pezão foi vice durante os últimos sete anos – mesma tática que o petista adotou quatro anos atrás, quando tentou sair candidato ao governo.

“Não sou contra candidatura de ninguém, acho natural o PT apresentar uma candidatura”, disse Pezão ao participar do programa Opinião, da TViG. O problema, diz ele, é que “o PT saiu num momento de maior dificuldade do governo. Começou um movimento no auge da crise. Isso magoou”. Criou uma dissidência que abriu feridas difíceis de cicatrizar, reconhece, ao fazer uma campanha “que agride companheiros nossos do interior”.

Pezão foi entrevistado no programa por Tales Faria, vice-presidente editorial e publisher do iG; Rodrigo de Almeida, diretor de jornalismo do iG; Fernando Molica, colunista do jornal “O Dia”; e Américo Martins, superintendente de jornalismo da RedeTV. “O Dia” e RedeTV serão parceiros do iG na realização de debates com os candidatos ao governo do Rio no segundo semestre.

Jandira Feghali: 'Queimação' do PMDB do Rio prejudica Dilma

Segundo Pezão, se o gesto do PT prejudica a aliança com o PMDB no Rio, não chega a abalar o apoio a Dilma por parte do ex-governador Sérgio Cabral, do prefeito do Rio, Eduardo Paes, dele próprio e de boa parte dos prefeitos e deputados peemedebistas. “O que vejo são intrigas”, afirma.

Com isso, o governador tenta minimizar os efeitos do movimento criado pelo presidente regional do PMDB, Jorge Picciani, em apoio ao pré-candidato do PSDB à Presidência da República, Aécio Neves, e ao governador Luiz Fernando Pezão. Há dez dias, Picciani lançou o “Aezão” numa churrascaria na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio, com a presença do próprio Aécio.

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Segurança na Copa

Durante a entrevista, Pezão afirmou também que mandou a Secretaria de Segurança Pública do Estado impedir que manifestantes fechem vias públicas durante a Copa. E que a ordem é prender quem interromper o trânsito carioca.

Segundo ele, é preciso adotar o que chamou de “padrão Fifa para manifestações”: protestos são permitidos, diz ele; mas transtornos à população, excessos e depredação devem ser punidos com rigor. O governador afirmou ter pedido ao prefeito Eduardo Paes a adoção de medidas que regulamentarem o direito de manifestações.

“Não preciso esconder Cabral”

Pezão prometeu não esconder o amigo Sérgio Cabral durante a sua campanha à reeleição, apesar de o ex-governador ter deixado o Palácio Guanabara chamuscado por uma sucessão de crises de imagem – entre elas a amizade com o empreiteiro Fernando Cavendish e os episódios de uso do helicóptero do governo para fins particulares.

“Fidelidade e generosidade não prescrevem”, diz Pezão. “Não preciso esconder ninguém. Não contem comigo para fazer um papel desses”. Para ele, Cabral “fez um governo brilhante”, os problemas “foram superdimensionados” pela oposição e, “se teve excessos ele soube corrigir e pedir desculpas”.

O governador disse que vai investir sua campanha na continuidade das UPPs (Unidades de Polícia Pacificadora) e no investimento na Saúde, com o avanço de hospitais de alta e média complexidade e na ajuda aos municípios para fazer atenção básica. Pezão também promete levar fibra ótica de qualidade para todas as cidades do Estado, replicando o modelo que adotou quando prefeito na sua cidade, Piraí, em 1999.

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