Falta de intimidade do PT com a bola atrapalhou o debate sobre a Copa

Por Brasil Econômico - Gilberto Nascimento |

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Da bancada hoje de 87 deputados federais do PT, apenas um, Vicente Candido, é ligado à bancada da bola

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O governo perdeu a discussão sobre a conveniência da realização da Copa no Brasil por causa das críticas de setores da oposição e de parte da mídia aos gastos, mas também por dois outros motivos, na avaliação de petistas: 1) a maneira como as mulheres (no caso a presidente Dilma Rousseff) se envolvem com o futebol, pois a cultura machista praticamente as afasta do tema; e 2) o viés de esquerda petista que considera o futebol alienação. Da bancada hoje de 87 deputados federais do PT, apenas um, Vicente Candido, é ligado à bancada da bola. Candido é vice-presidente da Federação Paulista de Futebol e conselheiro do Corinthians. Caso Lula (o maior incentivador da Copa no Brasil) ainda fosse o presidente da República, o debate sobre a Copa teria tomado outro rumo, acreditam integrantes do PT.

Críticas aos gastos do evento sempre existiram. Principalmente em países em desenvolvimento, com deficiências em áreas como saúde, educação e moradia. Ocorreram na África do Sul, por exemplo, embora em menor do escala do que no Brasil. Agora, com o início do Mundial, a Seleção Brasileira começa a receber apoio e o governo espera divulgar melhor os benefícios da Copa. Avalia que haverá aceleração de investimentos, maior projeção do País no Exterior, impacto no posicionamento como destino turístico, incremento do comércio exterior e o fortalecimento da imagem de uma democracia estabelecida e estável. Grandes manifestações não deverão se repetir, acreditam os governistas. “Nos atos do ano passado, 40% eram contra a qualidade e o preço do transporte, outros 20% reclamavam de saúde e educação e só 5% estavam contra a Copa”, afirma Vicente Cândido.

#naovoutercopa

O deputado federal Julio Delgado (PSB-MG) afirma que não vai ter Copa, pelo menos para ele. Não é nenhuma manifestação contra a organização do evento. Integrante da CPMI da Petrobras, ele é também relator do processo contra o deputado André Vargas (s/partido-PR) no Conselho de Ética da Câmara. Delgado também terá trabalho nos próximos dias para evitar uma disputa com Apolo Heringer, da Rede, na convenção estadual do partido para apontar o candidato ao governo. Para piorar, o PSB deve realizar um encontro nacional em Brasília nos dias 28 e 29 de junho, quando o Brasil deve jogar a segunda fase da Copa. Se passar em primeiro, no Mineirão.

Churrasco romântico

Pré-candidato a governador de São Paulo, o presidente licenciado da Fiesp, Paulo Skaf, não terá agenda pública hoje. Decidiu fazer um churrasco e assistir o jogo do Brasil com a mulher, Luzia, com quem é casado há 35 anos. Além da abertura da Copa, vai comemorar o Dia dos Namorados.

Randolfe ameaça sair de campanha

O senador Randolfe Rodrigues (Psol-AP) ameaça deixar a pré-candidatura à Presidência da República para disputar o governo de seu Estado. Ele declarou à imprensa do Amapá que o nome do Psol na eleição nacional ainda não está “definido”, apesar do anúncio feito pelo partido, em dezembro passado. As declarações do parlamentar não estão relacionadas com a disputa interna de seu partido, mas com uma quebra-de-braço com o governador Camilo Capiberibe (PSB).

Mais verbas para a gestão de Macapá

O senador reclama que o governo do Amapá deveria dar mais verbas para a Prefeitura da capital do Estado, Macapá, administrada por Clécio Luís (Psol). Para ele, Camilo Capiberibe ajudou mais a gestão anterior (do PDT) do que a atual. No mesmo dia, Clécio se reuniu com Camilo para discutir uma “parceria administrativa” com impacto na política.

“Não estarei com o PMDB em hipótese alguma. Como vou apoiar aqueles a quem faço oposição? O eleitor não entende isso. É uma vergonha completa”, Cesar Maia, vereador (DEM-RJ) e provável candidato ao governo, reafirmando que será adversário do governador Luiz Fernando Pezão

*Com Leonardo Fuhrmann

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