Presidente do PSB paulista diz que fará “o que Alckmin quiser”

Por Brasil Econômico - Gilberto Nascimento |

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Cotado para ser vice do tucano ou disputar o Senado, Márcio França nem escolhe seu lugar na chapa. Deixa a decisão para o governador de São Paulo, que tentará a reeleição

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O presidente do PSB paulista, Márcio França, será um soldado na campanha. Da reeleição do governador Geraldo Alckmin (PSDB). Cotado para ser vice do tucano ou disputar o Senado, ele nem escolhe seu lugar na chapa. Deixa a decisão para Alckmin. “O governador decide”, afirmou à coluna. França chegou a afirmar que disputaria o Palácio dos Bandeirantes quando o PSB anunciou buscar uma candidatura própria. Mas está fazendo valer seu acordo anterior com o governador. Para a direção nacional, se justifica: garante que sua parceria com Alckmin vai ajudar o presidenciável Eduardo Campos. Segundo ele, sem a aliança, os eleitores de Alckmin tenderiam a votar em Aécio Neves. Com o apoio do PSB, parte dos votos pode ir para o socialista.

O PSB e a Rede também estão divididos em Minas. O presidente do PSB no Estado, deputado Julio Delgado, diz que manterá sua candidatura ao governo até o final, diferentemente de seu colega paulista. Delgado luta agora para evitar a disputa entre ele e o ambientalista Apolo Heringer, da Rede, na convenção do partido. Outra preocupação é com o prefeito de Belo Horizonte, Márcio Lacerda, que ameaça abrir uma dissidência no partido para apoiar os tucanos no Estado. Delgado se diz amigo de Aécio “desde quando o senador era deputado, antes de ele ser eleito presidente da Câmara”. Mas considera a candidatura própria fundamental para criar um palanque em Minas ao presidenciável Eduardo Campos. Ele garante que disputará o Palácio Tiradentes, apesar do abalo que a decisão causa na amizade com o presidenciável tucano.

Imagine em Minas

Além da Rede, da ex-ministra Marina Silva, a solução de França também exclui a deputada Luiza Erundina, principal nome da chapa proporcional socialista. Ela não vai apoiar o governador tucano. A situação pode até aproximá-la de seu antigo partido, o PT, como já aconteceu em outras disputas. Enquanto o diretório do PSB estava reunido na capital paulista para discutir a aliança, Erundina cumpria agenda em Limeira, no interior paulista. Assim como a Rede, ela acredita que o discurso de “nova política” feito por Campos perde a força no maior colégio eleitoral do País quando o partido se alia aos tucanos no Estado, governado por uma “coalizão” comandada pelo PSDB há pelo menos 20 anos.

Dilma ganha boneco de Brizola

Na Convenção do PDT que oficializou apoio à sua reeleição, ontem em Brasília, a presidente Dilma ganhou do presidente nacional do partido, Carlos Lupi, um boneco do governador e líder pedetista Leonel Brizola (morto em 2004). “É para colocar na mesa e dar sorte”, disse um dirigente. Em discurso de improviso, Dilma agradou aos militantes trabalhistas ao lembrar Getúlio Vargas, João Goulart e Brizola.

Entusiasta de aliança com o PMDB não foi à convenção

Ex-líder do governo, o deputado Candido Vaccarezza (PT-SP) sempre foi um dos maiores defensores da aliança de seu partido com o PMDB. Chegou a ser tido como militante do “PMDB do PT”. Ontem, Vaccarezza não foi à convenção do PMDB que oficializou o apoio a Dilma. “Tenho muitos afazeres. Estou cuidando da minha campanha”, afirmou.

“Ação local do PT em nada macula a nossa aliança com Dilma”, diz Sergio Cabral, ex-governador do Rio, ao engrossar posição da cúpula do PMDB em favor de aliança com petistas

*Com Leonardo Fuhrmann

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