Ex-governador engrossou o discurso da cúpula do PMDB em apoio à aliança com o PT apesar de resistências nos Estados

O ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral (PMDB) afirmou após votar na convenção nacional de seu partido que problemas locais em seu Estado não deverão macular a aliança com a presidente Dilma Rousseff. Cabral reconheceu problemas entre o PT e o PMDB no Rio de Janeiro, Estado que abriga um dos maiores grupos de resistência à tese de coligação com a presidente. Entretanto, procurou afirmar que ele, seu vice, o atual governador Luiz Fernando Pezão, e o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, sempre estiveram em sintonia com a presidente, apesar da querela surgida a partir do lançamento da pré-candidatura do senador Lindbergh Farias (PT) ao governo fluminense.

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“O PMDB no Estado sempre esteve muito coeso na candidatura do Pezão. Em relação à candidatura da nossa amiga Dilma, Eduardo Paes, Pezão e eu sempre reiteramos nosso apoio a reeleição dela e do vice Michel Temer. Acabamos de confirmar isso agora não só votando como discursando”, disse Cabral, que depois de votar na Convenção fez um giro por alguns gabinetes no Senado. A reunião do PMDB está sendo realizada num auditório dentro do Senado.

Cabral procurou separar a conjuntura do Rio da situação nacional e evitou polemizar, mesmo ao ser questionado a respeito da corrente do PMDB fluminense que defende o fim da aliança com o PT também no plano nacional. ”Em função de problemas locais com o PT regional houve, de fato, dissidências dentro do PMDB que não aceitaram que o PT, depois de sete anos e dois meses na administração estadual lançasse candidato próprio, criando dentro do PMDB reações a essa ação local do PT, que em nada maculam a nossa aliança com a presidente Dilma que é muito consistente e vai prevalecer”, acrescentou o ex-governador.

Questionado sobre confusões que a o palanque local podem gerar, Cabral usou o exemplo de outros estados para minimizar o efeito que o apoio do PMDB do Rio ao tucano Aécio Neves possam gerar com o PT. “A presidenta terá, em diversos estados, como São Paulo, por exemplo, mais de uma candidatura, mais de um palanque. São diversos estados em que isso ocorrerá”, afirmou Cabral.

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