Ao manter líder na Câmara, Dilma mostra que não vai ceder a pressões

Por Brasil Econômico - Gilberto Nascimento |

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Ecolha de Henrique Fontana (PT-RS) para ser líder do governo na Câmara dos Deputados deixa claro que a presidente decidiu não ceder às pressões de aliados

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A confirmação da escolha do deputado federal Henrique Fontana (PT-RS) para ser líder do governo na Câmara dos Deputados deixa claro que a presidente Dilma Rousseff decidiu não ceder às pressões de aliados, mesmo com as ameaças de alguns partidos de não apoiarem a sua reeleição. A maior ameaça vem do PR, que já lançou manifesto pelo “Volta Lula”, além de também ter vazado negociações com o PSDB e o PSB - para apoiar seus presidenciáveis. Os dois principais rivais de Dilma também têm investido nas dissidências do PMDB, maior partido da base governista depois do próprio PT. Os focos de Eduardo Campos (PSB) são Pernambuco e Rio Grande do Sul. Depois de brigar com os peemedebistas de Minas, Aécio Neves (PSDB) concentrou seus esforços no Rio.

Ligado à Mensagem ao Partido, do governador gaúcho Tarso Genro (PT), Henrique Fontana (RS) é de uma corrente dentro do PT que não se notabiliza pela proximidade com outros partidos da base aliada, apesar de ser respeitado pela capacidade de diálogo. Ele já havia ocupado o cargo entre 2008 e 2010, durante o governo Lula. Os integrantes da Mensagem — ao lado do Movimento PT, do hoje vice-presidente da Casa, Arlindo Chinaglia (SP) — disputam a hegemonia dentro da bancada do partido contra a ala do ex-líder do governo Cândido Vaccarezza (SP), que o governo substituiu por Chinaglia em 2012. Um dos expoentes desse grupo era o ex-petista André Vargas (PR), afastado do partido por sua relação com o doleiro Alberto Yousseff. Os deputados ligados a Vaccarezza são conhecidos ironicamente pelos adversários dentro do partido como “o PMDB do PT”.

PP pode se aliar ao PSDB em SC

Já aliado aos tucanos no Rio Grande do Sul, o PP pode acabar junto com o partido do presidenciável Aécio Neves também em Santa Catarina. O PSDB pretende lançar o senador Paulo Bauer ao governo catarinense. O desejo do governador Raimundo Colombo (PSD), candidato à reeleição e hoje um aliado fiel da presidente Dilma, era reunir em sua chapa o PMDB, do senador Luiz Henrique Silveira, e o PP, do deputado federal Espiridião Amin. Ambos são ex-governadores. O problema é a resistência de Luiz Henrique a dividir o palanque no Estado com antigos adversários. A rivalidade entre os dois partidos é central na política catarinense desde a redemocratização.

PT quer ficar fora

Apesar de Raimundo Colombo apoiar a reeleição da presidente Dilma, o PT não deve abrir mão de candidatura própria, mesmo com o oferecimento da vaga para disputar o Senado. Também não quer se aliar a adversários históricos. O candidato deve ser o ex-deputado federal Claudio Vignatti. “Os ideais do PSB não estão sendo colocados em prática por sua cúpula e isto se reflete em todo o partido”.

Líder corintiano distante de candidaturas

Militante do PCdoB, o ex-jogador Wladimir, um dos líderes da Democracia Corintiana, está distante de candidaturas de colegas corintianos que concorrem pelo PT, mesmo sendo de um partido aliado. Ele acredita que o ex-atleta Marcelinho Carioca, candidato a deputado estadual em São Paulo, deve ter muitos votos. “Ele tem pouca expressão política, mas muita expressão esportiva", avaliou. Wladimir é próximo do PT desde os anos 1980 e participou da gestão de Luiza Erundina.

Wladimir diz não ter afinidade com Andrés

Ao falar sobre Andrés Sanchez, ex-presidente do Corinthians e candidato a deputado federal também pelo PT, Wladimir ressaltou não ter qualquer afinidade com o dirigente. “Temos posições diferentes. Não tenho identificação. Ele criticou a Democracia Corintiana”, afirmou. “Mas terá votos por causa do Itaquerão”.

*Com Leonardo Fuhrmann

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