Advogado diz que são pequenas as chances de Paulo Octávio voltar para a cadeia

Por Marcel Frota , iG Brasília | - Atualizada às

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Antônio Carlos de Almeida Castro afirma que MP induziu Justiça ao erro e espera conseguir revogar pedido de prisão

Defensor do ex-governador do Distrito Federal Paulo Octávio, o advogado Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, diz que espera conseguir a revogação do pedido de prisão de seu cliente feito pela Justiça. Octávio foi preso no dia 2 de junho, acusado de integrar uma quadrilha que fraudava concessão de alvarás para empreendimentos imobiliários. Ele acabou solto no começo da madrugada deste sábado (7) graças a uma liminar concedida pelo ministro Sebastião Reis Júnior, do Superior Tribunal de Justiça. Como o julgamento do habeas corpus ainda ocorrerá, existe a chance de Octávio voltar para a cadeia.

Alan Sampaio / iG Brasília
Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay

Exatamente por isso, na sexta-feira (6), Kakay entrou com um pedido de revogação da prisão preventiva. “Espero conseguir a revogação desse pedido de prisão para que não precisemos nem aguardar a avaliação do mérito”, resume o advogado. Segundo Kakay, o pedido de prisão contra Octávio foi “um escândalo despropositado”. Ele se manifestou otimista com o pedido de revogação e acredita serem mínimas as chaces de o ex-governador voltar para a cadeia. “Não vejo nem por que imaginar essa hipótese", resume.

Kakay questiona a prisão de Octávio baseada nos diálogos gravados com autorização da Justiça. Segundo ele, as conversas do ex-governador foram gravadas em novembro de 2013 e, na época, não mostraram evidências suficientes para motivar a prisão de seu cliente. “Se não serviu na época, por que serve agora? O que tem de novo?”, questiona o advogado. Kakay diz que o Ministério Público induziu a Justiça ao erro ao fatiar a denúncia contra Octávio, gerando a impressão de que existem várias denúncias contra ele.

Agência Brasil
Ex-governador foi solto mas pode voltar para a cadeia após julgamento de habeas corpus

O defensor está no exterior e deve retornar ao Brasil na segunda-feira. Ele diz que agora o plano é trabalhar tecnicamente o caso, uma vez que a acusação está formalizada. Kakay diz que houve uma interpretação dos diálogos captados pela polícia e que isso ajudou a formular a tese do pedido de prisão. Ele cita o diálogo no qual Octávio discute com o administrador de Taguatinga, Carlos Jales, a entrega de documentos relacionados à construção do Shopping JK. Segundo o advogado, a conversa não mostra Octávio dando ordens, mas somente sugerindo, agindo de forma desesperada.

“Ainda que ele tivesse dado essa ordem (para que Jales não entregasse os documentos do Shopping JK aos promotores), jamais isso seria motivo para prisão. Se essa leitura dos diálogos fosse verdadeira, na pior das hiopóteses seria ele (Octávio) tentando fazer algo para evitar que o empreendimento quebrasse”, avalia o advogado.


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