Rede fará “de tudo” para impedir aliança do PSB com Alckmin

Por Brasil Econômico - Gilberto Nascimento |

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Partido do presidenciável Campos é aliado de Alckmin e defenderá, em reunião do diretório, a aliança com o político do PSDB. Rede, no entanto, diz que não participará de tal acordo

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Dirigentes da Rede Sustentabilidade, da ex-ministra Marina Silva, dizem que tentarão “de todas as formas” demover o PSB de São Paulo a fechar aliança com o governador tucano de São Paulo, Geraldo Alckmin. O partido do presidenciável Eduardo Campos é aliado de Alckmin e defenderá, em reunião de seu diretório amanhã, a aliança com o político do PSDB. A Rede, no entanto, garante que não participará de tal acordo. “A Marina está fora. Se for fechada essa aliança, não participaremos da campanha em São Paulo”, garante o ex-deputado Walter Feldman, que integrou o PSDB. “Essa aliança é um equívoco político e eleitoral. É um erro histórico. O PSB de São Paulo ainda está fazendo a velha política, que não tem a ver com o projeto nacional da Rede”, diz Feldman, porta-voz do grupo de Marina.

Segundo Felman, a aliança, além de tudo, prejudica o ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos em sua campanha ao Palácio do Planalto. “A chapa na qual o PSB entrará apoia Aécio Neves. A Rede está pensando mais no Eduardo do que o seu partido”, observa o ex-tucano. Para Feldman, Eduardo ficou em uma posição difícil e também deve tentar conversar com os colegas de partido em São Paulo. O ex-deputado não esclarece o que acontecerá caso o PSB paulista não mude sua avaliação. Mas as divergências no Estado podem ter impacto na aliança nacional. “Se for confirmada, é uma coisa ruim. Há uma lógica de que pensa-se em São Paulo, primeiro, o que é melhor para o Brasil. Como foi em 1932, ao defendermos a Constituição. Agora, não se deve inverter essa lógica ao pensar o melhor para São Paulo e depois para o Brasil”, argumenta.

Tucano de bico vermelho

Dirigentes petistas dizem que, nos próximos dias, um prefeito do PSDB da Grande São Paulo anunciará apoio à presidente Dilma. Esclarecem que o nome não é revelado, por enquanto, “para evitar pressões” sobre o político tucano.

Batochio será o vice de Paulo Skaf

O PDT paulista oficializa hoje o seu apoio à candidatura de Paulo Skaf (PMDB) ao governo do Estado. O vice na chapa será o ex-presidente do Conselho Federal da OAB e ex-deputado federal José Roberto Batochio (PDT).

Ainda sobre inovação

O investimento privado em pesquisa em São Paulo é 0,64% do PIB. A taxa de 0,59%, divulgada na coluna de ontem, é a média nacional. A Fiesp esclarece que as parcerias com as universidades não envolvem financiamento.

Padilha mostra seu lado covista

O legado do ex-governador tucano Mário Covas, morto em 2001, ganhou mais um defensor na eleição deste ano. O petista Alexandre Padilha citou frases e exemplos de Covas ao falar sobre a situação de São Paulo. Para ele, o ajuste fiscal na gestão do ex-governador permitiria a Geraldo Alckmin, candidato a reeleição e vice nos dois mandatos de Covas, aumentar os investimentos do Estado. Padilha inclusive lembrou ter votado na chapa tucana no segundo turno da eleição de 1994.

Petista critica gestão de Rodas à frente da USP

O ex-ministro Alexandre Padilha tem defendido a liderança do atual reitor da USP, Marco Antonio Zago, para superar a crise financeira da universidade. O petista responsabiliza pelo problema o antecessor de Zago, João Grandino Rodas. E lembra que Rodas foi nomeado por José Serra (PSDB), mesmo sendo o segundo na lista tríplice.

“As pesquisas divulgadas me colocam à frente para o Senado. Mas como o partido resolveu compor de outra forma, me cabe aceitar. Eu sou soldado”, diz Wagner Montes, deputado estadual (PSD-RJ), ao anunciar que será candidato a federal

*Com Leonardo Fuhrmann

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