‘Não me arrependo do que fiz’, diz deputado que atacou Xuxa

Por Marcel Frota - iG Brasília | - Atualizada às

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Pastor Eurico volta a criticar apresentadora, diz não aceitar que ela lhe dê ‘lição de moral’ e nega ação de Eduardo Campos e do PSB para enquadrá-lo

Envolvido numa polêmica com a apresentadora Xuxa por causa da votação da chamada Lei da Palmada, o deputado Pastor Eurico (PSB-PE) diz não se arrepender do que fez. Durante sessão da CCJ que apreciava o projeto da Lei da Palmada, Eurico, dirigindo-se diretamente a Xuxa, lembrou do filme “Amor, estranho amor”, em que a apresentadora aparece em algumas cenas seduzindo um garoto.

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Xuxa e o neto de Renan Calheiros durante aprovação da Lei da Palmada. Foto: Agência SenadoXuxa chega ao Senado para acompanhar a votação da Lei da Palmada e é recebida por Renan. Foto: Marcos Oliveira/Agência SenadoXuxa reage à hostilidade de deputado na CCJ da Câmara. Foto: Agência CâmaraPastor Eurico (PSB-PE) hostilizou Xuxa em sessão da CCJ da Câmara. Foto: Agência CâmaraAo lado da ministra Ideli, Xuxa participa de votação sobre Lei da Palmada na Câmara. Foto: Agência CâmaraXuxa participa de votação da CCJ da Câmara sobre a Lei da Palmada. Foto: Agência CâmaraXuxa participa de votação da CCJ da Câmara sobre a Lei da Palmada. Foto: Agência CâmaraXuxa participa de votação da CCJ da Câmara sobre a Lei da Palmada. Foto: Agência CâmaraXuxa participa de votação da CCJ da Câmara sobre a Lei da Palmada. Foto: Agência CâmaraXuxa participa de votação da CCJ da Câmara sobre a Lei da Palmada. Foto: Agência Câmara

“Não me arrependo do que fiz, até porque tinha um grito engasgado que precisava ser dado”, disse o deputado, que minimizou o caso. “Não teve nenhuma polêmica. Usei meu direito parlamentar, meu direito constitucional, a liberdade de expressão dentro de princípios que eu defendo”, acrescentou.

“Eduardo Campos não tem nada a ver com o caso. São informações que circulam por aí. Em nenhum momento houve nenhum intervenção do Eduardo Campos, nem do partido em sua essência. A decisão foi tomada única, exclusiva e individualmente pelo líder da bancada, o deputado Beto Albuquerque. Ele tomou uma atitude isolada”, diz Eurico. “Considero a decisão do líder precipitada porque nem ouviu os demais companheiros e nem tão pouco me deu direito de defesa. Acho que ele agiu arbitrariamente. Não concordo com seu posicionamento”, criticou o pastor.

Eurico acabou destituído da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara por Albuquerque. Ele diz, entretanto, que se quisesse, poderia já ter voltado para a comissão. “Eu poderia até ter voltado de imediato (para a CCJ) porque outros partidos me ofereceram a vaga”, afima ele. O deputado diz que não falou em nome do partido ao se dirigir a Xuxa. “Sou responsável pelos meus atos, em nenhum momento falei pelo PSB, falei em meu próprio nome”, declara ele.

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O gesto teve reflexos no PSB, que destacou o deputado Júlio Delgado (MG) para um pedido de desculpas à apresentadora. Segundo Eurico, o presidente do partido, o presidenciável Eduardo Campos (PE), não fez nenhuma intervenção.

Intimidação

Eurico defende a ideia de que Xuxa teria sido convidada a participar da tramitação da Lei da Palmada no Congresso como forma de intimidar os parlamentares. Ele acusa o governo de não cumprir acordos feitos com a bancada evangélica. Para o deputado, Xuxa foi uma arma usada pelo governo para forçar a votação do projeto da forma como desejava.


“Trazer essa senhora para cá para vir dar lição de moral em mim? Por isso questionei que violência não é só bater e espancar. Existe a violência da mídia. Aquela que está na televisão, nos filmes. E por falar em filmes, aí sim, a questionei, que na época, em 1982, por ser considerada a ‘rainha dos baixinhos’ e trabalhar com crianças de forma inocente, mas paralelamente a isso, de outro lado, ela estava participando de filmes pornôs com cenas de sexo explícito com uma criança de 12 anos. Isso feriu a família brasileira. Não podia deixar isso passar impune”, diz o socialista.

Pastor Eurico diz que não pensou em deixar o PSB por causa do ocorrido e diz que nem o faria depois da eleição, na qual pretende disputar um novo mandato na Câmara dos Deputados.

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