Crise nas universidades públicas paulistas preocupa empresários

Por Brasil Econômico - Gilberto Nascimento |

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As três universidades públicas estaduais de São Paulo – USP, Unesp e Unicamp – enfrentam hoje greves de funcionários e professores, além de passar por uma grave crise financeira

Brasil Econômico

A crise financeira enfrentada pelas universidades estaduais paulistas causa preocupação em empresários, principalmente por conta do possível impacto no desenvolvimento de novas tecnologias. Apesar do baixo investimento das universidades em inovação, o ensino é o grande gerador do conhecimento aplicado pelas empresas. Segundo o vice-presidente da Fiesp e diretor do Departamento de Competitividade e Tecnologia, José Ricardo Roriz, o recurso das universidades corresponde a apenas 6,4%, mas as instituições de ensino são geradoras de 24% do conhecimento aplicado no setor. As três universidades públicas estaduais de São Paulo – USP, Unesp e Unicamp – enfrentam hoje greves de funcionários e professores, além de passar por uma grave crise financeira.

Para Roriz, o impacto do problema não se restringe apenas aos limites do Estado. São Paulo tem hoje o maior investimento em inovação do País, em torno de 0,59% de seu PIB. “É um percentual próximo de países como a Itália (0,69%) e a Rússia (0,67%). Para se ter uma ideia, é mais do que o dobro do investimento privado no setor no Rio”, compara. O empresário também destaca a diferença no perfil do investimento. Enquanto no Rio é concentrado na área de petróleo e gás, em São Paulo é mais diversificado e envolve setores como comunicação, biotecnologia, equipamentos médicos, aeronáutica, segurança e defesa e energias solar e eólica, por exemplo. Segundo ele, os centros tecnológicos de São Paulo são os mais atraentes para mão de obra qualificada na América Latina. Sobre as faculdades, acredita que a parceria com o setor privado poderia ser aprimorada.

Copa causa racha no Corinthians

As declarações à coluna do conselheiro do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo Antonio Roque Citadini em defesa da Copa no Brasil causaram mal-estar entre integrantes da oposição no Corinthians. Conselheiro e ex-vice-presidente do clube, Citadini era, até o momento, um dos principais nomes da oposição, que critica a construção do Itaquerão. Para a oposição, o Corinthians não terá como saldar a dívida com o BNDES. Ferrenho adversário de Andrés Sanches - ex-presidente corintiano e candidato a deputado pelo PT -, Citadini, na avaliação de oposicionistas, teria se aproximado do ex-dirigente a fim de obter seu apoio e retornar à direção.

Mais jogo sujo

Já foram esgotados os 15 mil exemplares da primeira edição do livro “O Lado Sujo do Futebol”, dos jornalistas Luiz Carlos Azenha, Amaury Ribeiro Júnior, Leandro Cipoloni e Tony Chastinet. Acaba de ser lançada nova edição, com outros dez mil. Ontem, houve o lançamento em Brasília.

Outra candidatura ecologista

O empresário Bertolino Almeida oficializou ontem a sua pré-candidatura à Presidência da República pelo PEN. Ele disputa a indicação com a ex-diretora da ANAC Denise Abreu. Existe ainda a possibilidade do partido, que não tem representante no Congresso, não ter candidato próprio. O discurso ambiental já é representado pelo pré-candidato Eduardo Jorge, do PV, e pela ex-ministra Marina Silva, da Rede Sustentabilidade, vice na chapa de Eduardo Campos (PSB).

Palavras se repetem no nome dos partidos

Uma rápida pesquisa no registro dos partidos no TSE indica: 8 deles têm trabalhadores ou trabalhista no nome (além do Solidariedade, nome dado em homenagem ao antigo sindicato polonês, e a Causa Operária), 6 democratas ou democráticos, 5 sociais, 4 socialistas, 4 republicanos, 4 cristãos e 2 progressistas. Fora os que acumulam duas ou mais destas palavras no nome.

“O aeroporto daqui foi mais rápido e fácil do que qualquer um nos EUA. E não fui roubado no Rio nem meus órgãos foram arrancados”, Alexei Lalas, ex-jogador de futebol e comentarista de TV, ironizando as críticas sobre a segurança e a infraestrutura do Brasil

*Com Leonardo Fuhrmann

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