PDT usa pesquisa para decidir se mantém candidatura em São Paulo

Por Brasil Econômico - Gilberto Nascimento |

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A hipótese de o partido se aliar a outra candidatura é cada vez mais real, em função do pouco tempo no horário eleitoral de rádio e TV e da dificuldade em firmar alianças

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Uma pesquisa de intenção de voto do PDT, a ser concluída amanhã, deve servir para que o partido decida se mantém o deputado estadual Major Olímpio na disputa pelo governo paulista. Mas a hipótese de se aliar a outra candidatura é cada vez mais real, em função do pouco tempo no horário eleitoral de rádio e TV e da dificuldade em firmar alianças. A decisão final será tomada em uma reunião da executiva estadual com o presidente nacional do PDT, o ex-ministro Carlos Lupi, e os candidatos do partido nas eleições proporcionais. Olímpio diz que houve necessidade de contratar um levantamento próprio em razão dos mais de seis meses que não é divulgada uma pesquisa de intenção de voto ao governo paulista. O parlamentar faz dura oposição ao governador Geraldo Alckmin (PSDB).

Como o partido também tende a apoiar a reeleição da presidente Dilma Rousseff (PT), a coligação em São Paulo deve ser firmada com o PT, cujo candidato é o ex-ministro Alexandre Padilha, ou o PMDB, do presidente da Fiesp, Paulo Skaf. Pessoalmente, Olímpio prefere ficar ao lado de Skaf. Ele não esconde a mágoa que tem do PT, por ter sido vetado como vice na campanha de Aloizio Mercadante ao governo, em 2010. “Fui duplamente rejeitado, pessoalmente e por ser policial militar”, afirma. Segundo o deputado, a preferência pelo PMDB também está baseada em uma afinidade ideológica em temas como segurança pública e relação com os movimentos sociais. Skaf tem em sua campanha outros políticos ligados às polícias, como o ex-governador Luiz Antônio Fleury Filho e o ex-secretário de Segurança Pública Antonio Ferreira Pinto.

Deputado suspenso espera retribuição de favores

Suspenso do PT por 60 dias e excluído da chapa proporcional do partido, o deputado estadual paulista Luiz Moura ainda não apelou publicamente para os amigos acumulados na política. Mas há quem garanta que ele tem créditos para queimar com colegas de diferentes partidos e também com entidades não só da região onde atua, a zona leste da capital paulista. Esses créditos foram obtidos graças a ônibus e carros de som que conseguia emprestados, entre outros favores. O deputado é acusado de ter ido a uma reunião em uma cooperativa de ônibus com a participação de integrantes de uma facção criminosa. Ele nega envolvimento com o bando.

Decidido está

Quase um mês depois da eleição do líder do governo na Câmara dos Deputados Arlindo Chinaglia (PT-SP) para a vice-presidência da Casa, não foi anunciado seu substituto. O vice-líder, Henrique Fontana (PT-RS), tem feito o serviço, sem que o governo tenha de oficializar a escolha.

Torcedor, mas com críticas à Copa

Apesar das críticas à organização do evento, o presidenciável Aécio Neves defendeu que seus eleitores torçam pela seleção brasileira na Copa. Em encontro com empresários ontem, em São Paulo, o candidato tucano disse que são grandes as chances de o Brasil conquistar o hexa no mundial deste ano. Para Aécio é possível protestar e torcer pelo Brasil. “São ações compatíveis e complementares”, afirmou.

Ronaldo pode ficar fora de convocação

O presidenciável só despistou quando foi questionado sobre a possibilidade do ex-jogador Ronaldo entrar em campo no seu time de ministérios. “Ele já foi escalado, já jogou e já deu muita alegria pra gente”, tergiversou. Convidado pelo ex-presidente da CBF Ricardo Teixeira, o ex-atleta faz parte do Comitê Organizador Local do evento e já declarou seu apoio ao candidato tucano.

“Nenhum serviço se presta sem algum mecanismo de sustentação. E a sustentação adequada que desenvolvemos no Estado moderno é a tributação”, Gilmar Mendes, ministro do STF, sobre a relação entre a cobrança de impostos e a prestação de serviços públicos

*Com Leonardo Fuhrmann e Patrycia Monteiro Rizzotto

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