A ordem da Executiva Estadual do partido é punir Luiz Moura rápido para reduzir impacto negativo na eleição de outubro

Brasil Econômico

A Executiva Estadual do PT paulista deve decidir, em uma reunião extraordinária nesta segunda-feira (2), pela expulsão do deputado estadual Luiz Moura, depois de um assessor do Palácio dos Bandeirantes ter declarado que o parlamentar havia ido a uma reunião em uma associação de perueiros com a participação de supostos integrantes do PCC. A decisão era acertada ontem pelo presidente estadual do partido, Emídio de Souza, com outros líderes petistas no Estado. Emídio tentava obter uma posição unânime entre as várias correntes. Como no caso do deputado federal André Vargas (PR), cuja relação com o doleiro Alberto Youssef foi revelada pela Polícia Federal, a ordem é punir rápido para reduzir o impacto negativo na eleição de outubro.

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Irmão fica por enquanto

Foi apresentada a Moura proposta de expulsá-lo, mas não pedir o mandato de volta para o partido. Ele, no entanto, não ficou nada satisfeito com a proposta. Seria uma forma de não piorar demais sua relação com os petistas. Por ora, a decisão não deve atingir o irmão do parlamentar, Senival, líder da família, vereador na capital paulista e pré-candidato a deputado federal. Senival é investigado pelo Ministério Público do Trabalho, acusado de usar “laranjas” para fraudar o cadastro da SPTrans. Segundo depoimentos, ele registrava funcionários como se fossem donos dos ônibus que dirigiam, para assim poder atuar no sistema destinado exclusivamente a cooperativas.

Conselheiro do Tribunal de Contas  de SP defende a Copa no Brasil

Alheio à organização da Copa, mas com poder de fiscalização sobre um dos governos envolvidos nos preparativos, o conselheiro do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo Antonio Roque Citadini tornou-se um dos maiores defensores do Mundial. Figura polêmica e irreverente no meio do futebol – é conselheiro vitalício do Corinthians e foi vice-presidente do clube entre 2001 e 2004 -, Citadini enumera argumentos em favor da Copa e critica o Governo Federal por não saber, em sua avaliação, defender adequadamente o evento. “E não é só o governo federal que não tem sabido defender a Copa, mas o governo estadual (de São Paulo) também, que gastou com obras para a realização dos jogos, e a gestão municipal. Ninguém tem defendido”, observa.

“Há 64 anos o Brasil não faz uma Copa. Nem por isso tivemos todos os problemas de educação, transporte e saúde resolvidos. Achar que temos esses problemas por causa da Copa é uma desonestidade intelectual”, afirma. Ele defende, inclusive, arenas como a de Manaus. “O Brasil propagandeia ao mundo ter a Amazônia. Como seria possível fazer uma Copa e deixar a Amazônia fora? O que iriam achar os estrangeiros? A Amazônia é nossa e temos de ter compromisso com ela, precisamos levar melhorias para lá. E onde surgem estádios novos e modernos, o futebol se fortalece. O Cruzeiro e o Atlético não eram quase nada até aparecer o Mineirão”, avalia o conselheiro do tribunal. A Copa também não exige tanto investimento em aeroportos, avalia Citadini. “O que importa para a Copa são Cumbica e Viracopos. As delegações e turistas virão da Europa e de outros países em voos direto para esses dois locais. No dia do seu jogo, Portugal, por exemplo, sairá de Viracopos em voo fretado para Manaus”, acrescenta.

“Até a Globo fala mal”

Segundo Citadini, faz 12 anos que o governo da Alemanha tenta concluir o aeroporto de Berlim e, recentemente, foi anunciado que só ficará pronto em 2017. “E já gastaram 12 vezes o orçamento”, observa. “Aqui, até a Globo fala mal da Copa. E a Copa é um produto Globo”, reclama.

Quem manda mais no Palácio

Em Brasília, circula uma piada, entre governistas, sobre dois servidores do Palácio do Planalto que, ao se encontrarem, um pergunta ao outro em quem vai votar nas próximas eleições: “Eu vou votar no Ivo Corrêa”, diz o primeiro. “Eu, no Beto Vasconcelos”, responde o segundo. Em tempo: Corrêa, que trabalhou no Google antes de ir para o Planalto, é subchefe de Assuntos Jurídicos da Casa Civil. Vasconcelos é o chefe de gabinete de Dilma, que substituiu Giles Azevedo, designado para trabalhar no comando da campanha à reeleição da presidente. Corrêa e Azevedo “mandam e desmandam hoje no Palácio”, segundo petistas.

Pluralidade que não agrada as torcidas

A foto postada no perfil do presidenciável Aécio Neves (PSDB), em que ele aparece recebendo um livro do candidato do Psol, Randolfe Rodrigues, conseguiu desagradar, em boa parte, as duas torcidas. Simpatizantes do tucano reclamavam do agrado com um político de esquerda e criticavam o livro dado, “1964 – O verão do golpe”, de Roberto Sander”. Militantes do Psol também não gostaram da proximidade com um “direitista”. Quem acabou se divertindo mesmo foram os adversários de ambos.

Deputado tucano confirma que não apoia Alckmin

Após a repercussão do anúncio de que irá apoiar candidatos que não pertencem ao seu partido, o PSDB, o deputado federal paulista William Dib, ex-prefeito de São Bernardo, ratificou, por meio de sua assessoria, que não apoiará o governador Geraldo Alckmin. Não confirmou nem negou que votará no candidato petista ao governo Alexandre Padilha. Para presidente, disse que irá de Aécio Neves e não de Eduardo Campos, como vem sendo divulgado na região do ABC paulista.

“A distribuição das vagas entre as unidades federativas constitui matéria eminentemente política, a ser definida em uma instância eminentemente política, o Congresso Nacional”

Henrique Alves

Presidente da Câmara (PMDB-RN), sobre a ação para tentar sustar uma decisão do TSE que altera a formação das bancadas. O Rio é um estados que perderia representantes.

*Com Leonardo Fuhrmann

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