Advogados, funcionários do Supremo e até ministros comemoraram anúncio de aposentadoria do presidente da Corte. Um deles chegou a brincar: "Vamos beber?"

Nos corredores e no meio jurídico, houve comemoração com o anúncio da saída do presidente do STF, Joaquim Barbosa. Advogados e até funcionários do Supremo se manifestaram felizes com o anúncio do presidente da Corte. Nos corredores do Supremo, o sentimento foi de alívio, inclusive entre os próprios ministros. Um deles chegou a afirmar a interlocutores em tom de brincadeira: “Vamos beber?”

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Durante toda a tarde, funcionários de Barbosa já começaram a organizar alguns documentos e processos antes da saída do presidente. Até o fechamento desta reportagem, não houve conversas entre Barbosa e Ricardo Lewandowski, vice-presidente da Corte, e nem existem reuniões marcadas para se iniciar um processo de transição, como tradicionalmente ocorre no Supremo.


Ao abrir a sessão nesta quinta-feira, Barbosa anunciou o que já havia sido dito pelo presidente do Senado , Renan Calheiros (PMDB-RN): vai deixar o Supremo em junho. "Tive a felicidade, satisfação e alegria de compor essa Corte, talvez em seu momento mais fecundo, de maior criatividade e de importância no cenário politico e institucional do País. Sinto-me deveras honrado de ter feito parte deste colegiado e de ter convivido com diversas composições e, evidentemente, com a atual composição. Agradeço a todos.”

Embora já discutida nos bastidores há vários meses, a aposentadoria de Barbosa até agora não havia sido confirmada. Chegou a se falar na saída do ministro do cargo em agosto, mas Barbosa surpreendeu ao informar que deixaria o cargo em junho. Nos bastidores do STF, a avaliação é de que Barbosa isolou-se mais do restante da Corte nos últimos meses. Mais recentemente, diante da polêmica sobre o trabalho externo de condenados do mensalão, esse isolamento teria se intensificado, de acordo com interlocutores.

Muito da especulação que girava em torno da aposentadoria do presidente do STF tem a ver com a possibilidade de ele ingressar na carreira política, aproveitando a exposição trazida pelo julgamento do mensalão. Pela legislação eleitoral, entretanto, ele fica de fora da disputa em outubro, mas pode se candidatar em 2018

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