Presidente do Conselho de Ética vai ao STF pedir documentos da Lava Jato

Por Marcel Frota - iG Brasília |

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Ricardo Izar terá audiência com Teori Zavascki para pedir que ministro separe as partes da ação penal que dizem respeito aos deputados André Vargas e Luiz Argôlo

O presidente do Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara dos Deputados, Ricardo Izar (PSD-SP), tem encontro marcado com o ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal. Zavascki é o relator no STF da ação penal oriunda da Operação Lava Jato, da Polícia Federal. Embora não possa ter acesso aos autos nessa fase da investigação, o presidente do Conselho de Ética pretende adiantar alguns trâmites para dar celeridade ao processo que apura se houve ou não quebra de decoro parlamentar do deputado André Vargas (ex-PT-PR).

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Alan Sampaio / iG Brasília
André Vargas é alvo de processo de cassação

Segundo a PF, Vargas teria intermediado os interesses do doleiro Alberto Youssef no Ministério da Saúde por meio de convênios da Pasta com a Labogen, laboratório ligado ao doleiro. Youssef foi preso pela Polícia Federal no âmbito da Operação Lava Jato. Ontem terminou o prazo regimental de 10 dias para que Vargas indicasse oficialmente seu defensor no processo que corre no Conselho de Ética. Como não o fez, e há quem veja nisso uma estratégia de protelação, Izar indicou o deputado Eurico Júnior (PV-RJ) para a função.

Com a indicação, Vargas terá de apresentar sua defesa formal ao Conselho. Para isso, Izar concedeu mais 10 dias para que o defensor nomeado apresente sua defesa. Na audiência que terá com Zavascki, marcada para às 13h30 desta quinta-feira, Izar pretende pedir ao ministro possa separar a parte da ação penal que diz respeito a Vargas para que, uma vez apresentada a defesa, o relator do caso no Conselho de Ética, Júlio Delgado (PSB-MG), tenha acesso mais rápido à papelada. Por isso mesmo, Izar irá acompanhado do deputado mineiro para o encontro com Zavascki.

Argôlo

Outro deputado suspeito de quebra de decoro por envolvimento com Youssef é Luiz Argôlo (SDD-BA). Segundo a PF, Argôlo e Youssef trocaram mensagens para supostamente acertar detalhes da transferência de R$120 mil que teriam como destino a conta de Vanilton Bezerra, chefe de gabinete de Argôlo. Ao contrário de Vargas, o deputado baiano já constituiu um advogado para atuar no Conselho de Ética, Aluísio Lundgren Corrêa Régis. Ontem ele falou em defesa de Argôlo quando da apresentação do relatório preliminar.

Agência Câmara
Deputado federal Luiz Argôlo (PP/BA)

O relatório preliminar, feito por Marcos Rogério (PDT-RO), pediu a investigação de Argôlo, mas não pode ser votado por causa de um pedido de vistas. Mesmo assim, o processo contra o baiano já está correndo, já que o parlamentar é alvo de duas representações, uma delas da Mesa Diretora, que dispensa a aprovação do relatório preliminar. Por isso mesmo, Rogério deverá participar a audiência ao lado de Izar e Delgado. O objetivo é o mesmo, pedir ao magistrado que já adiante a separação da parte do processo que diz respeito a Argôlo.

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