Dilmistas apostam em tempo de TV para reparar danos em imagem

Por Brasil Econômico - Gilberto Nascimento |

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Os principais trunfos são o tempo no horário eleitoral gratuito de rádio e TV, possivelmente muito maior que o dos opositores, e a própria legislação eleitoral vigente para meios eletrônicos

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Integrantes da comunicação da pré-campanha à reeleição da presidente Dilma Rousseff acreditam que os piores momentos da imagem da petista estão com os dias contados. Apesar da preocupação com a situação do País durante o mês da Copa do Mundo e de desgastes com eventuais problemas na infraestrutura preparada para o evento, dilmistas apostam no começo oficial da campanha política para recuperar parte dos estragos na imagem da presidente e de seu governo. Os principais trunfos são o tempo no horário eleitoral gratuito de rádio e TV, possivelmente muito maior que o dos opositores, e a própria legislação eleitoral vigente para meios eletrônicos, que impede a editorialização do noticiário e a exploração das informações negativas contra qualquer um dos candidatos.

A expectativa se baseia também em dados históricos. Nas duas últimas eleições presidenciais, os candidatos petistas avançaram nas pesquisas de intenção de voto nos meses de agosto e setembro, com o começo oficial da campanha eleitoral. Além de diminuir a cobertura negativa, o partido teria oportunidade de expor melhor as obras do governo da presidente Dilma, como trechos inaugurados da ferrovia Norte-Sul e os avanços na transposição do Rio São Francisco, por exemplo. “A imagem do Minha Casa Minha Vida está muito ligada ao governo Lula, mas a presidente Dilma entregou mais unidades habitacionais dentro do programa”, exemplifica um dos integrantes da equipe petista. Para este profissional, o governo perdeu a batalha da comunicação nos últimos anos e agora terá trabalho para reverter sua imagem. Isso deve tornar a campanha mais acirrada.

A família concursada de Campos

Em encontro ontem com empresários, o presidenciável Eduardo Campos (PSB) prometeu um Estado governado “por mérito, com metas de competitividade e remuneração variável”, sem distribuição de cargos na administração aos partidos em troca de apoio político. Quando questionando sobre as acusações de prática de nepotismo quando esteve à frente do Governo de Pernambuco, Campos rebateu: “Institui a lei contra o nepotismo em Pernambuco em 2006. Com cerca de 250 mil servidores públicos no Estado é natural que eu tenha parentes que trabalham para o governo. Mas nenhum é por nomeação, são todos concursados”, afirmou.

Prefeito quer Kassab com Alckmin

Com a possibilidade de desistir da candidatura própria ao Palácio dos Bandeirantes, o ex-prefeito paulistano Gilberto Kassab está dividido entre apoiar a reeleição de Geraldo Alckmin (PSDB) ou o presidente da Fiesp, Paulo Skaf (PMDB), aliado da presidente Dilma. Hoje, ao que tudo indica, Kassab estaria mais propenso a apoiar o tucano. Um dos principais simpatizantes desta ideia dentro do PSD é o prefeito de Mogi das Cruzes, na Grande São Paulo, Marco Bertaiolli.

Prefeita prefere aliança com Paulo Skaf

A prefeita de Ribeirão Preto, Dárcy Vera, é a principal defensora do apoio a Paulo Skaf. Ela é adversária do PSDB na região e próxima do presidente estadual do PMDB, Baleia Rossi, cuja carreira política também foi construída na cidade. Como Kassab já descartou a possibilidade de apoio ao PT no Estado, os petistas tem trabalhado pelo seu apoio a Skaf.

Padilha: proposta para agricultura familiar

Depois de rodar as regiões de Sorocaba, Alta Paulista e noroeste do Estado com a caravana Horizonte Paulista, o pré-candidato do PT ao governo, Alexandre Padilha, recebeu pedidos para criar uma secretaria a fim de fortalecer a agricultura familiar. Ele estuda a inclusão da proposta em seu programa de governo.

“Lula superou as expectativas como presidente. Um homem sem rancores, que não perseguiu ninguém, nunca falou mal de ninguém”, Paulo Maluf, deputado federal (PP-SP) e ex-governador, antes de ratificar o apoio de seu partido aos candidatos do PT

*Com Leonardo Fuhrmann e colaboração de Patrycia Monteiro Rizzotto

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