Base aliada indica nomes que faltavam para CPI da Petrobras

Por Agência Brasil |

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O PT no Senado indicou os senadores Humberto Costa, José Pimentel e Aníbal Diniz como membros titulares

Agência Brasil

Os partidos da base aliada ao governo no Senado fizeram as indicações de membros que irão compor a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) da Petrobras. O prazo havia vencido na última terça-feira (20), mas os governistas não fizeram as indicações na data. Com isso, o presidente do Congresso, senador Renan Calheiros (PMDB-AL), ficou de fazer as indicações até esta noite. Os partidos da base se anteciparam e indicaram os nomes.

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O PT no Senado indicou os senadores Humberto Costa (PT-PE), José Pimentel (PT-CE) e Aníbal Diniz (PT-AC) como membros titulares. Os senadores Inácio Arruda (PCdoB-CE) e Ana Rita (PT-ES) foram indicados pelo bloco de apoio ao governo como suplentes.

Já o bloco da maioria, que tem o PMDB como maior membro, indicou os senadores João Alberto (PMDB-MA), Valdir Raupp (PMDB-RO), Vital do Rêgo (PMDB-PB), Kátia Abreu (PMDB-TO) e Ciro Nogueira (PP-PI). Com isso, a lista de composição da CPMI se completa.

A base aliada na Câmara já tinha feito as indicações desde a semana passada. Mais cedo, o líder do governo em exercício na Casa, deputado Henrique Fontana (PT-RS), disse que “é preciso termos duas CPIs”, se referindo às investigações que os governistas querem fazer sobre denúncias de irregularidades no metrô de São Paulo.

Segundo ele, esta seria a única forma de equilibrar as forças com a oposição no Parlamento. “Seria incompreensível que a candidatura do Aécio Neves [pré-candidato à Presidência pelo PSDB] queira organizar um palco político eleitoral em torno da Petrobras e não estejam dispostos a enfrentar o mesmo palco político eleitoral em torno do cartel dos trens e propinas no governo de São Paulo”, completou.

Na avaliação do senador Alvaro Dias (PSDB-PR), um dos primeiros atos da CPI mista deveria ser a convocação do ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa, preso na Operação Lava Jato, da Polícia Federal. "Nesta CPMI, nós temos a obrigação de participar. Vamos tentar colaborar para que ela não se transforme também em uma farsa. Não pode ser a CPI da embromação. Nós queremos que investigue", disse, segundo informação divulgada pela Agência Senado.

A base aliada teve uma reunião, mais cedo, com o ministro da Secretaria de Relações Institucionais (SRI), Ricardo Berzoini. Além de Fontana, participaram do encontro os deputados Vicentinho e Arlindo Chinaglia, ambos do PT paulista, Eduardo Cunha e Manoel Júnior (PMDB), Antônio Brito (PTB), Moreira Mendes (PSD), Vieira da Cunha (PTB) e Luciana Santos (PCdoB).

Além das investigações em torno das comissões de inquérito, a base governista tratou de medidas provisórias que trancam a pauta da Casa. Uma delas (MP 639/14) prevê a doação de dois terrenos da União para garantir as obras do novo porto do Rio de Janeiro, no bairro da Gamboa, e outra (MP 640/14) que redefine funções gratificadas para servidores de carreira que estiverem atuando na Copa do Mundo.

“[As funções] só podem ser usadas por servidores de carreira. Há um nível de acordo razoável. Não cria gasto nenhum”, garantiu Fontana, ao descartar impasses na liberação da pauta ainda hoje. O líder do governo ainda disse que acredita que mesmo com essa sessão e a previsão de votação de vetos presidenciais marcada para as 19h, é possível que os parlamentares também apreciem as quase 20 emendas ao projeto que altera o Supersimples.

* Com informação da Agência Senado

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