Copa fora dos estádios é risco para as eleições

Por Brasil Econômico - Octávio Costa e Paulo Henrique de Noronha |

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Ao garantir que ainda é cedo para fazer prognósticos, Marcos Coimbra, dono do Instituto Vox Populi, garante que Dilma Rousseff é a favorita na disputa pelo Planalto

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Desde 1988, um ano antes da primeira eleição direta para a Presidência após a ditadura militar, o sociólogo e PhD em Ciências Sociais pela Universidade de Manchester Marcos Coimbra é um estudioso atento da política brasileira, tornando-se interlocutor de políticos de diferentes matizes ideológicos, entre os quais o ex-presidente Lula.

Pesquisa Ibope: Dilma tem 40%, Aécio, 20%, e Campos, 11%

À frente do instituto Vox Populi, de Belo Horizonte, Coimbra não titubeia em dizer que a presidenta Dilma Rousseff é a favorita desta eleição. Mas ressalva: “Ainda é cedo para fazer prognóstico”. Para ele, o maior risco de Dilma começa nas próximas semanas — a Copa do Mundo. E tem pouco a ver com o sucesso da seleção de Luiz Felipe Scolari:

“O impacto eleitoral mais relevante não decorrerá do que acontecer dentro do gramado, mas sim no entorno, fora do estádio. O Brasil vai passar vexame? Vai ter avião perdido, jornalista que não consegue ligar para a matriz? Haverá filas, acidentes? Isso pesaria mais que o resultado esportivo”.

O sociólogo acha válida a propaganda do “medo” do PT: “A hora de fazer a campanha negativa, de dar esse choque, é agora”. Mas conta que, a partir de agosto, não há lugar para esse tipo de mensagem. “Quando começar a campanha eleitoral, a propaganda do PT e da Dilma vai ser positiva, mostrando obras, as coisas que foram e serão feitas”. Coimbra avalia que Aécio “cresceu, mas cresceu pouco” nas pesquisas. E que Eduardo Campos perdeu a chance de colocar-se na disputa. “Tudo indica que a eleição deste ano está caminhando para voltar a ser um enfrentamento entre PT e PSDB”.

Nélio Rodrigues
Marcos Coimbra, dono do Instituto Vox Populi


As últimas pesquisas mostram que a presidenta Dilma Rousseff parou de cair e até teve algum crescimento. O sr. acredita que ela chegou a seu limite de queda e que há, de novo, possibilidade de vitória no primeiro turno?

Ainda é cedo para se fazer prognósticos, porque existe um processo que não está ainda concluído, de perda de avaliação positiva do governo e de aumento do mau humor de uma parte importante da opinião pública, e não há muita razão para imaginar que haja uma reversão no curto prazo. Teremos, a partir de 12 de junho, um assunto que vai atrair o interesse da opinião pública, que é a Copa do Mundo. Se isso vai ser positivo ou negativo para ela, também é incerto. Mas há uma boa chance de que quando a Copa começar a atrair o interesse do eleitor, o mau humor, a cobrança e a insatisfação com o governo diminuam. Não porque as pessoas mudem de opinião, apenas porque estarão pensando em outras coisas. O grande momento de mudança acontecerá muito mais à frente, de agosto em diante. Sinceramente, não imagino grandes mudanças antes de agosto, salvo algum fenômeno imprevisto, suscitado pela Copa do Mundo.

O programa de TV do PT no último dia 13, e o fato de Dilma ter aparecido com o ex-presidente Lula e estar percorrendo o país inaugurando obras poderia ter ajudado nessa redução de sua queda nas pesquisas?

Acho que é prematuro concluir isso. O conjunto de pesquisas sendo feitas, quantitativas e qualitativas, sugere que esse momento de perda de avaliação positiva e de aumento do mau humor, das cobranças e da insatisfação, ainda não passou. Acredito que ainda está em curso.

E o que o sr. achou da estratégia do “medo”, utilizada pelo programa do PT na TV?

O que os americanos chamam de propaganda negativa, que pode ser tanto diretamente contra um adversário ou um partido, faz parte do arsenal da comunicação política moderna. E nenhuma força política abre mão da possibilidade de usar esse tipo de propaganda. E nem deve, porque muito provavelmente haverá esse conteúdo vindo do outro lado. Ao mesmo tempo, a discussão a respeito de “volta ao passado” não é despropositada na eleição deste ano. Afinal, o principal candidato de oposição, do PSDB, faz questão de se aproximar do ex-presidente Fernando Henrique e trouxe para a campanha dele pessoas que participaram do governo FHC. Existe um “cheiro” de Fernando Henrique na campanha Aécio Neves. Então, essa estratégia não é descabida, não é uma invenção de João Santana (responsável pelo marketing político do PT). Há uma pauta na oposição, incluindo até o Eduardo Campos, de crítica a diversos aspectos da política econômica implantada a partir do primeiro governo Lula — a valorização do salário mínimo, o aumento das transferências sociais, reajuste das aposentadorias e pensões acima da inflação etc. Essa crítica justifica, do lado do PT, o uso da propaganda negativa. Não acho errado. Mas acho que, a partir de agosto, não há lugar para esse tipo de campanha. Quando começar a campanha eleitoral, a propaganda do PT e da Dilma vai ser inteiramente positiva, mostrando obras, as coisas que foram feitas e serão feitas no futuro governo. A hora de fazer a campanha negativa, de dar esse choque, é agora.

Essa campanha do PT teria sido uma resposta a uma demanda forte por mudanças?

Se olharmos o conjunto da propaganda do PT que foi para a TV, nota-se que essa parte do “fantasmsa do passado” não ocupou a maioria do tempo. O uso complementar dessa propaganda negativa é claro que tem a ver com uma defesa e tem a ver com esse modo de discutir a questão da mudança, só que de um ponto de vista que interessa ao governo. Que é falar da mudança, sim, mas da mudança que a Dilma vai fazer.

O sr. comentou em sua coluna numa revista semanal que tanto Aécio quanto Eduardo Campos não têm apresentado propostas objetivas. Porém, mesmo assim, o Aécio cresceu nas pesquisas mais recentes.

Tanto Aécio quanto Eduardo estão fazendo uma coisa que, do ponto de vista político, faz sentido. Existe esse mau humor, essa insatisfação, há uma parcela que não está nada feliz com o que está acontecendo com o Brasil, por várias razões. O modo mais simples de se colocar neste momento é sendo contra. Aliás, quanto menos proposta concreta se colocar em cima da mesa, melhor. Porque ser contra é um modo de atrair muitas pessoas. Se esses candidatos começarem a dizer exatamente o que vão fazer, podem ter um problema. O que fica claro é o modo muito ambíguo como ambos lidam com as políticas de transferência de renda, das quais a mais vistosa é o Bolsa Família. O Aécio criticou a Dilma por ter dado uma correção do Bolsa Família por um valor abaixo do que deveria, mas não assume um compromisso de ele mesmo dar esse reajuste, porque isso muito provavelmente afastaria uma grande parcela de partidários da candidatura dele, que são visceralmente contra o Bolsa Família, por uma série de motivos, principalmente o preconceito.

E o crescimento do Aécio?

É fato que ele subiu no conjunto das pesquisas, entre 3 e 4 pontos. Mas é preciso lembrar que as pesquisas que constataram esse aumento foram feitas imediatamente depois da propaganda partidária do PSDB em rede nacional de rádio e TV.

Onde Aécio colou muito sua imagem em Tancredo Neves...

Exatamente. Mas se olharmos eleições anteriores, veremos que esse crescimento de 4 pontos é bem aquém do padrão de campanhas passadas. Ou seja, ele cresceu, mas cresceu muito pouco. E chegar a 20 pontos na média das pesquisas apenas o recolocou no lugar em que ele estava no ano passado. Se fizermos uma comparação num prazo um pouco mais longo, veremos que Aécio e Eduardo estão hoje, fundamentalmente, no mesmo lugar onde estavam há sete, oito meses atrás. E isso é uma das características que mais chamam a atenção nessa eleição. Que é como o eleitor não está se movimentando para lugar nenhum. Teve um movimento de queda da Dilma, mas que não virou voto para os adversários.

E esse grande universo de indecisos, ou votando em branco ou nulo, será que esses eleitores se definirão mais à frente? Esse grupo está acima do normal das eleições passadas?

Está bem acima do normal. Recentemente vi os números da eleição de mudança mais próxima que tivemos, que foi a de 2002, que Lula venceu. Nessa altura do ano, em 2002, a soma de “não sei", branco e nulo passava um pouco de 10%, e nós estamos hoje com 35%. Por que? É um problema de oferta ou é um problema de procura? São os eleitores que não se interessam pelos produtos? Ou a oferta é que é inadequada para as expectativas dos eleitores?

Qual o seu palpite?

Eu não sei dizer... acredito até que pode ser uma combinação das duas coisas. Acho que vamos fazer em outubro uma eleição que não é a eleição dos sonhos da maior parte do eleitorado. Escolher entre Dilma, Aécio e Eduardo Campos talvez não fosse o que uma parcela importante do eleitorado gostaria.

Eles gostariam que tivesse o Lula no páreo?

Alguns gostariam que tivesse o Lula, outros que fosse uma eleição com uma agenda completamente diferente, outros que estivéssemos discutindo uma ampla mudança na cultura e no sistema político brasileiro, e não a escolha entre fulano, beltrano e sicrano. E em algum momento, especialmente quando começar a propaganda eleitoral em agosto, nós não estaremos mais fazendo um plebiscito do governo Dilma, não estaremos discutindo o que não vai ser feito, não será mais a discussão se a Copa do Mundo foi boa ou ruim, vai ser entre fulano, beltrano e sicrano, em quem você vota.

O resultado da Copa pode ter algum impacto? Se, por exemplo, o Brasil cair prematuramente...

O impacto eleitoral mais relevante não decorrerá do que acontecer dentro do gramado, mas sim no entorno, fora do estádio. O Brasil vai passar vexame? Vai ter avião perdido, jornalista que não consegue ligar pra matriz? Haverá filas, acidentes? Isso pesaria mais que o resultado esportivo dentro de campo.

E pode afetar a campanha da presidenta?

Com certeza. Neste momento, o que vemos nas pesquisas é que muitas pessoas acham que vai acontecer alguma coisa. Ou muitos protestos, ou um vexame nacional devido à incompetência, ou alguma falência da infraestrutura na hora H. Somente o decorrer da Copa sem grandes sobressaltos, que é o que parece mais provável, é que pode tirar do horizonte essa sombra.

E o sr. acha que, a partir de agosto, com a presidenta tendo quase 17, 18 minutos de rádio e TV, contra pouco mais de 6 minutos de Aécio e 2,5 minutos de Eduardo Campos, Dilma poderá recuperar os percentuais que teve na outra eleição?

Isso é o que sempre acontece. Quem cresce nas eleições em que há reeleição é sempre o candidato do governo, e não seus adversários. Quem apostar as fichas em que irá crescer quando começar a propaganda eleitoral, pode ter uma surpresa negativa. Em 1998, Fernando Henrique começou o horário eleitoral com uns 30 e poucos porcento de avaliação positiva, chegou a estar empatado com Lula em junho, e aí chegou no final da eleição com 50% e ganhou no primeiro turno. Com o Lula, aconteceu uma coisa parecida em 2006. Ele também cresceu quando começou a propaganda eleitoral, acabou batendo na trave, disputou o segundo turno, continuou com avaliação positiva crescendo e teve uma vitória muito folgada.

Fala-se muito da situação econômica, que a inflação chegou à mesa das famílias e que isso seria um ponto de desgaste da Dilma...

Esse é o principal ponto de desgaste dela. Desde 2013 que o aumento das preocupações com inflação, com a perda de dinamismo da economia, e com aquela imagem do Brasil que estava avançando e progredindo — e que, de repente, perdeu vitalidade — as pessoas ficaram menos confiantes nessa aposta de que o Brasil estava finalmente dando certo. Isso tudo está por trás da perda de popularidade da Dilma desde o ano passado. E não sei se isso mudará até as eleições, porque as pessoas continuarão preocupadas.

Bolsa Família ainda é um diferencial na campanha de Dilma? Agora tem o Mais Médicos, o Pronatec... Esses programas tocam o eleitor?

Certamente. Alguns desses programas precisam de uma revitalização, e acho que o Bolsa Família é o exemplo mais típico. Ele foi muito atacado, não tanto pela oposição política, mas pela oposição na sociedade, que teve uma reação muito hostil ao Bolsa Família, tende a atribuir ao programa a responsabilidade por inúmeras coisas das quais não gosta, entre elas a vitória de Lula e do PT. O Bolsa Família é um desses programas cuja imagem envelheceu e precisa de uma revitalização para voltar a ter um papel positivo na campanha de Dilma. Mas os programas novos, em geral, são muito bem avaliados.

Por que os dois candidatos da oposição pouco ressaltam as realizações de suas administrações? Aécio e Campos não falam quase de seus governos em Minas e Pernambuco, respectivamente.

Esse material certamente está sendo guardado para a campanha eleitoral em agosto. Ambos fizeram governos muito bem avaliados pela opinião pública, objetivamente bons no padrão brasileiro, acima de outros governadores. É claro que irão usar isso como credencial para substanciar a ideia de que eles são mais capazes que a Dilma.

O sr. acha que Eduardo Campos, que anda bem atrás nas pesquisas, ainda tem alguma chance?

No início do ano, em que parecia que ele poderia adquirir um certo dinamismo, ele tinha mais chances de dar certo do que agora. Hoje, sinceramente, está aparecendo mais o quadro da polarização que temos na política brasileira desde 1994. Tudo indica que a eleição deste ano está caminhando para voltar a ser um enfrentamento entre o PT e o PSDB.

E Marina Silva, aparentemente, não está conseguindo transferir seus votos para Eduardo Campos...

É difícil imaginar que alguém na função de vice tenha tanta capacidade assim... Em eleições anteriores nós já vimos isso. Às vezes, até no estado em que a pessoa fez a carreira dela, ninguém sequer lembra quem é o candidato a vice. Nossa cultura política é muito centrada nas pessoas e é pouco provável que alguém decida o seu voto raciocinando quem é o vice.

Nas pesquisas, vemos que a presidenta ainda tem uma folga muito grande no Norte e Nordeste, é quase uma muralha da China. Aécio teria condições de vencê-la nessas regiões?

A vantagem dela realmente é muito grande nessas regiões. E é uma vantagem que vem se cristalizando, é um modo de organização do eleitorado que já vem se consolidando desde as eleições do Lula. Imagino que este ano, de novo, vamos ter uma forte vantagem dela no Norte e Nordeste. E há muito pouco que se possa fazer contra isso. Tem ideias como “Vamos arrumar um vice no Nordeste!”, uma discussão que às vezes acontece dentro do PSDB... mas isso é quase inócuo.

Uma vice mulher, ajudaria alguma coisa?

Seria simbólico. As pessoas escolhem vice pensando muito mais em aspectos puramente simbólicos para a candidatura.

E um vice Fernando Henrique Cardoso, seguiria essa lógica, ou teria algum diferencial?

Isso sublinharia de maneira tão radical a ideia de volta ao passado, que, sinceramente, eu acho que seria quase como que um suicídio político.

As disputas em estados como Rio de Janeiro e Maranhão, com duplos ou triplos palanques, que causam certos atritos na base aliada, podem prejudicar a campanha dae Dilma?

Causa atritos, mas isso é muito mais relevante no meio político do que para o eleitor. Às vezes o eleitor nem se dá conta de que existe uma discussão se vai ser Pezão, Crivella ou Lindebergh que vai subir no palanque com a Dilma no Rio. Para a grande maioria do eleitorado nos estados, a decisão a respeito do voto presidencial é uma decisão que o eleitor toma sem sequer prestar atenção nessas questões de quem é o candidato que aqui ou ali apoia, ou não apoia, a chapa presidencial. O exemplo mais típico é Minas Gerais, onde nas duas eleições de Lula e na eleição de Dilma as pessoas não tiveram absolutamente nenhum problema em votar em Aécio para governador e Lula para presidente, e depois em Anastasia para o Estado, e Dilma para o Planalto.

O sr. acha que nos estados teremos um quadro de previsões difíceis, como no Rio, que tem vários candidatos com chance, e em São Paulo e Minas, onde há real possibilidade de o PT ganhar, ou ainda no Maranhão, onde Flávio Dino ameaça romper um longo domínio da família Sarney?

Talvez não seja tão diferente quanto o quadro de eleições de governador em anos anteriores. O PT de fato tem chances de fazer a “tríplice coroa”, ganhando em São Paulo, Minas e Rio. A chance talvez não seja muito grande, mas não é nada inusitado. Vamos lembrar que em 1994 o PSDB fez o presidente e os governos de São Paulo, Rio e Minas. Para o eleitor, a ideia de botar todos os ovos na mesma cesta não é problema. A ideia de que está na hora de mudar porque mudança é um valor em si, por sua vez não faz muito sentido.

Muitos empresários e o mercado financeiro falam que haveria necessidade de se oxigenar a democracia e aí a mudança faria parte disso.

Esse é um argumento abstrato, com o qual provavelmente qualquer pessoa concorde. Mas, na hora de votar, as pessoas fazem uma comparação entre candidatos concretos, num momento concreto, para fazer coisas concretas. Ninguém vota em tese, ninguém votará no candidato B, porque ele é mudança, apesar de achar que o A é melhor para si. O candidato, o que ele representa, aquilo que ele vai manter e vai mudar, do lado de quem ele está, e contra quem ele é, tem uma porção de elementos que fazem parte do modelo de decisão do eleitor.

A rejeição do mercado financeiro à presidenta Dilma tem importância?

Outro dia vi uma pesquisa feita por um veículo de economia em que ela teve se não me engano 3% e o Aécio teve 70%. Eu acho que a pesquisa é verdadeira, de fato deve ser essa a intenção do voto hoje entre os personagens do mercado financeiro e nas grandes corporações. É possível ganhar a eleição apesar da oposição desses setores, mas eu acho provável que daqui até agosto o governo e a Dilma procurem diminuir essa antipatia.

TV ainda é uma coisa muito forte na eleição, e ao mesmo tempo vemos crescendo as redes sociais, com muitos candidatos tentando usá-las. Morreu o comício em praça pública?

Morreu o comício, e dificilmente ressuscitará. Por várias razões, entre elas porque a Justiça Eleitoral tanto fez que tornou os comícios completamente desinteressantes para o cidadão comum, através da proibição de qualquer tipo de festa, de manifestação de alegria e satisfação, que eram típicos dos comícios. É difícil imaginar que ao proibir de músicos e cantores se aumente alguma coisa na qualidade da democracia. Veja as eleições americanas, nas quais é completamente comum que artistas façam shows em homenagens a políticos e expressem suas preferências. O comício morreu. Vamos ter outra vez uma eleição em que as redes sociais poderão ter um papel muito grande, não sabemos quanto, mas todos apostam que será maior do que no passado.

Para finalizar, o sr. acredita que a presidenta Dilma se reelege?

Acredito que ela é a favorita. As dificuldades que ela está atravessando agora — que não são pequenas —, esse cenário provavelmente vai mudar.

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