No Rio, Cabral lucra com ou sem o PDT na chapa de Pezão

Por Brasil Econômico - Gilberto Nascimento |

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Pezão quer se aliar aos pedetistas para ampliar o seu tempo na TV. Mas há uma avaliação entre peemedebistas de que a ida do PDT para os braços petistas não seja tão mau negócio assim

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O PDT sonha com a vaga de vice do candidato a governador do Rio Luiz Fernando Pezão (PMDB). O diretório regional do partido sinalizou essa preferência, mas não descartou uma aliança com o candidato petista, senador Lindbergh Farias. As conversas prosseguem. Pezão quer a todo custo se aliar aos pedetistas para ampliar o seu tempo na televisão. Mas há uma avaliação entre peemedebistas de que a ida do PDT para os braços petistas não seja tão mau negócio assim. Como o PT já prometeu a vaga de vice ao PV, os pedetistas - se essa união com Lindbergh vier a ser confirmada -, indicariam o nome ao Senado na chapa. A vaga seria destinada ao próprio presidente nacional do PDT, Carlos Lupi. Essa composição agradaria ao ex-governador Sergio Cabral, candidato ao Senado.

Alguns peemedebistas creem que seria mais fácil ele enfrentar Lupi do que a deputada Jandira Feghali (PCdoB), a princípio a candidata ao Senado na chapa petista. Jandira é a indicada, mas preferiria concorrer à Câmara. Para a eventual entrada na chapa do PMDB, o PDT indicou como vice o deputado estadual de Niteroi Felipe Peixoto. A vaga de vice de Pezão, no entanto, é disputada por vários outros partidos, como o PP de Francisco Dorneles e o PSD do ex-prefeito paulistano Gilberto Kassab. A preferência pelo PDT é vista dentro do PMDB como um desejo pessoal de Pezão. Outros setores do partido preferem Dorneles, com o argumento de que ele abriu mão de disputar a reeleição em favor do apoio a Cabral. Dirigentes pedetistas argumentam que, apesar de o partido ter sinalizado que prefere caminhar com o PMDB, a decisão ainda depende de “acertos programáticos”.

PP próximo de apoio ao PT em São Paulo

O PP de São Paulo pretende anunciar no começo da próxima semana o apoio à candidatura do ex-ministro Alexandre Padilha (PT) ao Palácio dos Bandeirantes. Favorece o acordo a boa relação entre os partidos no nível federal e na prefeitura da capital paulista. O PP, no entanto, também está na gestão do tucano Geraldo Alckmin, candidato à reeleição. Padilha destaca a importância do PP em sua chapa, inclusive por causa do ministério que controla no governo Dilma, o das Cidades, encarregado de temas como a mobilidade urbana. Os pepistas não estão exigindo a participação na disputa majoritária, o que mantém aberta a vaga de vice na coligação.

Pró-argentino

O secretário-geral do PP paulista, Jesse Ribeiro, teve uma semana de negociações intensas. Além de discutir a coligação com o PT, tratou da contratação do técnico Ricardo Gareca pelo Palmeiras. Vice-presidente do clube, ele era um dos defensores da escolha do argentino, que foi contratado.

Um erro cinematográfico

O polêmico filme "Amor Estranho Amor", estrelado pela apresentadora Xuxa em 1982, foi dirigido pelo cineasta paulista Walter Hugo Khouri. Ontem, esta coluna o atribuiu equivocadamente a Carlos Reichenbach. Há anos, Xuxa tem conseguido na Justiça impedir a distribuição oficial do filme, o que aumenta a desinformação sobre seu conteúdo, muitas vezes tratado falsamente como pornográfico.

Cajuína adoça relações entre petista e líder tucano

O senador Wellington Dias (PT-PI) prometeu e cumpriu: presenteou cada
senador com uma garrafinha de cajuína e castanhas piauienses para
comemorar o reconhecimento da bebida como patrimônio cultural. Em
meio aos debates acalorados, a cajuina foi capaz de selar momentos de
paz com a oposição, como um brinde feito com o líder do PSDB, Aloysio
Nunes (SP).

“Eu quero dizer à senhora que, onde quer que esteja no futuro, quando deixar o seu ou os seus governos, terá para sempre um admirador, que reconhecerá o seu gesto por Goiás”, Marconi Perillo, governador de Goiás (PSDB), a Dilma, ao agradecer obra no Estado.

*Com Leonardo Fuhrmann

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