Mesmo na cadeia, Justiça no Paraná pede nova prisão do doleiro Youssef

Por Agência Brasil | - Atualizada às

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Preso devido à Operação Lava Jato, Alberto Yousseff também teve prisão preventiva decretada por suposta lavagem de dinheiro no caso Banestado, que envolveu rede de doleiros

Agência Brasil

A Justiça Federal no Paraná determinou a prisão preventiva do doleiro Alberto Youssef. A medida está relacionada com o processo que ele responde por lavagem de dinheiro no Caso Banestado, esquema de corrupção que revelou a operação de uma rede de doleiros para o envio ilegal de recursos para o exterior na década passada. O doleiro está preso em Curitiba devido à outra investigação, a Operação Lava Jato, da Polícia Federal (PF).

Leia também: Ministro do STF mantém suspeitos da operação Lava Jato presos

Em 2003, Youssef foi preso pela PF em função da investigação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Banestado. O doleiro é acusado de ser o responsável por dezenas de contas-fantasmas para enviar dinheiro de origem ilícita para fora do país. A investigação é conduzida pelo juiz Sergio Fernando Moro, que também é responsável pelos processos da Operação Lava Jato, da Polícia Federal.

Lava Jato

Deflagrada no dia 17 de março, a Operação Lava Jato, da Polícia Federal, desarticulou uma organização que tinha como objetivo a lavagem de dinheiro em seis estados e no Distrito Federal. De acordo com as informações do Conselho de Controle de Atividades Financeiras os acusados movimentaram mais de R$ 10 bilhões.

Segundo a polícia, o grupo investigado, “além de envolver alguns dos principais personagens do mercado clandestino de câmbio no Brasil”, é responsável pela movimentação financeira e lavagem de ativos de diversas pessoas físicas e jurídicas envolvidas em crimes como tráfico internacional de drogas, corrupção de agentes públicos, sonegação fiscal, evasão de divisas, extração e contrabando de pedras preciosas, além de desvio de recursos públicos.

A operação foi intitulada Lava Jato porque o grupo usava uma rede de lavanderias e postos de combustíveis para movimentar o dinheiro.

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