PSB ainda não tem definição nem em Minas e em São Paulo, onde filiados da Rede não se entendem com socialistas sobre candidaturas estaduais

Brasil Econômico

O presidenciável Eduardo Campos (PSB) afirmou, em entrevista em Feira de Santana (BA), que não pretende intervir em diretórios estaduais. Ele respondia especificamente sobre a situação de Minas Gerais, onde a Rede defende a candidatura do ambientalista Apolo Heringer, mas setores do PSB são favoráveis ao apoio ao tucano Pimenta da Veiga. Os socialistas apontam como solução a candidatura do deputado Júlio Delgado ou de seu pai, Tarcísio. A situação se repete em São Paulo, onde a Rede quer candidatura própria e já apresentou possíveis nomes para a disputa: o ambientalista João Paulo Capobianco e o professor Celio Turino. O comando do PSB paulista, que preferia apoiar a reeleição do tucano Geraldo Alckmin, tem defendido a candidatura do deputado federal Márcio França.

Em São Paulo, a deputada Luiza Erundina já defendia a candidatura própria e sugeriu Pedro Dallari, coordenador da Comissão Nacional da Verdade. A Rede concorda com o nome de Dallari, assim como uma eventual candidatura de Erundina. O grupo ligado à ex-ministra Marina Silva, no entanto, vê com desconfiança as possíveis candidaturas de França e Delgado, apontados como possíveis linhas auxiliares do PSDB. Em São Paulo, a Rede também conta com um representante no PPS, que faz parte da coligação nacional de Campos. O vereador paulistano Ricardo Young trabalha pelas candidaturas da Rede e colocou seu nome à disposição para disputar o Senado, apesar do comando do partido preferir o apoio a Alckmin. Marina tem empenho especial nos dois estados e em Santa Catarina, onde defende a candidatura de Miriam Prochnow.

Gaúchos unidos

O Rio Grande do Sul deixou de ser um problema para os aliados de Eduardo Campos. Ontem, o PPS confirmou que estará ao lado da candidatura de Ivo Sartoni (PMDB) ao governo e de Beto Albuquerque ao Senado. Lá, a Rede e setores do PSB conseguiram derrubar uma possível coligação com o PP.

Não vai ter sossego

Novas manifestações contra a Copa convocadas pelas redes sociais para os próximos dias preocupam o governo. Na sexta-feira, deve acontecer o ato “Não vai ter Copa –Rio e SP juntos contra as remoções”, às 17 horas, na favela da Grota (Complexo do Alemão), no Rio. Em São Paulo, será no sábado, às 15 horas, na praça da Sé. No mesmo dia, terá a “Marcha das Vadias”, no vão do Masp. Haverá outros protestos no dia 31 e no início de junho.

Audiência discute redução de jornada

O presidente da Câmara dos Deputados, Henrique Alves (PMDB-RN), se comprometeu a convocar uma audiência pública para discutir a carga de trabalho de 30 horas semanais para os profissionais de enfermagem, prevista no projeto de lei 2295/00. O governo afirma que a proposta, caso seja aprovada, criará dificuldades para prefeituras de todo o País, que não têm como implantar a redução sem reduzir salários. Hospitais privados, nesse caso, repassarão os custos para planos de saúde. Defensores do projeto dizem que a redução vai gerar novas ofertas de trabalho e queda no nível de stress no exercício da profissão. O texto já está pronto para ser votado em plenário desde 2009.

Em CPI, Gabrielli esqueceu o nome do chefe

Em seu depoimento ontem na CPI da Petrobras, o ex-presidente José Sérgio Gabrielli, demorou alguns minutos para lembrar o nome do nono integrante do conselho de administração da Petrobras à época em que ele presidia a estatal e quando foi realizada a compra da refinaria de Pasadena. "Ah, sim! foi o ex-ministro Wagner", disse referindo-se a Jaques Wagner, governador da Bahia, a quem Gabrielli está subordinado na secretaria de Planejamento do Estado.

“Acho que as entidades dos policiais vão compreender que o papel de suas carreiras é de dar segurança e não criar um problema para a segurança”

Aldo Rebelo, ministro do Esporte, sobre a possibilidade de greves dos servidores durante a Copa do Mundo

*Com Leonardo Fuhrmann

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