Ministro do STF muda decisão e mantém suspeitos da operação Lava Jato presos

Por Wilson Lima - iG Brasília | - Atualizada às

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Teori Zavascki reconsiderou decisão tomada no domingo e manteve a prisão de 11 suspeitos de participar de esquema

O ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal, reconsiderou parte da decisão tomada na noite de domingo (18), que libertou os presos da Operação Lava Jato, e manteve a prisão de 11 suspeitos, entre eles os doleiros Alberto Youssef, Nelma Kodama e Carlos Chater, além de Renê Luiz Pereira, acusado pelo Ministério Público Federal de movimentar recursos do tráfico de drogas, confirmou a Justiça Federal do Paraná. Youssef, que também teria elo com políticos, é suspeito de comandar um esquema de lavagem de dinheiro que teria movimentado R$ 10 bilhões. 

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Daniel Castellano/GAZETA DO POVO/Futura Press
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A decisão foi tomada após o juiz federal Sérgio Moro do Paraná argumentar que havia risco de fuga para o exterior. Segundo a Justiça paranaense, Zavascki reconsiderou a decisão devido à "peculiaridade" do caso.  No ofício enviado ao Supremo, Sérgio Moro alertou para a possibilidade de os investigados fugirem para o exterior e para provável dificuldade em repatriá-los, já que parte dos suspeitos possui bens em outros países.

Zavascki falou à imprensa antes da sessão do STF e disse que tomou a decisão de manter os 11 acusados presos após ser alertado pelo juiz Moro. “Por ora, esses que o juiz informou que têm envolvimento com o tráfico de drogas vão ficar presos. Esses que estão presos por causa das quatro ações e o que está solto [o ex-diretor da Petrobras] continua solto”, afirmou. Zavascki diz que aguarda os processos chegarem ao STF para decidir se o caso será analisado no plenário do STF.

Em sua decisão, Zavascki reconsiderou apenas as determinações sobre as prisões dos investigados, mas manteve a decisão de que as oito ações penais, abertas pelo juiz Sérgio Fernando Moro para apurar as denúncias apuradas na operação, sejam suspensas. O ministro entendeu que, em função da presença de parlamentares, que são citados nas investigações, o juizado de primeira instância não pode continuar com a relatoria dos processos. O sigilo nas investigações também segue mantido.

Moro remeteu as investigações ao STF por entender que cabe ao Supremo apurar a relação entre Vargas e o doleiro Alberto Youssef. O deputado Luiz Argôlo (SDD-BA) também é citado como envolvido com o doleiro.

Ontem, Zavascki havia decidido que todos os detidos no âmbito da operação deveriam ser soltos e não poderiam deixar suas cidades. Mas apenas o ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa, que estava preso na Superintendência da Polícia Federal (PF) em Curitiba, saiu da prisão.

A operação Lava Jato, segundo a PF, desarticulou organizações que tinham como finalidade a lavagem de dinheiro em diversos Estados do país. Costa, ex-diretor de Abastecimento da Petrobras, foi preso pela Polícia Federal no final de março, acusado de destruir documentos que o envolveriam no esquema investigado pela Lava Jato.

PF apreende farta quantia de reais e dólares no Rio de Janeiro. Foto: Divulgação/Polícia FederalPF apreendeu grande quantidade de dinheiro em cofre na cidade de Londrina, no Paraná. Foto: Divulgação/Polícia FederalEntre os crimes investigados estão contrabando de pedras preciosas e desvios de recursos públicos. Foto: DivulgaçãoSão cumpridas também ordens de seqüestro de imóveis de alto padrão, além da apreensão de patrimônio adquirido por meio de práticas criminosas. Foto: DivulgaçãoCarro de luxo apreendido pela PF. Foto: DivulgaçãoEntre os bens apreendidos, foram encontradas obras de arte no Paraná. Foto: Divulgação/PFPosto de combustível no DF onde foram feitas apreensões. Foto: Divulgação/PFOperação Lava Jato da Polícia Federal. Foto: Divulgação


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