Líderes do PSD não acreditam em recuo no apoio a Dilma

Por Brasil Econômico - Gilberto Nascimento |

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Para eles, haverá desgaste se partido apoiar Aécio Neves e indicar Henrique Meirelles a vice na chapa presidencial

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Líderes do PSD não acreditam que o partido vá deixar de apoiar a candidatura da presidente Dilma Rousseff à reeleição, apesar dos comentários de que o ex-presidente do Banco Central Henrique Meirelles poderia ser vice na chapa do presidenciável tucano Aécio Neves. Para eles, o desgaste do partido seria maior do que as possíveis vantagens que a nova aliança daria ao partido presidido pelo ex-prefeito paulistano Gilberto Kassab. Ele teria uma reunião ontem com Dilma, mas sua assessoria negou. Na semana passada ele esteve com a presidente. Na época da reforma ministerial, Kassab se antecipou a outros líderes partidários e anunciou o apoio à petista independentemente de novos cargos. O recuo agora deixaria marcas na imagem do partido, que disputa sua primeira eleição nacional.

Se o quadro nacional parece mais claro, a situação do partido em São Paulo segue complicada. As conversas com o PMDB para apoiar a candidatura do presidente da Fiesp, Paulo Skaf, não evoluíram nas últimas semanas. No mesmo período, a aproximação com o governador Geraldo Alckmin (PSDB), que disputará a reeleição, ganhou força. Por outro lado, petistas preferem que Kassab mantenha sua candidatura ou se alie a algum adversário do tucano, na esperança de garantir o segundo turno no Estado. O candidato do PT é o ex-ministro da Saúde Alexandre Padilha. Em aparições públicas, o ex-prefeito tem feito críticas à atual gestão do governo paulista. Para evitar constrangimentos para seu grupo, Kassab pode acabar mantendo sua candidatura ao Palácio dos Bandeirantes. Oficialmente, pelo menos, ele tem declarado esta preferência.

Chefes de governo confirmam presença em jogos da Copa

Dois chefes de governo e um vice-presidente já confirmaram presença na Copa do Mundo no Brasil. São eles: Angela Merkel, chanceler alemã; Pedro Passos Coelho, primeiro-ministro de Portugal; e Joe Biden, vice-presidente dos Estados Unidos. A presidente Dilma irá receber os três.

Psol: troca de candidato cria polêmica

A decisão do diretório paulista do Psol de lançar a pré-candidatura do cartunista e professor universitário Gilberto Maringoni ao governo do Estado esquentou o clima dentro do partido. A versão oficial é que o professor de Filosofia Vladimir Safatle teria desistido de disputar o cargo, o que é negado pelo próprio e por seus aliados. O partido no Estado é comandado pela ala Unidade Socialista, ligada ao deputado federal Ivan Valente. O caso está sendo levado à direção nacional.

Safatle aponta falta de empenho da direção

Segundo líderes partidários, Safatle teria desistido por causa da falta de condições para fazer a campanha. O professor de Filosofia diz que chegou a indicar possíveis financiadores para a campanha, inclusive entre os partidos aliados, mas o Psol não os procurou. Afirma ainda que queria fechar a aliança com o PSTU e o PCB antes de oficializar seu nome.

Índios organizam ato em Brasília

Líderes indígenas organizam o acampamento “Terra Livre”, em Brasília, entre os dias 26 e 29, para protestar contra “ataque dos ruralistas aos direitos indígenas”. O ato é promovido pela Articulação dos Povos Indígenas do Brasil.

PTB reclama de juiz no CNJ

O deputado estadual paulista Campos Machado, secretário-geral do PTB, encaminhou representação ao Conselho Nacional de Justiça contra o juiz federal Eugênio Rosa Araújo, que considerou que culto afro-brasileiro não seria religião. Machado acionou também o Conselho de Liberdade Religiosa da OAB.

“Agradeço o privilégio de estabelecer um marco de como o Brasil tem tratado a violência de Estado”, Vera Paiva, filha do ex-deputado Rubens Paiva, sobre a denúncia do MPF contra cinco militares responsáveis pelo assassinato de seu pai

*Com Leonardo Fuhrmann

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