Barraco na Câmara: secretário-geral parte para cima de deputado

Por Marcel Frota - iG Brasília |

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Intervenção de servidor durante sessão solene em homenagem à Coluna Preste irritou deputados. Oposição vê jogo político para adiar CPMI da Petrobras

O secretário-geral da Mesa Diretora da Câmara dos Deputados, Mozart Vianna, partiu para cima do deputado Amauri Teixeira (PT-BA). O barraco começou depois que a deputada Alice Portugal (PCdoB-BA) manifestou revolta por causa do término de uma sessão solene do Congresso em homenagem aos 90 anos da Coluna Prestes. Familiares de Luís Carlos Prestes estavam presentes à sessão, que começou com atraso e foi encerrada para que a sessão ordinária da Câmara pudesse ser aberta.

Alice protestou veementemente em tom de voz elevado dizendo que o presidente da sessão, deputado Inocêncio Oliveira (PR-PE), havia sido mal educado com os familiares de Prestes e com os presentes à sessão. Nesse momento, Vianna interveio para revolta da deputada que falava na tribuna. Teixeira tomou as dores e exigiu respeito à colega. Diante das palavras do petista, Vianna acabou deixando sua posição na Mesa Diretora e partiu para cima do petista. Ele teve de ser contido por parlamentares e assessores.

Por causa do ocorrido, o presidente da sessão resolveu encerrar a mesma por 10 minutos para que os parlamentares acalmassem os ânimos. O bate-boca continuou por mais 10 minutos. Depois do ocorrido, Vianna disse que apenas orientou Oliveira a encerrar a sessão solene para evitar ser acusado de estar protelando o prazo para que sejam feitas as indicações da CPMI da Petrobras (três sessões ordinárias). Como os partidos não indicaram os nomes, eles serão indicados pelo presidente do Congresso, Renan Calheiros (PMDB-AL), no prazo regimental de três sessões ordinárias.

Jogo político

A oposição defendeu a intervenção de Vianna e acusou o PT e o PCdoB de tentar uma manobra para evitar a abertura da sessão ordinária. “Se passa das 14h para a abertura da sessão ela é considerada sessão extraordinária, portanto, não contaria prazo para a CPMI (da Petrobras)”, acusou o deputado tucano Vanderlei Macris (SP). “É uma questão política que está em jogo, eles não querem instalar a CPMI, nós queremos”, acrescentou Macris, que parabenizou Vianna pela intervenção.

Vianna diz que a sessão da Câmara foi encerrada às 12h15 e que se a solenidade comemorativa a Coluna Prestes tivesse começado logo em seguida haveria tempo suficiente para realização. Entretanto, ele diz que os deputados ficaram esperando a presença de mais senadores para participar, o que causou o atraso. A sessão solene começou somente às 13h15. “Para mim não importa se oposição ou situação, quero cumprir o regimento”, defendeu-se Vianna. ”Sessão ordiária não pode ser cancelada, só se o presidente o fizer”, acrescentou ele.

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