Manifestações não causam surpresa a prefeitos, diz Fortunati

Por Brasil Econômico - Por Gilberto Nacimento |

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Presidente da Frente Nacional de Prefeitos, Fortunati diz que existem importantes demandas das pessoas que deviam ser atendidas pelos municípios e não são

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Para o prefeito de Porto Alegre, José Fortunati (PDT), os gestores municipais não podem se considerar surpreendidos pela onda de protestos que começou em junho do ano passado e segue até agora.

Presidente da Frente Nacional de Prefeitos, Fortunati diz que existem importantes demandas das pessoas que deviam ser atendidas pelos municípios e não são. Mas a culpa, segundo ele, não deve cair apenas nas costas dos prefeitos.

Argumenta que o governo federal dá isenções de impostos, como o IPI, e não compensa o menor repasse feito através do Fundo de Participação dos Municípios. “Hoje, a maior parte da carga tributária está nas taxas, cujo valor é encaminhado apenas para Estados e a União”, diz. As prefeituras ficam com 15% do total de impostos arrecadados no País.

Por isso, os prefeitos pretendem propor um novo pacto federativo. O documento vai ser elaborado entre hoje e amanhã, em encontro da Frente em São Paulo, e entregue aos presidenciáveis. A entidade reúne representantes dos principais partidos. Segundo Fortunati, ao mesmo tempo em que os recursos se concentram no nível federal, as obrigações sobram cada vez mais para as prefeituras. “O governo federal estimula a venda de carros e nós temos de resolver a questão da mobilidade urbana”, exemplifica. Cita ainda a educação infantil, o atendimento ambulatorial de saúde e o serviço social como áreas em que a participação dos municípios é cada vez maior. “O Congresso é irresponsável quando aumenta piso de categorias ou reduz jornadas de trabalho sem se preocupar em dar recursos para que os municípios possam cumprir”, reclama.

PT disputa redes sociais e mídias locais

Ativistas da internet ligados ao PT afirmam que a organização do partido na rede está atrasada em relação aos principais adversários. Isso ocorre apesar dos encontros públicos que o ex-presidente Lula tem mantido com blogueiros. A situação não é diferente em relação à imprensa do interior. Na semana passada, Lula abriu o Congresso dos Diários do Interior, que também recebeu os presidenciáveis Eduardo Campos (PSB) e Aécio Neves (PSDB). Segundo donos de jornais, a proximidade da imprensa regional com o governo já não é a mesma. Os atuais gestores teriam “menos compromisso com a democratização das verbas de publicidade”.

Relação direta

Apesar das críticas ao pacto federativo, José Fortunati elogia a forma como a presidente Dilma tem tratado os prefeitos. Diz que programas como o PAC e o Mais Médicos inovam por serem tratados diretamente com as prefeituras, sem a necessidade de outros políticos como intermediários.

Feministas lançam candidata

Feministas de São Paulo decidiram lançar uma candidata nas próximas eleições para defender as propostas do movimento. A indicada é a assistente social Sonia Coelho, representante da Sempre Viva Organização Feminista e coordenadora da Marcha Mundial das Mulheres. Ela deve disputar uma vaga à Assembleia Legislativa paulista, concorrendo pelo PT.

BC tem quadro reduzido, diz sindicato

O Banco Central tem sofrido um esvaziamento de seu quadro funcional e conta hoje com o menor número desde 1975, de acordo com o sindicato da categoria. Desde 2008, auge da crise financeira, o banco perdeu 20% do seu quadro de servidores, reclama o sindicato. Em 2012, a instituição pediu ao Ministério do Planejamento autorização para admitir 1.730 especialistas via concurso. Foi permitida a abertura de apenas 500 vagas, lembra o dirigente sindical Max Meira.

“A solução simplista de criminalizar estas mobilizações em nada resolve o problema, antes, aumenta-o”

Efraim Filho, deputado federal (DEM-PB), sobre a reação aos possíveis protestos durante a Copa do Mundo de futebol

*Com Leonardo Fuhrmann

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