Marcos Rogério será o relator do caso Argôlo no Conselho de Ética

Por Marcel Frota - iG Brasília | - Atualizada às

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Deputado baiano é alvo de duas representações por causa de suas relações com o doleiro preso na Operação Lava Jato da PF

O deputado Marcos Rogério (PDT-RO) será o relator no Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara dos Deputados do caso que investigará as relações de Luiz Argôlo (SDD-BA) com o doleiro Alberto Youssef. Argôlo é alvo de duas representações, uma do PSOL e outra da corregedoria da Casa. As representações usam como base reportagens que apontam troca de mensagens entre Argôlo e Youssef para supostamente acertar detalhes da transferência de R$120 mil que teriam como destino a conta de Vanilton Bezerra, chefe de gabinete do deputado baiano.

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Agência Câmara
Deputado federal Luiz Argôlo (PP/BA)

A lista tríplice tirada na instauração do processo de investigação para a escolha do relator tinha os nomes de Cesar Colnago (PSDB-ES), Izalci (PSDB-DF) e Marcos Rogério (PDT-RO). Assim que foi contatado pelo presidente do Conselho de Ética, Ricardo Izar (PSD-SP), o deputado Izalci abriu mão de relatar o caso ao alegar que pretende se dedicar à CPMI da Petrobras. Ele disse que abria mão em favor de Colnago, que é médico, mas Izar optou por Rogério em função de sua experiência e conhecimentos jurídicos.

Como uma das representações contra Argôlo teve como origem a corregedoria da Câmara, por meio de articulação do presidente da Casa, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), não necessitará de relatório preliminar, o que deverá acelerar a investigação do deputado baiano. Rogério poderá já iniciar a coleta de provas e a investigar as relações de Argôlo com Youssef.

O ex-petista André Vargas (PR), é alvo de investigação no mesmo Conselho de Ética exatamente por causa de seu envolvimento com Youssef. Vargas chegou a admitir que viajou no jatinho do doleiro. A investigação pretende apurar se houve quebra de decoro de Vargas, que é suspeito de intermediar os interesses de Youssef no Ministério da Saúde por meio de convênios da Pasta com a Labogen, laboratório ligado ao doleiro. Youssef foi preso pela Polícia Federal no âmbito da Operação Lava Jato

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