Caso de Laís Souza pode ser utilizado para desenvolver novas pesquisas

Por Brasil Econômico - Gilberto Nascimento |

compartilhe

Tamanho do texto

Mara Gabrilli (PSDB-SP), tetraplégica desde 1996, vai aos EUA debater com os dirigentes do centro de pesquisa que cuida da atleta a transferência de conhecimento para o Brasil

Brasil Econômico

A deputada federal Mara Gabrilli (PSDB-SP) embarca amanhã para uma missão oficial de uma semana no Miami Project, um importante centro de pesquisas sobre paralisias. No complexo hospitalar está internada a ex-ginasta brasileira Laís Souza, que perdeu os movimentos do corpo em um acidente quando esquiava, no começo do ano. O objetivo da parlamentar, tetraplégica desde 1996, é debater com os dirigentes do centro de pesquisa a transferência de conhecimento para o Brasil. Um dos trabalhos mais importantes desenvolvidos lá atualmente é o implante de células de Schwann (localizadas no sistema nervoso periférico e que podem atuar diretamente na transmissão de impulsos nervosos). A deputada brasileira chegou a enviar uma carta às autoridades americanas em defesa da liberação dos testes.

Segundo Mara, Laís é vista no hospital como uma paciente com grande possibilidade de ser utilizada no desenvolvimento das pesquisas, caso a atleta e sua família concordem com o procedimento. A parlamentar pretende que centros no Brasil também possam desenvolver as mesmas pesquisas e também tenham acesso a novas tecnologias desenvolvidas no centro norte-americano. Ela viaja com convites dos pesquisadores Patrícia Pranke, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, e Tarcísio Pessoa de Barros Filho, do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo. Ambos estão interessados em parcerias de pesquisas com o Miami Project. A deputada também vai representar a AACD (Associação de Assistência à Criança Deficiente), de São Paulo, que tem interesse no exoesqueleto portátil desenvolvido pelos pesquisadores de Miami. O equipamento permite aos tetraplégicos ficar de pé e fazer movimentos.

PP apoia Monteiro em Pernambuco

A presidente do PT em Pernambuco, Teresa Leitão, confirmou ontem que o PP irá apoiar a candidatura do senador Armando Monteiro ao governo, unindo-se à aliança entre petistas e petebistas. O presidente do PP no Estado, Eduardo da Fonte, mantinha-se neutro até o momento.

Jogando nas onze

Adorado por Dilma por ser o mentor do Mais Médicos, Mozart Sales, ex-secretário de Gestão do Trabalho e Educação na Saúde do Ministério da Saúde, será candidato a deputado federal pelo PT de Pernambuco. A campanha de Sales, que foi cotado para substituir o ex-ministro Alexandre Padilha, será feita pela Black Ninja, agência de Antonio Lavareda. O consultor de marketing trabalhou em campanhas dos tucanos Fernando Henrique Cardoso e José Serra e na administração de Eduardo Campos (ainda mantém contas no governo de Pernambuco). Sales, também ex-deputado estadual e ex-vereador em Recife, é muito próximo de Antonio Figueira (PSB), ex-secretário de Saúde de Campos.

Alves arquiva representação contra deputado

O presidente da Câmara dos Deputados, Henrique Alves (PMDB-RN), arquivou nesta semana a representação do Comitê Nacional em Defesa dos Territórios Frente à Mineração contra o deputado Leonardo Quintão (PMDB-MG). O grupo, que reúne entidades sociais e ambientais, queria afastá-lo da relatoria do novo Código de Mineração com o argumento de que ele não poderia ser relator de um projeto que trata de interesses de seus financiadores. O próprio deputado admite ter recebido doações legais deste setor, mas não vê motivo para impedimento.

Quintão diz ser vítima de perseguição

Para Leonardo Quintão, a questão não trata de interesses de uma ou duas empresas específicas, mas das preocupações de um setor. Ele criticou os argumentos usados e se disse vítima de perseguição. “É uma tese política, tentando ferir a minha honra como pessoa, tentando ferir um projeto que é de interesse nacional, para impedir que os recursos cheguem a Minas Gerais e ao Pará, que são governados pelo PSDB. Uma perseguição claramente política”, afirmou. Nos dois estados citados, seu partido deve se aliar ao PT nas eleições deste ano.

“Sou muito grato à presidente Dilma pela parceria e pela colaboração e vou ajudá-la na eleição. Mas o PT vai ter seu candidato.

Raimundo Colombo, governador de Santa Catarina (PSD), ao evita relacionar o seu apoio nacional ao PT às alianças regionais

*Com Leonardo Fuhrmann

Leia tudo sobre: mosaico político

compartilhe

Tamanho do texto

notícias relacionadas